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domingo, maio 17, 2009

O Universalismo


O universalismo é uma flor que brota no coração do homem
Quando este começa a entender que todos os seres fazem parte de um único Ser Supremo.
Universalista é união, tudo que faz quebrar a ilusão da separação é universalista.
O amor é universalista, pois recebe a todos de braços abertos.
O sol é universalista, pois brilha para todos.
A lua ilumina a noite para todos.
As estrelas brilham para qualquer alma que erga seus olhos aos céus.
As águas correm em sentido único.
As ondas do mar não mudam seu percurso, independentemente do observador.
A natureza é como Deus, e é Deus.
Todo e qualquer um que segue as leis do amor é universalista, mas é preciso entender o que é ser universalista pois, se você defende o universalismo, deixou de executá-lo.
O universalismo não diz o que é melhor, não impõe, não julga, faz como estrela, brilha para todos sem perguntar o que acham.
O universalismo entre vocês hoje é uma semente plantada no coração do homem observador, que teve coragem de sentir o calor do sol, de erguer a cabeça nas noites de lua em direção às estrelas, brincou com a espuma das ondas e abandonou-se nas águas do mar, ao menos todas as vezes que pode.

Irmãos de Órion.
Mensagem recebida em 01/08/99.


BRANCOS - ÍNDIOS - NEGROS



BRANCOS DO NOVO MUNDO

Nas formas de vida coletiva, podemos assinalar dois princípios que regulam as atividades dos homens: a do aventureiro e a do trabalhador. O trabalhador é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, e não simplesmente, o triunfo a alcançar. É adepto do esforço lento e persistente, que mede todas as possibilidades do desperdício e sabe tirar proveito do insignificante. Seu campo visual é naturalmente restrito. O aventureiro se comporta de maneira diversa, suas qualidades são audácia, imprevidência, irresponsabilidade, ócio e instabilidade. O seu objetivo primordial é a recompensa imediata. Dispensa, como secundário, todos os processos e esforços intermediários. Ele despreza o que não tem perspectivas de rápido proveito pessoal. Ou seja, seu ideal será colher o fruto, sem plantar a árvore.

Na obra de conquista e colonização dos povos do novo mundo, notadamente na América Latina, coube ao tipo trabalhador papel muito limitado, quase nulo. O que prevaleceu, aqui, foi o tipo psicológico do aventureiro, em busca de fortuna rápida e fácil. Entretanto, depois de séculos de adaptações e sofrimentos, são esses imigrantes brancos que aqui se fixaram e se confraternizaram com as raças nativas, que se predispuseram a abraçar os ideais necessários à formação da Sexta Raça Raiz. Esta confraternização não é requerida, essencialmente, através do cruzamento étnico, acima de tudo, é psicológica, onde as barreiras da ilusão da separatividade foram, ou estão sendo, paulatinamente vencidas, conforme a resistência e o nível evolutivo de cada um.


ÍNDIOS

O povoamento da América iniciou-se no período glaciário, época em que a Terra foi tomada por grandes massas de gelo. Nesse período houve imigração de raças neolíticas na América, correspondentes à idade da pedra-polida, quando as raças brancas, que viviam na Europa, estavam em plena idade paleolítica, da pedra lascada. Em conseqüência, as raças amarelas que aportaram nas Américas, vindas da Ásia, eram mais adiantadas do que as raças brancas da Europa. As três raças básicas da humanidade se misturaram no continente americano: a negra, a branca e a amarela, sendo que esta última aportou na América do Sul.

Existem abundantes provas de que os japoneses naufragaram no novo continente, mesclando seu sangue com as populações costeiras da América. Os aborígines da Oceania, ou seja, os descendentes dos rutas, também chegaram ao continente americano. Tais elementos étnicos contribuíram para constituir as populações americanas, e uma vez misturadas, através das migrações e das lutas, deram nascimento às populações indígenas, naturais da América.

A pretensão de agrupar a população indígena da América do Norte numa única raça particular, os peles-vermelhas, há muito perdeu o fundamento, pois os aborígines americanos são mistos, compostos de vários elementos étnicos diferentes. As raças mistas da América são distribuídas geograficamente pelas três Américas: Setentrional, Central e Meridional.

As raças da América Setentrional são representadas pelos seguintes grupos:
1- Atabascanos, os quais compreendem os chapaios (chippeyas) e os apaches.
2- Puebloanos, com índios pueblos, do Novo-México, os comanches e os moquis.
3- Oréganos.
4- Californianos.
5- Mississipianos, com tribos choctaus (chaktahs), criques (creeks) e os seminoles.
6- Missourianos, com os índios paonis (pawnees), sioux, dakotahs, osages e os iowas.
7- Pensilvanianos, com tribos algonquis, abenaquis, ienapes e delawaris.
8- Canadenses, com tribos iroqueses, huronianos e cheroquis (cherokeee).
9- Mexicanos, com índios zapotecas, otomis, chichemecas e os astecas.


Os chapaios e os apaches, pertencentes à família atabascana, e os chinuques, da família oregonana, habitavam o norte da Califórnia, entre o Pacífico e as Montanhas Rochosas. Tinham a pele menos acobreada dos que os índios peles-vermelhas, eram de menor porte e rosto largo. Os chinuques tinham o costume de deformar a cabeça desde a infância.

Os puebloanos, incluindo os comanches e os moquis, viviam nos confins do Texas, entre os sioux e os mexicanos.

A família californiana apresentava caracteres das raças negras, amarela e branca: a pele é castanho bem escuro, os malares salientes, lábios grossos, olhos profundos, cabelos longos, lisos, grossos e escuros. Atualmente é uma raça das mais misturadas, sendo que a influência européia foi equilibrada.

A família mississipiana: chactas, criques e seminoles ocupavam o território incluído entre os comanches e o oceano Atlântico. Algumas tribos habitavam os limites do Arkansas, enquanto os seminoles viviam na Flórida.





Foto: mulher sioux

Os costumes desses povos, que foram desaparecendo quase totalmente, à medida que eram expulsos pelos brancos invasores, ficaram relegados ao reduzido território indígena, demarcado pelos novos donos do continente americano. Cabe-nos ressaltar, que os indígenas norte-americanos sempre se revelaram bastante inteligentes, porém eram também igualmente indolentes.

As famílias mexicana e guatemalteca, como indicam seus nomes, ocuparam o México e a Guatemala. Eram considerados mestiços de grupos vindos da Califórnia e da América Central, respectivamente. A família mexicana compreende os zapotecas, chichemecas, astecas e os otomis, estes últimos considerados um dos mais antigos povos da América.

Os astecas são uma das populações mais conhecidas, pois criaram uma esplêndida civilização, deixando no México tantas provas do seu engenho, alem da construção da cidade deste nome. Os astecas eram seres pequenos e deformavam a cabeça, como os chinuques, mas sem dúvida eram povos inteligentes. Oriundos do noroeste, o povo asteca iniciou a sua formação, fixando-se em pequenas ilhas do lago Texoco.


Os mexicanos são uma raça mista, onde o sangue europeu interveio, principalmente depois da chegada dos conquistadores espanhóis. Até bem pouco tempo atrás, ainda se encontrava algumas populações selvagens. Entre as tribos mexicanas destacaram-se, principalmente as seguintes tribos:
- Olmecas, a aproximadamente VIII AC, estabelecidos ao lado do golfo do México.
- Tarascas, na costa do Pacífico, mais a oeste.
- Teotihuacan, no planalto central mexicano.
- Zapotecas, do monte Alban.
- Mixtecas, que sucederam os zapotecas no monte Alban.
- Huaxtecas, que viviam ao norte do golfo do México.
- Totonacas, do centro do golfo do México, correspondendo ao estado de Vera Cruz.
- Maias e astecas, já descritos.



( Monte Alban)

Na América do Sul, os aborígines também se mostraram como raças mistas, misturando-se em numerosas famílias:
1- Família peruana - aimarás, quíchuas, incas e araucans.
2- Família pampeana - charruas e puelches.
3- Família chiqueteana - chiquitos.
4- Família patagoniana - tehulches ou patagões, fuengianos e iacãos.
5- Família antisiana - iuracares e bolivianos.
6- Família guarani - lengoas, caraíbas, botocudos, coroados, tupi.

1-Família peruana _ aimarás, quíchuas, incas e auracans. O povo peruano é formado pelas populações indígenas que tiveram no passado sua época de gloriosa civilização. Há representantes da família peruana em todo o Peru, Bolívia e no Chile

Os incas eram adoradores do Sol, fonte de toda a vida, acima do qual reconheciam um Deus, invisível criador de tudo que existe e que os eles denominavam Pachacamac. Os incas formaram uma esplêndida civilização.


