domingo, julho 05, 2009

A Ordem de Melquizedek


MELKI-TSEDEK

MONARCA UNIVERSAL
Rei de Salem e Sacerdote do Altissimo

Personagem da mais alta expressão nas escrituras Sagradas, e que, velada ou manifestamente, sempre esteve e estará a frente dos movimentos aceleradores da evolução humana. Há uma antiga tradição que afirma a existência de uma igreja secreta, cujo sacerdócio se revela de ciclo em cicio e de acordo com a necessidade da época. Traz ela um conhecimento próprio para cada raça ou povo por uma forma particular, mais favorável, mais acessível para o cumprimento e restabelecimento da Lei, do propósito Divino, através do Itinerário do 10 (marcha evolucional da Mõnada). A tal conhecimento, a tradição de todos os povos relaciona o Espirito de Verdade, como manifestação de um Centro Imperecível, consagrado pelos orientais sob os nomes de Agartha, Asgardhi, Erdemi, ou Salem. (Shamballah e a "Ilha imperecível que nenhum cataclismo pode destruir").

Todo ser iluminado, avataricamente ou por iniciação, desde que esteja de posse do conhecimento de certos mistérios, faz parte do Culto que tem o nome de Igreja de Melki-Tsedek, que esta acima de tôdas as manifestações religiosas. Tal culto sempre existiu, como ciência divina e a mais preciosa de tôdas as religiões, porque verdadeiramente torna a ligar o homem a Deus, sem necessidade de sacerdote nem de outro qualquer intermediário. "Busca dentro de ti mesmo o que procuras fora", e velha sentença oriental. E o próprio Jesus dizia: "Faze por ti que Eu te ajudarei".

Fraternidade Universal, Culto, Sacerdócio ou Igreja de Melki-Tsedek, sua origem procede dos meados da terceira raça mãe, a Lemuriana, que foi dirigida pelos planetas sagrados Venus e Marte, alegorizando mãe e filho respectivamen-te e que se objetivou sob a égide do planeta Mercúrio, representando o Pai, numa esposa em que a humanidade, que até então se manifestava no androginismo inconsciente das primeiras raças, começou a ser digna desse nome, ou melhor, dividiu-se em dois sexos, formando logo a seguir, nos seus meados, a Grande Hierarquia Oculta que, conhecendo a origem do mistério do androginismo, prepara a evolução da Mônada para o androginismo consciente com que terminara a presente Ronda.

Com o decorrer dos tempos recebeu tal culto o nome de Sudha-Dharma-Man-dalan, na antiga Aryavartha — nossa Mãe Índia — mas, para todos os efeitos, Excelsa Fraternidade, quer na razão de sua própria existência, por ser composta dos Verdadeiros Guias ou Instrutores Espirituais da Humanidade, quer pela vitória sobre o que se concebe como Mal, na Terra, se ao lado do Planetário dirigente da Ronda tiveram, os seus primeiros componentes, de combater as referidas forcas do Mal, sem falar na sua própria transformação de Homens vulgares em semideuses.


Durante a quarta raça mãe — a Atlante — que teve sob o signo de Saturno e Lua (verde e violeta), o Sacerdócio de Melki-Tsedek, que então era exercido na oitava cidade atlante — a Shamballah dos teósofos ou a Jerusalém Celeste dos verdadeiros cristãos — teve que enfrentar o magno problema da grande queda no sexo, ou seja, a "união entre os deuses e as filhas dos homens", fenômeno reconhecido pela Igreja por ser citado no Gênesis, diferindo apenas na tradição oriental o nome "devas" para o de "anjos" na tradição ocidental.


Sim, todas as tradições de valor no mundo se originaram de uma Fonte Única e imperecível, que foi expressa na linguagem hierática de todos os tempos por Aquela misteriosa Terra chamada Agartha (ou mesmo Shamballah). Os povos se ligam, de uma forma ou de outra, através de suas tradições. de seus símbolos, mitos e lendas, a este Centro, e a razão de conservarem a mesma unidade e que descendem de uma Fonte Única. Na fase aurea dos ciclos evolutivos de cultura de cada povo ou da própria Humanidade, ela se encontra sob os influxos e direção das essências radiosas desse Centro. As Ordens mistico-religiosas de valor humano foram representações na terra da simbologia agarthina ou de Salem. (Agartha traz o nome oculto de Belovedye, que quer dizer Bela Aurora, Eterna Luz etc. Um dos Cavaleiros da Tavola Redonda tinha tal nome). Agartha e o começo e o fim de todas as coisas. Quando caem as religiões, as filosofias, os sistemas sociais, quando se corrompem as estruturas outrora emanadas de, Agartha para o mundo humano... e a fase de decadência desse povo, dessa raça ou da própria humanidade.

