quarta-feira, março 11, 2009

MAITREYA


O Cristo Cósmico

Maitreya, o Mestre Ascenso cujo nome significa "bondade", está cumprindo seu juramento de tutorar na Terra as almas que desejam trilhar o caminho do Bodhisattva. Ele, que vestiu o manto do Senhor Divino na Escola de Mistérios da Lemúria (Éden), veio em resposta ao chamado da Mãe Divina para salvar os Portadores de Luz.

Maitreya foi o segundo discípulo (após Gautama) a responder à chama de Sanat Kumara na Terra. Em 1º de janeiro de 1956, numa cerimônia realizada no Retiro de Royal Teton, Gautama sucedeu a Sanat Kumara no cargo de Senhor do Mundo e Maitreya sucedeu a Gautama nos cargos de Cristo Cósmico e Buda Planetário, passando o manto de Instrutor do Mundo aos candidatos a este cargo, Jesus Cristo e Kuthumi.


A Mestra Ascensa Pórcia definiu o cargo de Cristo Cósmico como sendo a incorporação do momentum conjunto da consciência crística de cada alma individual em evolução na Matéria, e o próprio Senhor Maitreya deu ao mundo uma explicação a esse respeito em seu ditado de 14 de novembro de 1973:

"Eu represento para vós o Pai quando vós estais no caminho rumo ao Cristo. Quando vós vos tornais o Cristo, eu represento para vós o Irmão em Cristo. Quando vós procurais elevar o raio feminino em vós, eu vos dou então o complemento a esse raio como o Espírito Santo. E quando vós manifestais o Espírito Santo, eu então apareço como a Noiva Vestida de Branco. E vedes assim que a mestria da consciência do Cristo Cósmico é a realização da mestria dos quatro pontos da Cidade Quadrangular e os quatro lados dos quatro corpos inferiores. Portanto, a marca da consciência do Cristo Cósmico e daquele que atinge esse patamar é tornar-se o tudo em todos".

Seu nome significa Compaixão, e como Instrutor do Mundo completou as grandes religiões.


Ele encarnou na Índia como Krishna para promover a religião Hindu e mais tarde Ele foi o Pai que instruía e agia através de Nazareno. (Jesus)

Maitreya, nesta Nova Era, vestiu o Manto de Cristo Cósmico, que pertenceu a Jesus na Era de Peixes, Jesus, que padeceu e morreu na cruz, completando assim a religião Cristã.



Ele tem sido esperado há gerações por todas as principais religiões. Os cristãos conhecem-no como o Cristo e estão na expectativa de Seu iminente retorno. Os judeus esperam-no como o Messias; hindus aguardam a chegada de Krishna; budistas esperam Buddha Maitreya e os muçulmanos esperam-no como Iman Mahdi ou o Messias. Os nomes podem diferir, mas existe a crença de que todos esses nomes se referem a mesma pessoa - O Professor do Mundo- cujo nome é Maitreya.

Preferindo simplesmente ser conhecido como o Instrutor, Maitreya não vem como um líder religioso ou fundador de uma nova religião, mas sim como professor e guia para as pessoas de todas as religiões e para aqueles sem religião.

Nestes tempos de grandes crises políticas, econômicas e sociais, Maitreya inspirará a humanidade para que esta se sinta como uma família e criará uma civilização baseada no compartilhar, na justiça econômica e social e na cooperação entre todos os homens.

Ele lançará um apelo para salvar milhões de pessoas que morrem de fome a cada ano num mundo de fartura e abundância. Entre as recomendações de Maitreya está uma mudança nas prioridades sociais de modo que a alimentação, a moradia, a educação e a saúde pública adequada se convertam em direitos universais.

Sob a inspiração de Maitreya a humanidade fará as mudanças necessárias e criará um mundo mais razoável e justo para todos.