Os quíchuas (quéchuas) representam o povo aborígene americano, de raça andina que ajudou a fundar nos altiplanos do Peru e da Bolívia, o império dos incas. Atualmente, os quíchuas perderam a antiga proeminência, conservando-se como simples agricultores e pastores, vivendo em condições quase de miserabilidade.

Os aimarás viviam no alto Peru, representavam velhos índios, antigos habitantes das planícies quentes que costeiam as praias peruanas do Pacífico. Também atingiram alto grau de progresso e cultura, ajudando no nascimento do grande império incaico. Também adoravam o Sol, ao qual dedicavam templos. Obrigados a submeterem-se aos numerosos quíchuas, mais tarde se renderam sem lutas, aos invasores espanhóis e passaram a cultuar o cristianismo, mas conservando determinados ritos da antiga religião, como dançar à frente das procissões.

Os araucans viviam, antes da invasão espanhola, em Araucânia, região do Chile médio, entre os Andes e o oceano Pacífico. Mais tarde submeteram-se ao governo do Chile, dividindo-se em quatro províncias.


2-Família pampeana - charruas e puelches. Os charruas (*) eram aborígenes da América do Sul que preferiram morrer à se submeterem aos europeus. Alguns exemplares muito misturados, ainda habitam o leste do Uruguai. Os puelches e os charruas reuniram-se na família pampeana, habitando entre o estreito de Magalhães e as colinas de Chiquitos, tendo a leste o Paraguai e a oeste os Andes.
(*) O grito de guerra dos charruas, que se deixaram matar em defesa de seus valores era: “Coive ogu ereco iara!” Ou seja: Esta terra tem dono!

3- Família chiqueteana. Os chiquitos eram aborígines sul-americanos, que ocupavam um território entre colinas situadas na parte setentrional do curso do rio Guaporé, ao norte; o rio Paraguai, ao leste; a planície do Chaco, ao sul; e as florestas que iam até o Rio Grande, ao oeste. Eram alegres, dóceis e hospitaleiros.

4 - Família patagoniana - tehulches ou patagões, fuengianos e iacãos. Os fuengianos constituíam populações miseráveis. Os patagões (tehulches) habitavam no sul da Argentina, desde o rio negro e o estreito de Magalhães. Os iacãos viviam no território argentino da terra do Fogo, na cadeia montanhosa que vai de Sarmiento ao monte Darwin.


(Patagonia)

5 - Família antisiana - iuracares e bolivianos. Os iuracares e os guaraios, integrantes da família antisiana, ficavam espalhadas nas regiões quentes e úmidas da vertente oriental dos Andes bolivianos e peruanos, desde seus verdadeiros contrafortes, perto de Santa Cruz de La Sierra. Os bolivianos foram os habitantes das altas planícies da Bolívia. Atualmente a Bolívia não é muito povoada e seus habitantes são formados por índios e mestiços cholos, além de negros e mulatos. Os brancos são minoria. Praticam a religião católica

6 - Família guarani - lengoas, caraíbas, botocudos, coroados, tupis. Os lengoas (lenguas) eram selvagens sul-americanos, que viviam entre o Paraguai e a Bolívia. Os caribes (caraíbas) são aborígines que habitavam todas as ilhas chamadas pequenas Antilhas. Eram temidos pelo seu instinto guerreiro e sua crueldade. Não possuíam templos, nem cerimônias religiosas.

A família Guarani (*), repartia-se desde o Paraguai, as Guianas e as Antilhas. Eram naturalmente sinceros e afáveis, entretanto, era costume de numerosas tribos devorarem seus prisioneiros, para, conforme suas crenças, adquirirem as qualidades dos seus inimigos.


(*) Conta uma lenda indígena que, quando os brancos predadores chegaram no território guarani os pássaros praticamente sumiram, e os índios não tinham mais penas para colocarem em suas flechas. Os índios não podiam mais caçar, devido às suas flechas saíam sem rumo certo de seus arcos. Um pajé rogou à Tupã que os ajudasse. O deus se compadeceu daquele povo e transformou um guerreiro guarani em um belo e grande pássaro colorido. E desse pássaro majestoso, os índios começaram a pegar as penas, que ele soltava pelo chão, enquanto voava pelas alturas. Daquele dia em diante, nunca mais faltaram penas para as flechas, e os índios voltaram a ter sua pontaria certeira. Segundo a lenda foi assim que nasceu Narube, a multicolorida e majestosa Arara.



NEGROS DO BRASIL

A penetração da raça negra no Brasil, como já sabemos, não nos traz boas lembranças, pois esta se deu através da escravidão e esses fatos sempre trazem amargas lembranças para uns e muita vergonha para outros. Entretanto, a subjugação dos negros iniciou-se bem antes de eles chegarem ao Brasil, começou na própria África, pois os maiores escravistas foram os próprios reis africanos.

Com o início da expansão colonial lusitana pela costa norte da África, os portugueses passaram a realizar o comércio de especiarias e negros escravos. Continuando suas expedições expansionistas, os portugueses chegaram ao Brasil. Com a implantação da primeira capital colonial nas terras brasileiras, Salvador, vieram os brancos, cristãos novos (judeus convertidos), dissidentes políticos e religiosos, e também um enorme contingente de escravos negros.

Desafortunadamente, formaram-se centenas de campos de repercussão mental de tristeza, de abandono, de ódio, de desespero e de desejo de vingança, que se disseminaram na nova terra. Junto a esta carga energética de baixo padrão mental, vieram também a magia negra e a feitiçaria. Assim, por ocasião da escravidão nas Américas, junto aos cativos, vieram antigos feiticeiros, que trouxeram consigo seus conhecimentos e seus poderes.


Na África, o feiticeiro passa por uma iniciação dos mistérios da vida e da morte, adquirindo poder de curar ou induzir doenças. Na verdade, eles aprendem a lidar com a energia. Assim como qualquer pessoa, mas em maior escala, eles empregam ou canalizam a energia pelo poder da mente e da ação volitiva, para fins benignos ou malignos, conforme a exigência do momento. Precisamos considerar, contudo, as condições desesperadas em que viviam os escravos, sem nenhuma arma para se defenderem de seus dominadores. Talvez se tivessem sido tratados como seres humanos, a situação energética dos negros, naquela época, pudesse ter sido diferente e a proliferação da magia ou da feitiçaria, não tivesse avançado tanto. Os brancos foram responsáveis pela escravidão de outros seres humanos, trazidos à força para servi-los, de onde tiraram proveito comercial. Mas, paralelamente, adquiriram o carma de também serem alvo da parte negativa dos povos escravizados, entre eles, o feitiço.


No século XVII, a produção e consumo de açúcar ganha gigantesco impulso. Para sustentar essa explosão, foi necessário mão de obra barata e a solução foi traficar mais escravos. O Brasil foi um exemplo negativo para todas as Américas, de como praticar a escravidão com sucesso, enriquecendo a burguesia. Recebia em sua região litorânea do Recife, Rio de Janeiro e Salvador, os navios negreiros carregados de africanos, para serem vendidos como objetos e animais.

O senhor europeu, nesse tempo, demonstrava total falta de sentimento e emoção, a ponto de vender seus próprios filhos, nascidos de negras, como escravos. O interessante é que esse sentimento de afeto paterno, já era bastante marcante, tanto no indígena, quanto no negro. Outro fato bastante interessante era a participação da Igreja na sustentação do sistema escravista negro. A explicação dada pela Igreja era que o negro era descendente de Cã, filho de Noé, que era um amaldiçoado. Assim, o negro, para resgatar seus pecados e alcançar o reino dos céus, precisava passar pelo cativeiro. Em vista dessa conivência religiosa com o regime escravocrata, os representantes eclesiásticos arrumaram uma maneira de acalmarem suas consciências.

Por ter estado entre os primeiros da lista dos países escravocratas, o Brasil igualmente conquistou um dos primeiros lugares nas revoltas dos escravos. Pois, quanto à formação de quilombos, proporcionalmente, o Haiti foi o único país a superar o Brasil.



O Espírito do homem precisa de muito tempo para adaptar-se aos limites do rebaixamento dos seus corpos densos. A liberdade na forma de energia livre é o objetivo final buscado pelo Espírito imortal, que trabalha pela sua evolução. Assim, a ânsia pela liberdade, é inerente à todas as criações e todos os seres do universo. Então, a raça negra reage contra os limites expostos pelo cativeiro, imposto pelo homem branco, e luta pela sua liberdade. Centenas de quilombos se espalham pelo território brasileiro. Mas cedo vem a reação dos escravocratas, que criam tropas formadas por bandeirantes e nativos, com o fim de enfrentar e combater a quilombagem. Entretanto, após longo período de fugas e derramamentos de sangue, surgem os movimentos para extinção do regime escravista. Mesmo, com a resistência dos donos de engenho, por fim, vem a Lei Áurea, de libertação dos escravos. Infelizmente, porém, nos dias de hoje as nações ainda conservam alguns traços do regime escravista de outrora, numa forma de racismo não declarado e de direitos desiguais dos meios de sobrevivência.