Então, após um período de conflitos, choques e lutas, como ora esta acontecendo, novamente se manifesta o Espirito de Verdade. Donde a promessa de Krishna a Arjuna, no Bhagavad-Gita (literalmente: "0 Canto do Senhor"), um episódio do Mahabharata — o grande poema epico da India, da mais elevada filosofia espiritual — quando diz:

"Todas as vezes que Dharma (a Lei justa) declina, e Adharma (o contrario) se levanta, Eu me manifesto para salvação dos bons e destruição dos maus. Para o restabelecimento da Lei, Eu nasço em cada Yuga (isto e, em cada ciclo ou idade)".



Antes, porem, que isso aconteça, através de certas Ordens Iniciaticas ou mesmo de caráter exoterico, aparecem os "Mensageiros do Senhor deste Mundo Eterno", quando não Ele mesmo, para renovar a face das coisas, descerrar novos horizontes que ate então estavam fechados pela ignorância, a incompreensão e a maldade dos homens.

Alguns dirigentes — os que realmente orientam os homens no sentido de sua verdadeira evolução — são representantes diretos ou indiretos desse Centro e cuja manifestação se processa através do Tulkuismo, fenômeno milenarmente conhecido das tradições orientais. Tais dirigentes são expressões do Rei do Mundo, o Monarca Universal, conhecido pelo nome de Melki-Tsedek e esotericamente com o nome de Rygden-Djyepo (palavra tibetana de origem agarthina, com o significado de "Rei dos Jivas" ou dos seres da Terra), tendo por Colunas: Polydorus Isurenos e Mama Sahib, personificações da Sabedoria e da Justiça. É Ele o verdadeiro Ministro do Eterno organizador das instituições e constituições humanas, de todas as civilizações. É o Senhor Supremo das Ordens Secretas de âmbito divino na face da Terra.




Melki-Tsedek é o fulcro de toda a evolução em nosso globo. É o sentido da própria Lei, das Verdades ou da Ideação Divina posta por Ele em atividade através dos aspectos de Transformação, Superação e Metástase Avatárica. Dai ser a "manifestação" Ideoplastica do Homem Cósmico, isto e, "sem pai, nem mãe, sem genealogia, que não tem principio de dias, nem, fim de vida" (Heb. 7-III). Por que não dizer que é Ele o Pai-Mãe de todas as coisas, o Senhor do Segundo Trono ou do Akasha, o Adam-Kadmon — o Homem Cósmico, o Logos ou o Verbo manifestado na Terra? Por acaso Devavani (Voz Divina)... não é tambem um de seus nomes?

Representa a Sabedoria e a Justiça Divina — como tal, Monarca Universal, "Rei de Salem (ou da Agartha) e Sacerdote do Deus Altíssimo". Como Senhor do Verbo ou da Palavra Perdida. . . Dele emanam as verdades cíclicas, nas expressões dos Avataras, Budas, Bodhi-satwas, Manus etc. Dai ser Ele o Bija dos Avataras, a "Arvore dos Kumaras no segundo Trono", a semente de todos os salvadores ou redentores que o mundo conheceu ou virá a conhecer. Tudo e Dele e está Nele. 0 nome Melki-Tsedek refere-se ao mesmo Rei do Mundo, figurando também na tradição judaico-cristã. 0 Sacrifício de Melki-Tsedek (o pão e o vinho etc.) deve ser olhado como uma prefiguração da Eucaristia. E o próprio sacerdócio cristão se identifica, em principio, ao culto de Melki-Tsedek, conforme palavras do Salmo ao Cristo:
Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem melquisedec (Salmos. 110-4).