"As esperanças agora são grandes para MEU Reaparecimento. Com alegria ME apresentarei às pessoas. Busquem por MIM e ME encontrarão esperando. Procurem por MIM e peguem Minha mão. EU necessito sua ajuda para estar diante de vocês, para abençoar este mundo e ensinar, para mostrar aos homens que o caminho é simples, requer somente aceitar a justiça e a liberdade, Compartilhar e Amar"




A Arte da Realização do Ser

"Não vim para fundar uma nova religião", diz Maitreya, o Professor do Mundo. "Vim para ensinar a arte da realização do ser", algo que não é nem ideologia nem uma religião, mas que beneficia as pessoas de todas religiões e aquelas que não pertencem a nenhuma religião. "Eu busco expressar o que Sou através de vocês, por isto venho"

Segundo Maitreya, "Só o Ser importa". "Vocês são este ser, um ser imortal". O sofrimento é causado pela identificação com tudo o que não é o Ser. Perguntem a si mesmos: Quem sou eu ? E verão que estão identificados com a matéria (corpo), ou com o pensamento (mente), ou com o poder (espírito). Porém, vocês não são nenhum destes". Mente, corpo e espírito são os templos do Senhor. O Ser experimenta nestes templos "o supremo Ser e a manifestação do Senhor".

Uma das formas mais fáceis de conhecer-me, diz Maitreya, é serem honestos em sua mente, sinceros em seu espírito, praticando o desapego. Qualquer ação realizada com desonestidade da mente, insinceridade espiritual e apego, é destrutiva. Por exemplo, se pensam numa coisa, dizem outra, e fazem ainda outra diferente, estão perdidos. A honestidade da mente conduz à palavra honesta e à ação correta. Esta harmonia conduz à paz e a felicidade.

Sem o desapego não há salvação. O desapego é a "droga" mais poderosa. Aprender o desapego é uma arte. Um cientista desapegado, aprenderá as leis da física e química (que são leis da criação) e as aplicará, criando coisas que constituem a obra de Deus. O artista, com desapego, será capaz de descobrir Deus através de suas próprias experiências.

"Sejam como são", nos ensina Maitreya. "Não percam frente a outros, o respeito a si mesmos, sua dignidade". Não permitam que ninguém projete suas sombras sobre vocês. Um mestre transmite experiências, mas não projeta sua sombra sobre o discípulo. Não sigam a outros. Se praticares a honestidade da mente, a sinceridade do espírito e o desapego, conhecerás o teu Ser, conhecerás a Mim, conhecerás ao Senhor.

Não vim para criar seguidores, diz Maitreya. Cada um de vocês deveria continuar desenvolvendo-se dentro de sua própria tradição religiosa. Um verdadeiro discípulo é aquele que respeita as tradições. Respeitem suas próprias religiões, suas próprias ideologias, em suma, sua própria forma mental e experimentarão o Mestre.

"Mesmo quando me virem, não corram atrás de mim. Se correrem atrás de mim, vão Me perder. Não posso ser monopolizado, pertenço a todos".



A Missão de Maitreya

Maitreya veio para lutar contra a ignorância e o medo, a divisão e a necessidade. Suas armas são a compreensão espiritual, o conhecimento e o amor. Sua brilhante armadura é a própria verdade em si mesma.

Muitas pessoas esperam a volta de Cristo com medo e confusão. Sentem que Sua aparição levará a grandes mudanças em todos os sentidos da vida. Com razão supõem que Seus valores vão alterar necessariamente suas formas de pensar e viver e se assustam ante tal perspectiva. Além disso, tão mística foi a visão do Cristo apresentada ao longo dos séculos pelas igrejas, que muitos temem seu juízo e poder onipotente; esperam um Deus vindo para castigar os maus e recompensar os fiéis. É muito triste e lamentável que uma visão do Cristo tão deformada, haja impregnado a consciência humana. Não existe semelhante ser. Para compreender a verdadeira natureza do Cristo é preciso vê-LO como um entre os Filhos iguais de Deus; cada um dotado de pleno potencial divino, diferenciando-se unicamente no grau de manifestação desta divindade.