Os primeiros africanos que formaram a população negra brasileira, pertenciam à dois grandes grupos: os bantos, trazidos de Angola e os achantis, trazidos da Costa do Ouro, na Guiné ou Nigéria, na região de Benin.

O habitante da Guiné é o tipo que mais representa a raça negra da África. A Guiné tem ao norte o rio Senegal e ao sul, o Zambese, na África Ocidental. Dividiam-se em fantis, yolofes, achantis, bakantes, Iebos e os malikes. Os achantis eram dominados por um rei autocrático e tirano. Viviam na Costa do Ouro, na África Ocidental. O rei deveria possuir 3333 mulheres. Este número de esposas não poderia ser mais nem menos. Eram fetichistas e tinham o costume de sacrificar escravos em louvor a seus deuses, mais tarde esses sacrifícios humanos foram substituídos pelo de animais. Os gaboneses eram vaidosos e irascíveis; suas mulheres eram muito bonitas, e se enfeitavam com vistosos tecidos, colares de pérolas, anéis e jóias de cobre.

A influência desses negros na formação cultural do povo brasileiro (e de boa parte da América) foi imensa. Pois, apesar de terem chegado ao Brasil por caminhos adversos e de forma involuntária, suas contribuições nos campos econômico, religioso e das artes, tiveram um papel bastante decisivo na construção da raça brasileira. O sincretismo religioso, o desenvolvimento das regiões litorâneas, devido à mão de obra escrava nos engenhos de açúcar e café, o conhecimento da agricultura e do extrativismo mineral, garantiram a prosperidade que se fez presente em várias regiões do Brasil. Dentro da arte, os negros trouxeram a pintura, o artesanato e a música afro, que persistem até os dias atuais, como se estivessem impressas no sangue da raça brasileira em formação. É de grande destaque também a contribuição negra dentro da gastronomia que enriquece a mesa do povo brasileiro. Daí vem o gosto pelos sabores picantes e quentes, que predominam na região baiana.


Transmitindo a beleza da vida dos humildes e a capacidade do negro de amar seus irmãos de raça, a poesia negra vence todos os obstáculos, impostos por uma civilização marcada pelo preconceito racial, na sua luta pela liberdade do corpo, do pensamento e do espírito. Os versos negros criaram asas, ignoraram limites territoriais, os açoites e o tilintar das correntes, e se estenderam pelo mundo, combatendo as injustiças e os preconceitos, com o objetivo de estabelecer as verdades essenciais, e afirmando sua mensagem de fraternidade entre os homens, de todas as raças do mundo, sonho dourado da raça brasileira e mensagem do Cristo, expressa no Evangelho.



ÍNDIOS DO BRASIL

Os botocudos, também chamados aimorés, são índios típicos do Brasil. Da mesma família guarani, também tinham o mesmo hábito antropófago. Os coroados também são índios brasileiros, descendentes dos primeiros aborígines do Brasil.

A língua guarani era usada em toda a extensão das antigas províncias do Paraguai e na costa do Brasil, abaixo de São Vicente, Paraná e Santa Catarina. Mais tarde, com o passar do tempo, o guarani veio a ser falado no Mato-Grosso, Correntes e Missiones; Chaco e Formosa; Bolívia, particularmente em Santa Cruz de La Sierra.
Os tupis formam importante família sul-americana, espalhada entre a costa do oceano Atlântico e a cordilheira dos Andes, desde o Amazonas até o Prata, embora agrupados ao longo das praias costeiras, tais como: os iurunas, do Brasil central; os mundurucus e os omáguas, dos limites do Amazonas; os chiriguanos, da parte oriental dos Andes.

As tribos brasileiras da família tupi eram: tupinaés, tupinambás e tupiniquins. O tupi também representa a família de línguas faladas por estas raças indígenas da América do Sul. Com a chegada dos jesuítas, combinaram o tupi com o guarani, e constituíram a língua geral: tupi-guarani, empregada comumente em todo o território ocupado pelas tribos do dialeto tupi.

No Brasil, a exploração litorânea, praticada pelos portugueses, encontrou maior facilidade em decorrência de a costa se achar habitada por uma única família de indígenas, que de norte a sul falavam o mesmo idioma: o tupi-guarani. É esse idioma prontamente apreendido pelos jesuítas, servindo de intercurso com os demais povos indígenas do país.

Há 17 mil anos o Brasil já era povoado pelos chamados Filhos da Terra. Os pesquisadores já conseguiram encontrar provas concretas destas populações, que existiam nas imediações do litoral do Amazonas. Assim como, pelo menos há 5 mil anos, pelo Amazonas, infiltraram-se outros povos vindos pelo noroeste.

Os tupis saíram da Amazônia, dirigiram-se para o vale do Mamoré, há seis milênios atrás. Baseados na crença de que à leste havia um lugar chamado Terra Sem Males, no ano 500 AC, nova levas de tupis partiram em longa migração. Um ramo desce o rio Madeira e localiza-se na Amazônia. Outras tribos tupis subiram o rio Ji-paraná, atravessaram a bacia do rio Prata, chegam ao litoral e são os pioneiros no enfrentamento da colonização. Com a chegada dos europeus, os tupis são forçados à novo êxodo para o oeste. Os tupis são povos aquáticos, excelentes pescadores, nadadores e canoeiros. Em sua expansão, ao largo do litoral brasileiro, os portugueses foram sempre antecedidos pelas extensas migrações do povo Tupi, o que facilitou sua colonização.


Os povos jês chegaram ao sertão do nordeste brasileiro, há quatro mil anos, vindos da costa do Pacífico. Espalharam-se pelo Planalto Central, desde a serra gaúcha e até as margens da Amazônia. Alguns povos jês cultuavam os mortos, o sol e a lua. Os bororos e xavantes cultuavam o milho, como alimento sagrado. Os tapajós ocuparam o baixo Amazonas, desde o ano 1300, sendo dizimados por volta do século XVII. Os marajoaras habitaram a ilha de Marajó, desde 3000 AC. Foi a sociedade mais desenvolvida do período pré-colombiano brasileiro. As incursões dos colonizadores europeus dizimaram essas populações indígenas. As doenças trazidas pelos invasores, a desagregação das tribos, levaram a uma redução drástica destes povos, sendo que centenas foram aniquiladas em sua totalidade.

Em 1511, com a ocupação das terras do litoral brasileiro, o cativeiro dos indígenas se intensificou. Santos torna-se Porto dos Escravos, capturados no litoral e no sertão. A imagem de que os índios são seres falsos, preguiçosos, estúpidos, covardes, sem lei, sem rei e sem um Deus e, principalmente canibais, era divulgada com veemência pelos seus algozes. A escravidão era vista como uma oportunidade para aqueles quase animais serem catequizados e civilizados. Em 1570, a escravidão indígena é vedada por lei, mas o manuseio da mesma lei permitiu que o cativeiro continuasse em ampla escala até o século XIX. Ainda em 1806, na Amazônia, um índio valia tanto quanto um machado. Os Jesuítas combatiam com toda energia a escravidão indígena, e por isto foram hostilizados e até mortos, pelos interessados na continuação do vício da escravidão.

Começam as guerras indígenas contra a escravidão. Os tupis aliaram-se aos portugueses, na guerra contra os franceses, que sugavam do Brasil, todo o pau-brasil. De 1555 até 1567, desencadeia-se a guerra dos tamoios, do Rio de Janeiro a São Paulo, de Cabo Frio a Itanhaém, passando por Ubatuba, Angra dos reis, Uruçumirim, hoje Morro da Glória. Os guayanás, carijós, parte dos tupiniquins, aliaram-se aos portugueses para enfrentarem a revolta dos tamoios. Houve um acordo de paz em 1563, mas um ano depois reiniciaram as guerras, por que continuou a escravidão vermelha (dos índios).

Posteriormente, as guerras indígenas contra o branco escravizador continuaram, conforme segue:
- Guerra da Fundação do Rio de Janeiro, envolvendo os índios da Bahia e Espírito Santo.
- Guerra dos Potiguares, envolvendo índios do Rio Grande do Norte.
- Guerra dos Aimorés, envolvendo índios da Bahia, Espírito santo e Minas Gerais.
- Guerra dos Bárbaros do Açu, envolvendo índios do Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.
- Guerra dos Tupinambás, envolvendo índios do Pará.
- Guerra dos Manaus, envolvendo índios do Amazonas.
- Revolta de Manu Ladino, envolvendo os índios do Piauí, Maranhão e Ceará.
- Guerrilha Mura, envolvendo índios do baixo Amazonas.
- Resistência Guaicuru, envolvendo índios do Mato-Grosso.
- Guerra Guaranítica, envolvendo os índios do Rio Grande do Sul.