" Melki-Tsedek, "rei de Salem e Sacerdote do Altissimo", tambem chamado de Rei do Mundo por possuir os dois poderes: o temporal, como Rei e o espiritual como Sacerdote. Nas varias tradições religiosas do mundo, Ele é apontado com muitos outros nomes: no Tibete, como Akdorge, do mesmo modo que na India; enquanto que na Mongólia exterior e chamado Senhor de Erdemi. Mas, na verdade esotérica, chamemo-la de Teosofia, tem o nome de "Bija ou Semente dos Avataras", razão pela qual o próprio Jesus Ihe prestava homenagens e Abraão Ihe pagou dízimos (como impostos cármicos da Lei), prova de que tanto Jesus, como Abraão e Moises Ihe eram inferiores, ou d'Ele se "derivavam".




"Mas quem é Melki-Tsedek? Foi o Rei de Salem, Sacerdote do Altíssimo, contemporâneo de Abraão, Rei da Justiça e da Paz (Sao Paulo, Epistola aos Hebreus, VII, 1-2). É uma das Entidades mais sublimes e elevadas da Hierarquia dos Planos Superiores. É o Sol do Mundo Subterrâneo! "Feito semelhante ao Filho de Deus, não teve genealogia, sem pai e sem mãe" (Hebreus, VII, 3), foi auto-criado, uma possante Manifestação do Pensamento de Deus na Terra, ou antes, foi a Antropomorfização da própria Lei, embora não seja Deus. Não nasceu "segundo o mandamento da carne, mas segundo a virtude da vida imortal (Hebreus, VII, 26). É uma elevadíssima Entidade, oriunda de desconhecidos sistemas solares, com biliões e biliões de anos de existência e de experiências, Melki-Tsedek foi, na Terra, um produto da geração espontânea. É uma esplendorosa Consciência Cósmica. Tão grande e elevada a sua evolução e perfeição moral, espiritual e intelectual que o próprio Cristo, o Mestre dos Mestres, esteve filiado a sua Ordem, como Supremo Sacerdote e Pontífice, segundo se lê na Epistola de São Paulo aos Hebreus, capítulos seis e sete. É Melki-Tsedek, conjuntamente com o grande e sublime Jesus e os Mestres Moria, Koot-Humi e Maitreia, o futuro Instrutor da era de Aquario — quem sutilmente dirige e orienta toda a evolução do globo terrestre e os grandes movimentos politicos, sociais, econômicos, culturais, científicos, religiosos, artísticos e meta-físicos do Planeta. Melki-Tsedek é o grande Rei do Governo Oculto e Espiritual do nosso Mundo e o Espirito Santo o seu Embaixador de Luz no Plano profano dos vivos assim como Deus é o de todo o Universo".

Melki-Tsedek é então rei e sacerdote e, conjuntamente, o seu nome significa "rel de justiça", sendo ele ao mesmo tempo Rei de Salem, isto é, da "Paz". Ora, "Justica" e "Paz" são precisamente os dois atributos fundamentais do "Rei do Mundo". Devemos salientar que a palavra Salem, contrariamente ao que possa parecer, nunca designou em realidade uma cidade, mas que, tomada pelo nome simbólico da região onde residia ou reside Melki-Tsedek, pode ser equivalente do termo "Agartha".




Agartha é o celeiro das civilizações passadas, lugar composto de sete cidades, cada uma delas representando uma raça, uma civilização passada, um estado de consciência já vencido pela Monada. Homens de imenso valor em matéria de Sabedoria e santidade, acompanham, debaixo, os mais evoluidos da Terra, porém... de comum acôrdo com os Guias da Face da Terra.

Agartha, Arca ou Barca é o lugar "para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou Família, e os casais de animais a que se refere a própria Bíblia, porém, com a interpretação errônea de que o termo "família" fosse apenas dos seus parentes. Noé, lido anagramaticamente, dá o Éon grego, que tem como significado: "A manifestação da Divindade na Terra", nesse caso, um Manu, um Avatar, etc."

Nas passagens dos ciclos em que se divide a vida humana, ocorrem os "dilúvios" ou que outro nome se queira dar as catástrofes que se incumbem de destruir os lugares impróprios a evolução dos seres da Terra. Chama-se de "castigo" também, por se tratar de lugares onde a materia tamasica (vermelha) tornou-se mais pesada e que indica a decadência de uma civilização.

Ainda sobre os chamados "dilúvios", a Lemuria, como terceiro continente (e raça) foi destruída pelo Fogo. Tôdas as ilhas do Pacifico, por exemplo, são os seus remanescentes. A Atlântida, como quarto continente, foi destruída pela Água. Parte da Europa (Península Ibérica etc.) e América, que se ligava, por exemplo, a África, pelo leste, são os seus remanescentes. Cada raça desenvolve um sentido, do mesmo modo que um estado de consciência.