Que Ele tenha conseguido a plenitude desta divindade é a sua gloria, e muito bem podemos mostrar nossa reverência frente a isto. Também é indiscutivelmente certo que este mesmo êxito é realmente incomum. Mas o mais maravilhoso do Cristo para o homem, é que ELE foi um deles. Não há nada nas provas e sofrimentos dos homens, que Ele não tenha conhecido. Cada passo do caminho que os homens recorrem, Ele dolorosamente já pisou. Não há nada, no completo panorama da experiência humana de que Ele não tenha compartilhado. Assim, na verdade Ele é o Filho do Homem...Esclareçamos em nossas mentes as razões de seu regresso. Compreendamos a natureza do trabalho que ele impôs a si próprio. Para estabelecer entre nós a realidade de Deus, Ele veio. Para recriar os Mistérios Divinos, Ele está aqui. Para ensinar aos homens como amar, e amar novamente, Ele está entre nós. Para estabelecer a fraternidade do homem, caminha uma vez mais sobre a Terra para manter a fé com o Pai e com o homem, Ele aceita este encargo. Para anunciar a nova era, Ele voltou. Para consolidar o tesouro do passado, para inspirar as maravilhas do futuro, para glorificar a Deus e ao Homem, Ele desceu de sua alta montanha.

Que semelhante trabalho não é fácil, nem sequer para o Filho do Homem, é evidente. Os antigos costumes de divisão e separação tem fortes raízes, enquanto o medo e a superstição enfeitiçam o homem há milhões de anos. Mas nunca antes, na história do mundo, veio um Professor melhor equipado para seu Trabalho. Maitreya veio para lutar contra a ignorância e o medo, a divisão e a necessidade. Suas armas são a compreensão espiritual, o conhecimento e o amor. Sua brilhante armadura é a própria verdade em si.

Fonte : Eu Sou Luz - http://www.eusouluz.iet.pro.br/

SIDDHARTA GAUTAMA


Duas vezes ele renunciou a uma vida gloriosa para auxiliar a humanidade. Hoje, é o Senhor do Mundo.

Em sua última vida na Terra, há 2,5 mil anos, ele foi o príncipe hindu Sidarta Gautama, o fundador do budismo. Criado com todo cuidado, a salvo das misérias do mundo, o príncipe um dia despertou para a sofrida condição humana e abandonou seu palácio, iniciando a busca da solução para os problemas terrenos.
Foi pelo caminho interior da meditação que ele percorreu os planos do mundo espiritual e alcançou sua iluminação. Depois da queda do homem, foi o primeiro a conseguir esse feito. Mas seu amor pela humanidade era tal que, em vez de viver nas esferas de luz que havia alcançado, decidiu permanecer na Terra e transmitir as verdades fundamentais da vida aos homens, auxiliando-os em sua elevação. Assim nasceu o budismo.

Por muito tempo, Gautama foi o Buda da evolução para a Terra. Em 1956, assumiu o cargo de Senhor do Mundo, substituindo Sanat Kumara na mais alta função da Grande Fraternidade Branca. A dimensão de sua aura é tamanha que envolve até a menor partícula de vida do planeta.

Seu templo etérico é o de Shamballa, de onde irradia as chamas Azul da vontade de Deus, Dourada da iluminação e Rosa do amor ao coração dos homens. Seus atributos são o equilíbrio e o caminho do meio e sua música chave, o Opus 5 da Sexta Sinfonia de Beethoven.



Um pouco sobre o principe SIDDHARTA GAUTAMA

Siddharta viveu como príncipe, na corte de seu pai, um rei poderoso, no norte da Índia, até aos 29 anos de idade, conhecendo todos os prazeres da vida, até que um dia, viu pela primeira vez um velhinho, uma pessoa muito doente e um homem morto.

Após estas visões, o jovem príncipe perdeu o interesse pela vida e mergulhou em pensamentos, abismado com o destino das pessoas.

Então, desejando descobrir os mistérios da vida, Siddharta deixou a casa de seu pai, um rico palácio, e foi viver uma vida de privações na floresta, meditando, acreditando que quanto mais castigasse seu corpo físico, mais puro seu espírito se tornaria. Reduzia gradativamente a alimentação, até parar completamente de comer. Passava por sofrimentos contínuos, cada um pior que o outro, tudo com o propósito de dominar o corpo e os desejos da mente.