Entre os índios brasileiros semi-civilizados, temos os Carajás, que se fixaram nas imediações de Aruanã, rio Araguaia, na região do Bananal, no estado de Goiás. Entre os índios escravizados pelos brancos, estão os remanescentes dos tupis-guaranis, que vivem ainda no litoral de estado de São Paulo. Na serra de Itariri, vivem os derradeiros exemplares das tribos tupis-guaranis. Nos estados de Goiás e Mato-Grosso, viviam enormes populações de aborígenes, os boes-ou-oraris, mais conhecidos por bororos. Esses aborígenes já estão praticamente extintos. No estado de Mato-Grosso, ainda habitam os índios: umutinas, rio dos Bugres e Cuiabá; meinacos, rio Curisevo, afluente do Xingu; caimás, Dourados, sul de Mato-Grosso; xavantes, rio das Mortes; carajás, rio Araguaia; chicuro, rio Culuene e Curiservo.

Finalizando esta primeira parte, podemos dizer que a Europa desenvolveu os valores mentais, relacionados à vida prática, à arte e à beleza. Refinou no homem tudo que pudesse elevar seu nível, distanciando-o, o mais possível, das condições rudimentares de uma civilização primária. O Oriente intensificou as forças subjetivas da mente, despertando nos indivíduos a consciência da elevação mental, que pudessem conquistar como seres viventes. O continente americano, com sua força renovadora, recolheu esses valores de ambas as procedências e cobriu-os como uma casca protetora, preservando e sustentando o grão para o terceiro milênio. A nova mente humana, como que contida nesse grão, traz em potencial, os germens de uma nova vida, poderosa e bela!

Entretanto, para que ocorra esta Nova Era, é necessário que ocorram profundas mudanças no homem e no seu habitat.

HINDUÍSMO





Os hindus, resultantes de sucessivos cruzamentos, herdaram o conhecimento religioso dos conquistadores e outros elementos civilizadores. A religião sucessora, o hinduísmo, apesar de conservar os altos conceitos espirituais da religião inicial, através dos séculos foi se contaminando com outros conceitos: sacrifícios de animais, ofertas de alimentos, pluralidade e feminilização dos deuses, autoflagelações, acirramentos dos privilégios e diferenças de castas, as quais chegaram ao número de três mil (!).



Cerca de 80% da população da Índia é hinduísta, 10% muçulmana e 4% cristã. O hinduísmo não tem fundador, nem credo, nem organização de espécie alguma, se caracteriza por sua imensa diversidade e de sua capacidade de absorver novos modos de pensamento e expressão religiosa. Possui como raiz o Livro dos Vedas, desse livro os textos mais lidos são os Upanishads. Foram escritos sob a forma de conversas entre mestre e discípulo, e introduzem a noção de Brahma, a Força Essencial do Universo. Ensina que todos os seres vivos nascem, vivem e ao morrerem retornam a Brahma.


Um hinduísta comum acredita que possui uma alma imortal e que ela renasce em uma nova criatura vivente, pode renascer numa casta mais alta ou mais baixa, ou até passar a habitar um animal (transmigração), conforme seja o seu karma. Todas as ações de uma vida formam a base de uma próxima. A responsabilidade pela vida do hinduísta será sempre dele, o homem colhe hoje aquilo que semeou ontem. O homem, através do seu livre arbítrio, pode piorar ou melhorar o seu carma, e assim lançar as bases de uma vida pior, ou melhor, numa próxima encarnação.


Dentro do hinduísmo há uma grande quantidade de movimentos e seitas com visões divergentes, o conceito popular de divindade é politeísta, cada aldeia tem também sua própria divindade local. Mas é possível distinguir três caminhos básicos para que o homem possa escapar do interminável ciclo de reencarnações:
- A Via do Sacrifício – Fazendo sacrifícios e boas ações, muitos hinduístas almejam obter a felicidade terrena, riqueza e boa saúde, assim como, melhorar seu carma para a próxima encarnação e conseqüente libertação do ciclo.
- A Via da Compreensão ou do Conhecimento – Segundo uma idéia central dos Upanishads, é a ignorância que amarra o homem ao ciclo de reencarnações. O conhecimento que traz a salvação é o de que tudo está contido em Brahman, não há separatividade. O Brahman é o Princípio Construtivo do Universo, uma Força que tudo permeia, uma divindade impessoal de onde tudo se origina e retorna. O homem é libertado do ciclo de reencarnações ao adquirir plena compreensão e convicção da unidade entre atman e Brahman, o objetivo é se dissolver em Brahman.
- A Via da Devoção – Essa terceira tendência, surgida no século III a.C., têm sua expressão clássica no poema épico Bhagavad Gita ou Canto do Senhor. Conta as aventuras do guerreiro Arjuna, guiado por Krishna, na guerra simbólica contra seus primos, os quais, na verdade, são seus próprios defeitos, que devem ser vencidos para que ele possa alcançar a própria libertação. O Bhagavad Gita ensina que se o homem se dedica Deus e age desinteressadamente, ele será libertado, pela graça de Deus, do ciclo de reencarnações. O Gita abre um caminho para uma associação mais pessoal com Deus de que os Vedas ou os Upanishads. Sem rejeitar a ascese e a contemplação ele se caracteriza pelo amor e a devoção do homem para com Deus, numa relação mais íntima com a Divindade.


O conceito brâmane de divindade é trinário: Brahma é o Criador do universo; Vishnu é o sustentador, que protege as leis e a ordem universal; Shiva é o destruidor, que na época do final de cada Manvântara, absorve o universo. A adoração Divina se baseia principalmente em Vishnu e Shiva que é também o Deus da meditação e dos yogues, normalmente é retratado como um asceta. Na Bhakti Yoga, Shiva é visto cheio de compaixão, que salva o homem do ciclo de reencarnações. Vishnu é mostrado como um Deus suave e amoroso, normalmente representado como um lindo jovem. Tem como Avatares Rama e Krishna. Krishna é adorado como o senhor do mundo, normalmente é retratado como um terno pastor de ovelhas.

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sexta-feira, maio 15, 2009

A EPOPÉIA DE RAMA


Entre os primitivos ários, o povo que praticamente iniciou algum tipo de culto ao Divino, foi o dos citas ou celtas. Eram mitológicos e politeístas, que erigiram por toda parte, principalmente na Grã-Bretanha, muito antes do advento dos saxões, monstruosas pedras tumulares. Eles encontraram seus deuses nos fundos dos bosques, onde as druidisas, mulheres visionárias, profetizavam. Entretanto, estas, de boas profetisas, tornaram-se péssimas mágicas, ao instituírem sacrifícios humanos, fazendo o sangue dos herolls correrem continuamente sobre os dolmens.


Rama, jovem sacerdote druida, se revoltava contra esse culto sanguinário, pois compreendia que isso traria a perdição de sua raça. Foi então que uma terrível peste caiu sobre os brancos e o inspirado druida viu, nesse flagelo, um castigo dos Céus, pelo culto sacrílego. Um dia estava meditando Rama debaixo de um carvalho quando lhe apareceu em sonho o Deva Náhuxa, que lhe indicou um ramo de visco como o remédio miraculoso para o seu povo. Com essa planta ele começou a curar todos os enfermos. Após isso, Rama foi eleito chefe dos sacerdotes druidas. Imediatamente aboliu os sacrifícios humanos, carreando para si o ódio das druidisas e de outros sacerdotes, que não queriam perder seu instrumento de poder. O povo branco se dividiu, de um lado os partidários de Thor, símbolo do Touro, da força bruta, da era que estava terminando. De outro, os partidários de Rama, cujo símbolo era o Carneiro, indicando a nova era que se iniciava. A luta fratricida era eminente, quando em sonho aparece novamente a Rama, o Deva Náhuxa, que lhe diz: “Tu espalharás o Meu fulgor sobre a Terra e Eu acudirei sempre ao teu apelo - aponta para o Oriente e diz - Segue o teu caminho. Vai!” Rama mandou então acender fogueiras no alto das montanhas durante vários meses, indicando o sinal de emigração para todos que quisessem seguir o Carneiro. Começou, assim, o culto a Agni, o Fogo sagrado.


Guiados por Rama, os árias seguiram para o Oriente, aproximadamente no século XVIII AC. Estabeleceram-se inicialmente no Irã, onde fundaram uma civilização branca. Posteriormente reiniciam sua marcha para a Índia, conforme é narrado no Zend-Avesta, por Zaratustra. Este chamou Rama de Yima, o primeiro homem branco a quem falou Ormuz, o Deus Vivo.