As tradições, tanto do Oriente como do Ocidente, estão repletas de "promessas"; os ciclos, as idades se passaram, e jamais elas deixaram de ser cumpridas. Estamos em vésperas de "Manifestação do Avatar sob o signo de Aquário". 0 de Jesus foi o de "Piscis". É quando os Manus, por sua vez, grandes ou pequenos, conduzem seu povo à Terra (por Lei) prometida.

0 Manu, o portador do Verbo Solar, por ser a sua própria manifestação na Terra.





Ordem de Melchi-Tzedek


"O sagrado e divino nome que fala de um tema que é infinito".

Melchizedek não é o nome de um indivíduo que viveu na Terra, como muitos podem presumir. Ele é o nome do sacerdócio cósmico que existe por todas as dimensões, em todo planeta sagrado.

Em dias antigos, templos de Melchizedek eram fixados com a finalidade de se dedicar aos ensinamentos iniciáticos espirituais e para ajudar os irmãos e irmãs na sua liberdade.

Encontramos o Sacerdócio de Melchizedek sob muitas formas.

Todos os Mestres Ascensos e Gurus pertencem à Ordem de Melchizedek. Não importa que ideologia ou religião, todo santo, sábio, guru e mestre tem que passar pelas iniciações de Melchizedek, que pode ser em um templo ou nos planos internos. Até mesmo hoje, muitos sacerdócios secretos continuam e mantêm as leis cósmicas, para a sua própria visão interna e seu propósito sagrado.

O poder de Melchizedek permanece nos retiros etéricos e nas cidades subterrâneas, nutrido e guardado até o tempo em que os templos exteriores possam ser restabelecidos novamente.

O tempo para que a Ordem de Melchizedek reapareça é AGORA!




Quando cada um de nós reconhece sua missão e reforma seu poder pessoal, isto se torna uma realidade que irá tocar todo canto do Globo, alcançando todos os aspectos da sociedade planetária.

Os que servem a Melchizedek serão um bálsamo curativo a toda humanidade.

Se nós procurarmos em nossos corações, será fácil lembrar da vida na qual servimos nos templos das grandes civilizações ( agora passadas ), vida esta dedicada a alcançar o potencial humano de se transformar de Humano em Divino. Escolhendo ser iniciado, conscientemente, nos vários níveis de Melchizedek, nós damos o primeiro passo para devolver àquele estado de ser.

Em todos os aspectos, a Ordem de Melchizedek segue as diretrizes da geometria sagrada. O número doze é o número principal dentro da geometria sagrada. Assim, de acordo com este formato, há doze domínios de iniciação em Melchizedek. E, dentro desses doze domínios, há doze níveis que compõem um domínio. Cada nível leva a certos testes de iniciações para crescimento pessoal, que se relaciona a um domínio específico. Atravessar e completar um domínio pode levar alguns anos em estudos e crescimento interno. Quando você completar todos os doze domínios com os respectivos doze níveis, você será um Mestre!




A partir de 1994, o primeiro domínio com todos os seus doze níveis e os primeiros três níveis do segundo domínio estão abertos a nós.

O primeiro domínio inteiro é chamado "a Chamada de Trombeta" ,a chamada para o coração.

O domínio dois é chamado "a Bola de Cera ".

Os primeiros três níveis do domínio dois estão presentemente disponíveis ao iniciado e o exporá a todos os seus assuntos de sobrevivência.

O primeiro nível é chamado: "O Portão".

Esta iniciação o exporá a todos os demônios que seus pensamentos e emoções criaram subconscientemente.

O segundo nível é chamado " a Pena Vermelha de Coragem".

Para ser iniciado neste nível você terá que ter coragem e deverá estar disposto a representar um firme serviço a Deus. Espere ser evitado, ignorado e ridicularizado por suas boas ações.

O terceiro nível é chamado "o Chão de Malkuth".

Aqui você deve simbolicamente se levantar igualmente dos azulejos pretos e dos brancos. O que isto significa é que o iniciado tem que dominar profundamente, em seus pensamentos e emoções, todos os níveis de bem e bom ou mal e mau, pois terão que ser considerados iguais e divinos. Nesta iniciação, novamente você pode esperar se manifestarem em sua vida todas as ilusões nas quais você acredita ser mal ou mau, que terão que ser requalificadas. Para passar este nível, você precisará ver só o bem, a toda hora. E somente assim o quarto nível do segundo domínio então se abrirá. Este quarto nível requererá domínio de habilidades desenvolvidas, e prova de sintonia com o reinos elemental e angelical. Se nós estamos em comunhão completa com os reinos, nós criaremos o céu na Terra.