A marcha dos adeptos de Rama era pacífica, porém se defendiam quando atacados. Ao longo do seu caminho, no Irã e no Afeganistão, eles lutaram contra os negros, descendentes dos rutas, com suas fortalezas ciclópicas. Os sacerdotes negros impunham seu domínio pelo terror. Manipulavam energias densas do astral inferior e eram ajudados por seres malignos que tinham a forma de serpentes ou lagartos, que se alimentavam da energia dos prisioneiros brancos dos quais eles exauriam energia. Rama surgia de improviso nos templos negros, subjugando os répteis astrais, soltando os prisioneiros e expulsando os sacerdotes. Foi um confronto da magia branca contra a magia negra.
No século III AC, o poeta Valmiki narrou a epopéia de Rama, no famoso poema Ramaiana, que conta sua luta contra o mago negro Rávana, que havia raptado sua esposa Sita (*). Rama venceu e perseguiu Rávana, até o seu último refúgio, antigo Ceilão, hoje Sri Lanka.

(*) Foi em homenagem á esse épico hindu que o mestre adotou o nome de RAMA-ATIS.

Os árias, guiados por Rama, estabeleceram uma poderosa civilização espiritual na Índia, o Bramanismo, cuja escritura sagrada, em sânscrito, é os Vedas, o Conhecimento Divino. Na sua pureza iniciática o Bramanismo era bastante abstrato e não permitia estátua de deuses e seus símbolos maiores eram Agni, o Fogo sagrado e o suco de Soma, usado cerimonialmente.

Após a morte de Rama, alegando proteger a nova etnia indo-ariana e os conhecimentos bramânicos, os sacerdotes dividiram o povo em castas, identificando perfeitamente a soberba de um tipo psicológico exilado. As principais castas eram as seguintes: sacerdotes-brâmanes; guerreiros-sakyas; agricultores, comerciantes e artesões-vaisyas; servos-shudras. As duas últimas castas eram formadas por não ários. Havia uma quinta casta, denominada de intocáveis ou sem casta.


O povo hindu apesar de seu elevado grau de desenvolvimento espiritual, não aproveitou como devia, o seu acervo de experiências sagradas, pois seus habitantes deixaram tornarem-se orgulhosos. A organização das castas separara o povo para sempre. Pois elas, além de refletirem a hierarquia e superioridade dos ários, dividiram irremediavelmente os habitantes da Índia, no campo social e religioso. Os arianos não se compadeceram das raças atrasadas que encontraram pela frente e, cuja evolução, deviam encarar como seu próprio trabalho regenerador na face da Terra, pelo contrário, desprezaram muitos descendentes dos rutas, como párias da sociedade.

Absurdos sociais continuaram no seio de um povo de Mahatmas, onde os párias, considerados ralé, são obrigados a dar um sinal de alarme quando passam, a fim de que os venturosos se afastem do seu contágio maléfico! O que é de admirar, pois nenhum povo da Terra possui mais conhecimentos sobre as Leis da Reencarnação e do Carma, do que o hindu. E é sob essas mesmas Leis, que o carma se faz sentir. Os soberanos rajás e os vaidosos bem nascidos voltam às mesmas estradas que transitaram sobre elefantes ricamente ajaezados, como mendigos desventurados, exibindo suas misérias e suas indigências e colhendo o mesmo desprezo que ajudaram a semear.


A Índia é, sobretudo, uma terra de contrastes. Os iniciados, os místicos e os Mahatmas, através de seus exemplos de abnegação, paciência, tolerância e pelos seus altos ensinamentos religiosos, criaram um ambiente de enorme grandeza espiritual para seu povo. Até os dias de hoje, todo estrangeiro que visita a Índia leva profundas impressões acerca de sua sagrada atmosfera psíquica.

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TOLTECAS AMERICANOS



Parte dos toltecas que se dirigiu à América Setentrional tinham a sede do seu império no Peru, que foi onde melhor se refletiu o antigo apogeu atlante. Os peruanos, ou os Filhos do Sol, como se autodenominavam, tinham amplas mandíbulas, sua cor era vermelho-bronzeada. Eram de índole franca e alegre e de agudo intelecto. O povo se mostrava, em geral, feliz e pacífico. O regime de governo era a monarquia teocrática, de absoluta responsabilidade por parte da classe dominante.

O reinado tolteca era dividido em províncias, governada por um vice-rei. Estas províncias eram divididas em governos de cidades e distritos menores. Havia uma bem elaborada e rigorosa hierarquia de oficiais do rei. Cada oficial cuidava do trabalho, do contentamento e do bem estar dos habitantes sob sua jurisdição. A tônica do regime era a responsabilidade. Havia forte compenetração do cidadão para com seus deveres com o estado tolteca e para com a coletividade. A maior pena, para reincidências em irresponsabilidades, de quem quer que fosse, seria o desterro.

Os antigos peruanos dedicavam-se à agricultura e detinham bons conhecimentos de agronomia, irrigação e astrologia, a fim de determinar os melhores tempos de plantio e colheita. Tinham celeiros públicos e uma bem elaborada rede de aquedutos para suas lavouras, assim como, uma rede estradas que cobria todo o império. Tinham conhecimentos de metalurgia, com o quais fabricavam suas lanças e espadas, para o exército. Empregavam ferro, cobre, latão e bronze. Possuíam também uma delicada ourivesaria, além de bons conhecimentos de cerâmica. A educação das crianças e o cuidado com os idosos e dos doentes ficavam a cargo dos sacerdotes do Sol.

Os toltecas de maior evolução cumpriram sua missão expiatória na Terra e acabaram retornando para Capela. Seus remanescentes, com o passar dos milênios, entraram em franca decadência de costumes. O que mais pesou na sua decadência foi a crueldade para com os povos limítrofes, tornados seus escravos e a introdução de sacrifícios humanos em seus rituais. Os povos que melhor refletiram o antigo apogeu tolteca foram os maias, astecas e incas.


OS MAIAS

Das três grandes civilizações pré-colombianas conhecidas, os maias são considerados os mais misteriosos devido à sua cultura estar em franco declínio quando da chegada dos espanhóis e também devido a maior parte de sua escrita ter sido destruída pelos frades catequizadores (*). Razão pela qual, as inscrições hieroglíficas deixadas em seus monumentos até hoje não foram totalmente decifradas.

Os historiadores dividem a história maia em dois períodos: de 1000 AC até 600 DC, que foi o período de seu apogeu, onde, da península de Yucatán estabeleceram uma brilhante civilização que se expandiu até a Guatemala, Costa Rica e El Salvador. E de 600 DC, quando começou sua decadência, até a invasão espanhola em 1523.

Os maias desenvolveram suas construções em forma de pirâmides escalonadas, encimadas por templos, que eram também observatórios astronômicos. Em volta das pirâmides desenvolviam-se grandes esplanadas, palácios e necrópoles para a aristocracia, mais adiante se distribuía o restante da população, em habitações de madeira e de barro, com tetos de palha. Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia e matemática lhes permitiu criar um calendário de notável precisão.


Os maias acreditavam descender de um totem, eram politeístas e adoravam a natureza. Cuidavam de seus mortos, colocando-os em urnas de cerâmica. A introdução de práticas cerimoniais sangrentas, a crueldade para com seus escravos e até com seu próprio povo, onde um simples jogo de bola terminava com a decapitação time perdedor, precipitou sua decadência. Além dos seus cerimoniais, eles acreditavam que a autoflagelação dos seus reis os protegeriam nas guerras e os ajudariam a obter boas colheitas. Entretanto nos altiplanos onde se encontravam suas cidades a terra se exauriu e não conseguiu proporcionar a quantidade de milho suficiente para alimentar suas populações, obrigando-as a abandonarem suas cidades e descerem para as planícies, em busca de clima mais quente e úmido.

Quando se deu a conquista dos maias, existiam dois estados distintos: os da península de Yucatán e os da atual Guatemala. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos pelos espanhóis. Os maias de Yucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.



OS ASTECAS

Procedente do noroeste do México, onde viviam como tribos nômades, os astecas chegaram ao vale do Anahuac no início do século XII, fixaram-se em pequenas ilhas do lago Texoco, dominaram as noções de agricultura e absorveram todo o patrimônio cultural dos impérios meso-americanos que o precederam, principalmente dos maias.

Em 1325 fundaram Tenochtitlan, hoje cidade do México, na ilha de Tlatelolco. Até 1340 pagaram tributos à tribo tepaneca, mas formaram uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlan, Texoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas e iniciou sua expansão pela zona ocidental do vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o velho, os astecas tornaram-se um povo temido e vitorioso, seus sucessores ampliaram os limites do império até parte da Guatemala. A confederação asteca organizava-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por parte dos estados submetidos. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, cresceu o descontentamento entre os povos submetidos pela Tríplice Aliança e houve o primeiro contato com os conquistadores espanhóis. Naquela época, o império asteca se estendia por uma superfície de mais de 200.000 km2 e tinha uma população de cerca de seis milhões de habitantes. A capital asteca, Tenochtitlan, era uma vasta metrópole com cerca de 100.000 habitantes, cercada de água e cortada por um labirinto de canais. Possuía casas caiadas, jardins suspensos, grandes templos, edifícios públicos monumentais e enormes praças de mercado.