Os restantes níveis do segundo domínio, bem como os domínios de três a doze com seus doze níveis cada um, ainda não estão liberados.

Melchizedek conduzirá toda nação, raça e religião para um melhor amanhã e ao nascimento da " Idade Dourada do Homem ".



Fonte :http://www.sintoniasaintgermain.com.br/

I-CHING


As oito figuras que formam o I Ching estão na base da cultura que se desenvolveu na China durante milênios. Para os chineses a ordem do mundo depende de se dar o nome correto às coisas, portanto o significado de "I" sempre foi objeto de discussão.

Alguns vêem o ideograma I como semelhante ao desenho de um camaleão, representando o movimento (como o lagarto) e a mutação (como o mimetismo do camaleão). Outros afirmam que o ideograma é formado pelo do Sol em cima e o da Lua embaixo, a mutação sendo simbolizada pelo movimento incessante destes astros no céu.

Para o pensameno chinês, não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação seria o caráter mesmo do mundo. Mas a mutação é, em si mesma, invariável, ela sempre existe. Portanto, "I" significa mutação e não-mutação. Subjaz, à complexidade do universo, uma 'simplicidade' que consiste nos princípios que estão por trás de todos os ciclos. Ao fluir com as circunstâncias se evita o atrito e portanto a resistência: esse é o caminho do homem sábio.

Tanto o taoísmo como o confucionismo, as duas linhas da filosofia chinesa, beberam da fonte do I.

Tudo que ocorre no céu e na terra tem sua imagem nos oito trigramas, que estão continuamente se transformando um no outro. Têm várias camadas de significados, e representam processos da natureza. São, portanto, o mundo arquetípico, ou o mundo das idéias de Platão. É usada para ilustrá-los a analogia com a família:

o pai é forte
a mãe é maleável
os três filhos são as três fases do movimento: início, perigo e repouso
as três filhas são as três etapas da devoção: suave penetração, clareza e tranqüilidade
Em Heráclito, e mais tarde na dialética européia, encontramos os ecos da fluidez que é a base do I Ching.



História


O I Ching surgiu antes da dinastia Chou (1150-249 a.C.) e era um conjunto de oito Kua, figuras formadas por três e seis linhas sobrepostas. James Legge, em sua tradução para o inglês (1882), chamou de trigrama o conjunto de três linhas e hexagrama o de seis, para distingui-los entre si.

A origem dos 64 hexagramas é atribuída a Fu Hsi, o criador mítico chinês, e até a dinastia Chou eles formavam o I. Os oito trigramas têm nomes não encontrados em chinês, sua origem é pré-literária.

O tempo obscureceu a compreensão das linhas, e no começo da dinastia Chou surgiram dois anexos: o Julgamento, atribuído pela tradição ao rei Wên, e as Linhas, atribuídas a seu filho, o duque de Chou, ambos fundadores desta dinastia.
Mais tarde, mesmo o significado destes textos começou a ficar obscuro, e no século VI a.C. foram acrescentadas as Dez Asas, que a tradição atribui a Confúcio, embora seja claro que a maioria delas não pode ser de sua autoria. O nome "I Ching" é dado ao conjunto dos Kua e todos os textos posteriores.

O I Ching escapou da grande queima de livros feita pelo tirano Ch'in Shih Huang Ti, no tempo em era considerado um livro de magia e adivinhação, o que levou a escola de magos das dinastias Ch'in e Han a interpretá-lo segundo outras visões A doutrina do yin-yang foi sobreposta ao texto. O sábio Wang Pi veio a resgatá-lo como livro de sabedoria.

Houve várias traduções do "I Ching" para línguas ocidentais, algumas claramente desrespeitosas, tratando a cultura chinesa como primitiva. A tradução de Legge fez parte da série Sacred books of the East (Livros sagrados do Oriente), e foi traduzida também para o português.