Os astecas eram seres pequenos e deformavam a cabeça, como os chinuques, mas sem dúvida eram povos inteligentes. Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. O regime asteca era teocrático, governado por um soberano, que era eleito por um conselho de nobres. A sociedade asteca era a dividido em castas, a dos nobres formada pela família real, sacerdotes e chefes militares; o resto da população constituída por lavradores, artesãos e escravos. Alguns membros das baixas camadas livres podiam ascender à categoria de dignitários, graças à bravura nos combates.

Economicamente a civilização asteca se baseou na agricultura e no comércio. Grande parte do vale mexicano apresentava colinas, lagoas e zonas pantanosas que foram adaptadas pelos astecas à agricultura, mediante técnicas engenhosas de drenagem e aterro do terreno. Alimentava-se essencialmente de milho (era tão importante essa cultura que existia até um deus-milho), feijão, abóbora, pimenta e tomate. Em torno do lago Texoco, consumiam-se peixes, crustáceos e batráquios. O chocolate só era consumido pelas classes mais altas.


Os astecas conheciam uma escrita hieroglífica, mas a transmissão de sua cultura se realizou principalmente de forma oral. O seu calendário era herdado dos maias. Seus templos eram de estrutura piramidal, construíram também monumentos diques e aquedutos. Os astecas foram também hábeis artesãos e mestres na ourivesaria. Destacavam-se também no artesanato, na pintura de tecidos e mosaicos, e na lapidação de pedras semipreciosas. Os sacerdotes eram encarregados de orientar a educação dos nobres, estudarem os astros e dirigir as cerimônias rituais. Os astecas acreditavam que só um culto duro e severo podia oferecer segurança, isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras onde capturavam inimigos para sacrificá-los aos deuses. Os principais deuses astecas eram: Tonatiuh, o deus Sol, Quetzcoaltl, a serpente emplumada e Huitzilopochtli, o deus da guerra.


OS INCAS

O império inca se desenvolveu também baseado no legado de antigas culturas andinas, como a de Chavin, Paracas, Huari e Tiahuanaco. O primeiro soberano inca conhecido foi o lendário Manco Capac, que no séc. XIII se estabeleceu no vale de Cuzco e dominou os povos que ali habitavam. Seus sucessores construíram a capital Cuzco, edificaram o templo do Sol e adotaram o sistema de cultivo em terraços, posteriormente conquistaram todo o planalto andino e territórios setentrionais da Argentina e do Chile atuais.


O império inca consolidou-se com a unificação de antigos povos autônomos, que gozavam de relativa liberdade, unidos pela língua quíchua, o pagamento de tributos e culto ao Sol. Ao longo de três séculos os incas estenderam gradualmente o seu poder para o sul até às águas do Pacífico e para leste até às selvas do Brasil. Sendo aparentemente impossível ir além destas barreiras naturais, deram a este império assim delimitado a designação de o Império dos Quatro Confins. No seu apogeu, o império abrangia quase 1 milhão de km2, com 4800 km de extensão ao longo dos Andes, chegando a uma população de aproximadamente 12 milhões de habitantes.


Os edifícios incas se caracterizam pela monumentalidade e sobriedade, com blocos tão perfeitamente talhados que dispensavam argamassa. Suas cidades eram verdadeiras fortalezas, construídas com grandes muralhas de pedra. Entre os principais monumentos consta o Templo do Sol, em Cuzco, uma enorme estrutura de pedra que tinha todo o interior resplandecendo de ouro e prata. A construção dos edifícios da cidade de Machu-Picchu foi feita de grandes blocos de granito, alguns dos quais chegando a pesar três toneladas. É um mistério como os incas que não conheciam a roda e não possuíam ferramentas de ferro ou aço, puderam transportar e montar tais blocos. Milhares de quilômetros de estradas ligavam todos os recantos do império a Cuzco, favorecendo sobremaneira a eficiência da administração.


Os Incas construíram obras que seriam uma árdua tarefa mesmo para a engenharia moderna. Seus belos trabalhos em cobre, bronze, ouro e prata foram, na maioria, pilhados pelos espanhóis. Excelentes tecelões faziam tecidos de vicunha e algodão decorados com penas coloridas. Como não tinham escrita, a cultura era transmitida oralmente, mas inventaram um sistema de cordões com nós a intervalos regulares, tanto para contar, como para registrar os acontecimentos. Dirigida pelo estado, a economia inca era acima de tudo agrária, o comércio não era importante e não existia moeda. Para conseguirem plantar nos altiplanos os incas construíram terraços, formando patamares sucessivos, cortados por longos canais e aquedutos subterrâneos que irrigavam o solo e permitiam o cultivo do milho e da batata. As terras pertenciam ao imperador e eram repartidas, a cada ano, entre os vários segmentos sociais. Nas áreas mais elevadas os incas criavam rebanhos de lhamas, alpacas e vicunhas, que forneciam carne, leite e lã, além de serem usadas no transporte. Os excedentes produzidos eram armazenados em celeiros públicos, abastecendo a população em períodos de fome ou durante os festejos públicos.

O imperador inca era venerado pelo povo como filho do Sol, exercia o poder supremo. A ele seguiam-se os governadores de províncias, a nobreza, o clero e os chefes militares. Os artesões e camponeses deviam servir periodicamente nas forças militares ou na construção de estradas e templos, além de pagar um tributo em produtos agrícolas. Os servos e os prisioneiros de guerra formavam a camada social mais baixa, eram encarregados de proteger seus senhores, cuidarem das terras do templo do Sol e dos armazéns de abastecimento.

Os incas eram adoradores do Sol, fonte de toda a vida, acima do qual reconheciam um Deus, invisível criador de tudo que existe e que os eles denominavam Pachacamac e também havia Viracocha, deus da civilização inca. O principal culto religioso era dirigido ao Sol, fonte de toda a vida, em honra do qual se ergueram numerosos templos. Nas ocasiões importantes, exigiam-se sacrifícios de animais e mais raramente de pessoas, mas o comum era as oferendas de flores, bebidas, folhas de coca e vestes, lançadas ao fogo sagrado. As diversas festividades, em que se realizavam procissões e danças rituais, eram estabelecidas de acordo com os ciclos agrícolas. Atribuíam-se as calamidades públicas à inobservância de algum preceito ou ritual, que devia ser confessada e expiada para acalmar a cólera divina. Os sacerdotes detinham grande poder e desempenhavam a função de curandeiros, instrutores dos jovens nobres, responsáveis pelos sacrifícios e de efetuar previsões.

A derrocada desse império constituiu um dos fatos mais assombrosos da história. Em 1532, o espanhol Francisco Pizarro chegou à região com apenas 180 homens. Bem recebido e aproveitando-se da luta entre os dois herdeiros, Huascar e Ataualpa, quase sem combater, Pizarro conquistou o império inca. Isso se deveu principalmente ao excessivo endeusamento do imperador pelo povo e também à uma lenda de que Viracocha viria pelo mar na forma de um homem branco. Assim, quando Pizarro preparou uma cilada para Ataualpa e o prendeu, pareceu aos incas que o próprio Sol estava castigando seu filho, por isso apressaram-se a pagarem o resgate solicitado. Mas não adiantou, Ataualpa acabou sendo morto e o império devastado.

Observando-se os três maiores impérios pré-colombianos constata-se muitos pontos em comum entre eles: o plantio do milho como alimento base; os astecas e os incas eram simples tribos nômades, que, segundo os historiadores, em apenas trezentos anos (!?), construíram grande civilizações, demonstrando que eram herdeiros de uma cultura anterior; grande equívoco da casta sacerdotal que incutiu nos povos lendas e previsões equivocadas; excessivo endeusamento dos reis Montezuma e Ataualpa, que na verdade eram personalidades fracas e indecisas; os impérios dedicavam cultos ao Sol; os seus templos eram sempre em forma piramidal; suas pinturas apresentavam cenas de motivos religiosos ou históricos, demonstrando que há uma perfeita correspondência da vida, construções e símbolos dos toltecas da América com os do Egito.

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TOLTECAS EGÍPCIOS



Parte dos toltecas foram para o Norte da África, instalaram-se ao longo do Vale do Nilo, na Idade Neolítica, em cerca de 5000 a 3000 a.C. Divididos em pequenos estados independentes, denominados nomos, gradualmente unificados em dois territórios: o Baixo e o Alto Egito.

A agricultura era a base econômica dos egípcios, o povo era basicamente formado por fazendeiros, artesãos e mercadores. Os funcionários reais eram encarregados da arrecadação dos impostos e da fiscalização das grandes construções e trabalhos agrícolas. Os governadores (nomos) cuidavam da administração e da manutenção da ordem nas províncias. As classes sociais seguiam a seguinte ordem: família real, sacerdotes, nobres, guerreiros, escribas, mercadores, artesãos, lavradores, servos e escravos. Os sacerdotes tinham grande influência e poder; monopolizavam a cultura das ciências e possuíam grande fortuna.

A falta de perspectiva e a posição dos personagens nas pinturas, descritivas e movimentadas, sempre de perfil, resultaram do respeito que sentiam pela tradição artística, especialmente no trato de temas religiosos. A astronomia foi a mais importante das ciências desenvolvidas pelos egípcios. Impulsionados pela necessidade de medir o tempo das inundações do Nilo, inventaram o relógio de sol e o de água. Traçaram mapas celestes, situaram os pontos cardeais e foram os autores do mais antigo calendário que se conhece. Lançaram os fundamentos da aritmética e da geometria, inventaram a soma, a subtração e a divisão. Determinaram triângulos e retângulos. Desenvolveram também os primórdios da medicina, física, metalurgia, hidráulica e a química.


O Faraó exercia as funções máximas de sacerdote, juiz e chefe militar, era venerado como filho de Hórus. Para os faraós a vida eterna era o princípio fundamental da civilização egípcia, ele era também o mediador supremo entre o povo e panteão egípcio. O Egito, em todos os seus aspectos, girava em torno da fé, sendo a religião o elemento cultural que mais atuou na vida do povo egípcio.

Era extremamente importantes que vários templos fossem erigidos e mantidos para a glória dos deuses. Entre os inúmeros deuses cultuados destacam-se os seguintes: Amon - rei dos deuses; Rá- identificado com deus-sol; Osíris – pai de Hórus e Anúbis, senhor dos mortos e do renascimento; Seth – irmão de Osíris, deus das trevas, Anúbis - Deus do embalsamento e da morte; Ísis – esposa de Osíris, rainha do céu e da terra, deusa modelo para mães e esposas; Hórus – filho de Ísis e Osíris, era a encarnação do dia, combateu Seth e teve o direito de governar o Egito; Atum – o criador do universo.

O Império egípcio histórico é registrado de 3200 AC até 30 AC, quando foi anexado por Augusto ao Império romano. Sua divisão é basicamente a seguinte:


Época Tanita 1ª à 3ª Dinastia 3200 - 2575 AC.
Os primeiros homens a se fixarem no vale do Nilo se organizaram em comunidades agrícolas rudimentares e autônomas chamadas nomos. Visando aproveitar melhor as águas do Nilo, os nomos se uniram para construir diques e canais de irrigação. Essa reunião dos nomos deu origem a dois reinos: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, no delta do Nilo. O chefe do Alto Egito, Menés, unificou os dois reinos, tornando-se o primeiro faraó.


Antigo Império 4ª à 8ª Dinastia 2575 – 2134AC.
O governo do Antigo Império não era militarista, não tinha exército permanente, devido à fertilidade da terra e a superioridade religiosa. O faráo centralizava em suas mãos todo o poder. A história oficial credita ser dessa época a pirâmide construída pelo arquiteto Imhotep, bem como, aos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, a construção das grandes pirâmides do complexo de Gizé. Entretanto, o conhecimento ocultista informa que a construção das grandes pirâmides é anterior aos egípcios, não eram simples túmulos e sim centros iniciáticos(*) . Nessa época os egípcios já consideravam o sol como centro do sistema solar, heliocêntrico, ao contrário da era Ptolomaica, que considerava a terra como centro do universo, geocêntrico.



(*) As três grandes pirâmides não obedecem a um alinhamento perfeito entre si. Uma vez que os construtores de tais monumentos tinham perfeito conhecimento de geometria, matemática, engenharia e arquitetura, conclui-se que tal defasagem não foi acidental. A distância entre as três pirâmides e o seu posicionamento entre si, é coincidentemente proporcional às estrelas da constelação de Órion (O Caçador Celeste). A correlação das pirâmides com Órion, segundo os ocultistas, indica que elas foram construídas pelos exilados de Órion e não os de Capela, ou seja, são anteriores aos egípcios. Outro fato curioso é que, nos séculos subseqüentes, os egípcios não construíram (ou não conseguiram construir) mais pirâmides


Muitos cientistas admitem ainda, uma idade mais antiga para a Esfinge que as próprias pirâmides. Originalmente a esfinge tinha a cabeça de um leão, em cima da qual o faraó Quéfren mandou esculpir seu próprio rosto. Isto é fácil de comprovar pela desproporcionalidade entre a cabeça da esfinge em relação ao corpo.



1° Período Intermediário 9ª e 10ª Dinastia 2134 - 2040 AC.
Médio Império 11ª á 14ª Dinastia 2040 - 1640 AC.
Mudança da capital para Tebas. Os príncipes de Tebas terminaram com a época feudal.


2° Período Intermediário 15ª à 17ª Dinastia 1640 - 1550 a.C.
Dominação dos hicsos, de origem semita, que invadiram o país. Eram considerados “pioresque a peste, ímpios que governaram sem Rá”. Introduziram no Egito o cavalo e o carro de guerra. Por volta de 1550 a.C. os príncipes de Tebas expulsaram os invasores, restabelecendo a unidade nacional. Foi durante o domínio dos hicsos, que os hebreus, também semitas, entraram no Egito.


Novo Império 18ª à 20 Dinastia 1550- 1070 AC
Após a expulsão dos hicsos por Amosis I, os israelitas foram escravizados. Os faraós do Novo Império iniciaram uma série de conquistas militares, transformando o Egito num poderoso Império. Um dos maiores expansionista foi Tutmés III, que estendeu os domínios egípcios sobre a Síria, a Fenícia e a Palestina. Amenófis IV (Akhenaton) governou desde 1364 até 1347 a.C, promoveu uma grande reforma religiosa no Egito. Proibiu o culto aos antigos deuses, estabeleceu o culto monoteísta à Aton, representado pelo sol, como um Deus Supremo e Universal.


Entretanto, o culto a Aton foi de curta duração no Egito. Terminou logo após a morte do grande faraó, assassinado por uma conspiração liderada pela antiga casta sacerdotal de Amon que restabeleceu todos seus Privilégios. A múmia de Akhenaton foi jogada no rio Nilo, seu nome foi apagado de todos os monumentos e foi instituída uma maldição para que seu nome jamais fosse pronunciado. Os sacerdotes fizeram o novo faraó, de apenas nove anos de idade, mudar seu nome para Tuth Ankh Amon (*), que restabeleceu o antigo culto politeísta à Amon. O Egito teve seu auge expansionista durante o reinado de Ramsés II da 19ª dinastia. Bom administrador e diplomata reinou por 67 anos. Com as riquezas arrebatadas aos povos vencidos, transformou Tebas numa esplendorosa cidade, com palácios, templos e estátuas magníficas. No Novo Império o Egito presencia seus últimos momentos de esplendor como nação independente. No final desse período, o país volta a ser invadido pelos assírios, consegue uma curta independência, mas chegam os persas, macedônios, gregos, romanos e, finalmente, os árabes. A partir desse período passou a se delinear com mais exatidão a profecia de Hermes Trimegistos: “Os deuses, abandonando a terra, volver-se-ão para o Céu, abandonarão o Egito... Estrangeiros virão a habitar este país... Oh Egito! Egito! De teus cultos restarão apenas mitos e nem sequer teus filhos, mais tarde, crerão neles, nada sobreviverá, a não ser as palavras gravadas sobre as pedras, que contam tuas piedosas façanhas”.


(*) O reinado de Tutankhamon foi ate ele alcançar a maioridade, quando também foi morto por ordem do grão-vizir Aye, que, para subir ao trono, acabou dizimando toda a família imperial. Esse ser sinistro reinou por apenas três anos, quando foi substituído pelo general Horemheb, que reinou por vinte e sete anos. Nomeou como seu sucessor também um general, Ramsés I, que foi seguido por seu filho Seti I e depois por Ramsés II.

(**) Os hinos e invocações de Akhenaton indicam que a sua a missão era estabelecer um culto monoteísta entre os egípcios. Entretanto, devido à ação das forças da ignorância, isto teve que ser adiado até o advento de Moisés entre os hebreus. Foi no reinado de Ramsés II que Moisés liderou o êxodo do povo hebreu. Moisés, Iniciado pelos sacerdotes remanescentes de Aton (do Baixo - Egito, cuja capital era Mênfis) derrotou os sacerdotes de Ramsés II, seguidores de Amon (Alto - Egito, cuja capital era Tebas).