Richard Wilhelm traduziu o I Ching para o alemão ao longo dos anos em que viveu na China, inclusive durante a invasão japonesa, quando a cidade em que estava foi cercada. Teve o apoio de um velho e sábio mestre, Lao Nai Suan, que morreu ao ser concluída a tradução. A edição alemã é do ano de 1923. Wilhelm traduziu também outro clássico chinês, o Tao Te Ching.




O uso oracular do I Ching


A ênfase no aspecto oracular do "I" variou com o tempo. No século VI a.C. era visto mais como livro de filosofia, ao passo que na dinastia Han, quando a magia teve grande papel, era visto como oráculo.

Como todo oráculo, exige a aproximação correta: a meditação prévia, o ritual, e a formulação precisa da pergunta. O oráculo nunca falha, quem falha é o consulente: se a pergunta não foi clara e precisa, isto indica que a pessoa não tem clareza sobre o que deseja saber. O ritual tem a função psicológica de focar a atenção da pessoa na consulta.

A consulta oracular é feita com 50 varetas (originalmente de mil-folhas, uma planta sagrada), das quais uma é separada e as outras 49 manuseadas, seguindo seis vezes a mesma operação matemática, para a obtenção da resposta. Dessa manipulação resulta uma linha firme ou uma linha maleável, que podem ser móveis. As linhas firmes são resultado da obtenção dos números 7 ou 9, e as maleaveis vêm dos números 6 ou 8. Destes, 6 e 9 correspondem a linhas móveis que, por estarem prestes a mudar, têm importância na interpretação.

O I Ching, por ser um livro sagrado, e as varetas usadas na consulta, eram guardados em uma caixa de madeira virgem, embrulhados em seda também virgem.

No Japão, a consulta é feita com o uso de três moedas.


Como jogar

Consiste basicamente em jogar moedas e registrar o resultado (cara ou coroa) e daí consultar um padrão já definido de conselhos e/ou orientações.
Usam-se 3 moedas e joga-se 2 vezes gerando 64 possibilidades.
É simples O I Ching. Apanhe três moedas pequenas e iguais. Dê à “cara” o valor 3 e à “coroa” o valor 2. Junte as mãos em concha e sacuda delicadamente as moedas na concavidade formada pelas palmas das mãos. Ao mesmo tempo, pense no caso para o qual precisa de orientação. Se não houver uma questão em particular, a orientação se aplicará à situação do próprio momento. Quando achar que sacudiu as moedas o suficiente, deixe-as cair suavemente sobre uma superfície plana. Quando elas pararem, examine sua face superior, contando o número total de pontos. Há somente quatro possibilidades, pois não importa a ordem em que as moedas sejam examinadas.

Esse primeiro lançamento formará a linha inferior do hexagrama de seis linhas que você está construindo, O hexagrama é uma representação simbólica da sabedoria do I Ching.
Se o lançamento deu o número 6 (três coroas) ou 8 (duas caras e uma coroa), trace uma linha partida assim --- ---
Se o lançamento deu o número 7 (duas coroas e uma cara) ou 9 (três caras), trace uma linha contínua, assim ---------
Para completar o hexagrama, sacuda novamente as mãos e repita o lançamento das moedas, com os mesmos pensamentos em mente, estruturando-o da linha de baixo (a primeira) para a de cima (a sexta); marque as linhas móveis, quando houver. Com o primeiro hexagrama completo, o padrão a ele referente procurado no quadro que se segue. Há somente sesenta e quatro possibilidades de arranjo das linhas.

O livro I Ching Iluminado de Judy Fox, Karen Hughes e John Tampion é bastante recomendado pela sua objetividade. O I Ching nos oferece conselhos para nos conduzirmos melhor na condição presente em acordo com as inevitáveis forças da natureza.
No mundo do I Ching não podemos fugir dos nossos problemas. Devemos suportar nossas cargas e agir de acordo com nossas responsabilidades.

Recomendações
Algumas orientações que julgo importantes:

· Usar o I Ching somente para coisas importantes.
· Jogar apenas uma vez por dia.
· Fazer o mesmo ritual sempre que for jogar.
· Usar as sempre as mesmas moedas, que devem ser usadas apenas para este fim e devem ser previamente preparadas.
· Fazer perguntas específicas e cujas respostas devem ser ações a serem tomadas.
· Comprometer-se a seguir fielmente as orientações recebidas.
· Jogar novamente pelo mesmo motivo apenas 3 meses depois, ou se algum fato :novo e muito importante ocorrer.

WIKIPEDIA
ABBRA.ENG.BR

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