3° Período Intermediário21ª à 24ª Dinastia 1070 - 712 AC.
Dinastia Tanita – Domínio da Líbia


Baixo Império 25ª à 30ª Dinastia 712 - 332 AC.
O Egito estava em grande declínio, pois os povos vizinhos descobriram o ferro, um metal bem mais forte metal que o bronze. Durante a 25ª Dinastia o Egito foi governado pelos negros vindos da Núbia, hoje Sudão. Em 525 AC Cambises da Pérsia invade o Egito. Dario, também da Pérsia, volta a dominar o Egito de 342-332 AC, quando é derrotado por Alexandre Magno.


Época Ptolemaica 332 -30 AC - Ptolomeu I à XIII e Cleópatra.
Cleópatra nasceu em 69 AC, filha de Ptolomeu XIII, cresceu entre as intrigas e violências palacianas. Embora Kleophatra fosse uma das mais famosas rainhas do Egito, não corria nas suas veias uma só gota de sangue egípcio. Ela era grega e o idioma falado na sua corte era grego. Foi muito engenhosa, mas suas investidas fracassaram, após seu reinado, o milenar Império egípcio foi transformado numa simples província romana.


Anexação do Egito por Augusto ao Império romano em 30 a.C.
O único elo entre a cultura egípcia original e o romano era a o culto à deusa Ísis. Em 325 d.C esse único elo restante foi finalmente apagado, quando o imperador Constantino impôs o cristianismo como a religião oficial do estado romano. Assim, o Egito foi considerado uma província pagã. Templos foram destruídos, imagens de deuses apagadas, seus sacerdotes
remanescentes foram mortos ou silenciados e a língua egípcia com eles. Os romanos ocuparam o Egito até a conquista árabe em 640 DC. Em 1517 Selim reuniu o Egito ao Império Otomano. A expedição francesa comandada por Napoleão em 1799 encontrou a famosa Pedra de Roseta, escrita em hieroglífico, demótico e grego, decifrada por Champollion, foi a base para o conhecimento sobre o Egito.

Ramatis nos relata o seguinte sobre os egípcios: “A civilização egípcia, por possuir memória etérica mais lúcida na recordação de seu planeta de origem, foi a que deixou na Terra, maiores registros de sua emigração compulsória. Essa civilização foi constituída pela mentalidade mais avançada dos exilados de Capela. Foi também o que mais se destacou na prática do Bem e no culto da Verdade. Os egípcios traziam consigo um avanço científico, que a evolução da época não comportava. Em todos seus habitantes persistia o saudoso desejo de retornarem ao Céu, e, após cumprirem seus tempos de provação, voltaram ao seu planeta de origem. Seus profundos conhecimentos ficaram circunscritos aos sacerdotes mais graduados, observando-se o máximo de cuidado na seleção dos eleitos para a Iniciação. Os sábios egípcios conheciam a inoportunidade das grandes revelações, naquela fase do desenvolvimento terrestre. Os próprios gregos, que foram beber no Egito suas altas concepções filosóficas, não receberam todas as verdades dos mistérios das ciências egípcias. Os egípcios, depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, e retratarem na pedra viva sua Bíblia suntuosa, retornaram à sua pátria Sideral.”


EXILADOS DE ÓRION

Ramatis: “As emigrações em massa dos satélites de Capela e de Órion constituíram no nosso globo, civilizações faustosas, reunidas aqui na Terra segundo suas afinidades psicológicas. Ou seja, os exilados de outros planetas, ao reencarnarem em um determinado grupo não eram aglutinados segundo seu nível social ou caracteres étnico-raciais que porventura ostentassem no seu planeta de origem, mas segundo suas paixões e idiossincrasias, onde semelhante atrai semelhante. Os Filhos do Céu revelaram elevados conhecimentos de ciência, arte e religião. Criaram inúmeros cultos religiosos exclusivistas, com sangrentos sacrifícios expiatórios do pecado original, e ritos evocativos de sua superioridade racial. Em decorrência disso, a maioria dos emigrados se deixou dominar por uma perniciosa egolatria, considerando-se no direito do gozo de privilégios que não atingiam seus irmãos, os Filhos da Terra, que permaneciam no primitivismo das tribos atrasadas”.



CALDEUS

Os exilados de Órion se estabeleceram na Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates, onde fundaram a civilização de Caldeus, cuja capital foi Babilônia. A civilização caldaica era guerreira e orgulhosa como todos os outros exilados. Notabilizou-se por possuir adiantados conhecimentos de magia, de arquitetura e de astrologia. Mas também, na sua fase mais decadente, de serem extremamente devassos. Babilônia, uma das maiores cidades da Antigüidade, até hoje é famosa pela sua devassidão e pelo seu apocalipse particular.

Os caldeus não só adoravam o Sol, mas também as hostes dos céus: os Espíritos Planetários e os Anjos das Estrelas. A Astrologia dos sacerdotes babilônios teve por principal objetivo o cálculo da posição dos astros e achar suas esferas de influência, de maneira a estabelecer regras de vida para seus habitantes.



ASSÍRIOS

Outro povo originário de Órion foi o assírio. Devastadores implacáveis, eles foram um dos povos mais cruéis da Antigüidade. Fixaram-se ao norte da Mesopotâmia, próximo ao curso do rio Tigre, onde constituíram inicialmente, sua cidade mais importante, Assur. Por volta do século VIII AC, os assírios começaram um movimento expansionista, graças à superioridade bélica sobre seus vizinhos, devido ao uso de armas de ferro. Tornaram-se um Estado militarizado, onde era enaltecida a importância do exército e dos chefes militares, enquanto a massa da população sofria muito, pois eram obrigados a pagarem altos impostos, além de prestarem serviços gratuitos ao Estado.

Os assírios conquistaram a Babilônia, a Síria, a Palestina, fazendo as fronteiras do seu império chegarem até o Mediterrâneo. Sob Sargão II, o Estado assírio, já com capital em Nínive, continuou suas guerras de conquistas, onde, não raro, populações inteiras eram transplantadas para a Assíria, como escravos, a fim de que os próprios habitantes assírios pudessem se dedicar exclusivamente à guerra. A repressão sobre os vencidos era a mais feroz possível: incluía desde o massacre, deportação em massa e confisco de todos os bens de valor. Tudo isso visava destruir toda e qualquer resistência dos povos conquistados. No século VII AC, o império assírio atingiu o máximo de sua extensão: abrangia todo o Oriente Médio, desde a Ásia Menor até o Golfo Pérsico e do Egito até o rio Tigre. O poder da Assíria era todo baseado na economia de guerra. Ainda nesse século, contudo, iniciaram-se as revoltas internas e as dos países subjugados, que não agüentaram mais tanta opressão.

Devido à contínua mobilização de camponeses para o exército, o violento saque das riquezas das cidades vencidas e as guerras intermináveis com o uso do seu exército mercenário, fizeram com que os povos vizinhos se aliassem contra os assírios. Os países conquistados, revoltados, deixaram de pagar os pesados tributos. As contínuas revoltas internas, e as invasões das tribos mongóis, nômades da Ásia Central, apressaram a derrocada do poder Assírio. Em 612 AC, a aliança entre os iranianos e caldeus, através de seus reis Ciáxares e Napolassar, resultou na tomada de Nínive, chegando o momento de pôr fim ao reinado de desgraças dos assírios.


BERBERES

Os exilados de Órion, logo após o afundamento da Lemúria, encarnaram-se também entre os berberes, povo que originou os numidas e os mouros. Habitavam a Berbéria, antiga Barbaria, situada na região do Monte Atlas, no Norte da África. Os berberes combateram contra os cartagineses, romanos, vândalos, árabes e turcos. Pertenciam a esta raça os sarracenos, que invadiram a Espanha e o sul da França. Após a grande invasão árabe no século XI, os berberes se separaram em vários povos, sendo seus mais puros representantes, os tuaregs, os kabilas e os nzabitas.
Os tuaregs ou imucharis, orgulhosos habitantes do deserto, foram nômades que viviam no centro do deserto do Saara e nas estepes do Sudão. Dedicavam-se à pilhagem das caravanas, criação de cabras, zebras, carneiros e camelos, através dos quais se locomoviam rapidamente pelo deserto. Posteriormente, os tuaregs tornaram-se menos agressivos, passando a deixarem as caravanas passarem em segurança pelo deserto. Continuaram, porém, praticando seu esporte preferido: corrida de camelos, o que lhes garantia mobilidade superior a todos os demais povos no deserto. Os orgulhosos nobres tuaregs procuravam não se misturar etnicamente, nem com os conquistadores árabes nem com os escravos negros. Como bons descendentes de Órion, os tuaregs eram muito apegados às suas tradições, entre elas o culto à honra e à hospitalidade do deserto, mas também, à devassidão, à crueldade e à vingança.

Fonte :http://www.luzcosmica.com.br/ebook_revelacao/capitulo3.php

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