Após seis anos de prática asceta, Siddharta reconheceu que este caminho não era o mais indicado para alcançar a Iluminação e, numa noite, Siddharta pensou: "-Eu era cheio de juventude com a mente livre e o espírito calmo. É isso. Bons pensamentos só acontecem nos corpos sadios..."

Siddharta então se alimentou e atravessando o rio Ganges, sentou-se debaixo de uma árvore frondosa. Nesse momento fez um juramento solene a si mesmo: "-Não devo sair desse lugar até que alcance o verdadeiro sentido da vida."


Então, silenciosamente, entrou em estado de meditação.

Mara, o rei dos demônios, temia que Siddharta, uma vez que atingisse a Iluminação, atraísse a admiração de todas as pessoas, tornando-se mais poderoso que ele.

Mandou, então, suas filhas, mulheres de beleza surpreendente, brincarem próximo ao local onde Siddharta meditava para distraí-lo de seu propósito.

Reconhecendo que Siddharta não se movia por mais que tentassem seduzi-lo, as mulheres se foram, blasfemando muito contra o jovem príncipe.

Mara, o rei dos demônios, enviou, então muitos monstros até o local onde estava Siddharta, mas quando se aproximaram do jovem, sentindo que seu coração estava cheio de compaixão e amor, ficaram muito mansos, sentadinhos aos pés do jovem príncipe.

Mara, enfurecido, enviou então uma bola de fogo contra Siddharta, mas quando esta chegou perto de Siddharta, se transformou em uma chuva de pétalas de flores multicoloridas, que caíram no chão enfeitando o local onde ele estava.

Siddharta continuou a meditar como se nada tivesse acontecido e, quanto mais profundamente meditava, mais paz e felicidade sentia.

Foi numa manhã de lua cheia de Maio, quando a estrela d'alva cintilava no céu, que o jovem príncipe Siddharta Gautama atingiu o estado mais elevado de Iluminação.

Então, amanhecendo, Siddharta levantou-se lentamente e, deste dia em diante, passou a ser considerado "O Buda", ou "O Iluminado".

Quando o Buda (Siddharta) caminhou em direção a cinco ascetas que meditavam na floresta, todos se comoveram com sua aparência majestosa que dominava o ambiente, e incapazes de se controlarem, curvaram-se em profunda reverência ao jovem Mestre.

Em pé, diante dos cinco ascetas, Buda começou a falar calmamente a eles. Eis o primeiro sermão de Buda, feito logo após sua Iluminação.




O Sermão de Benares

"-(...)Oh monges, a sublime verdade que o ser humano, uma vez que nasce neste mundo, não consegue escapar dos seguintes sofrimentos:

o nascimento
o envelhecimento
o confronto com aqueles que contrariam seus desejos
a perda de quem se ama
a impossibilidade de se obter tudo o que se deseja
as enfermidades e a morte.

(...)enquanto meditava, descobri que nossas vidas são eternas, mas nascem neste mundo, carregadas de Skandhas (virtudes, moralidade, nossas tendências positivas) e Nidânas (vícios, defeitos, nossas tendências negativas), acumulados em vidas anteriores, e esta é a verdade sublime da causa de todo sofrimento humano: o desejo pelo prazer dos sentidos e a luta para obter poder e assim gozar a vida física, arroja as almas a seguidos renascimentos(Sansara).

Queimar todo mau karma, fonte do sofrimento, e aumentar o próprio Dharma é possível ao ser humano, evitando levar a vida em busca de prazeres físicos e reconhecendo que o eu e o outro somos na verdade somente um.

Os sofrimentos da vida física gerados pelo apego à temporaneidade, podem ser dominados através do cultivo da compaixão, da sabedoria e da prática da meditação. Pelo seu esforço pessoal o homem pode libertar-se de todas as servidões e sofrimentos.

Aprende, pois, o que é o sofrimento, embora não haja nada para aprender; abandona as causas do sofrimento, embora não haja nada para abandonar; concentra-te na cessação, embora nada possa cessar; pratica os meios de chegar á cessação embora não haja nada a praticar; despertando assim a consciência não para o conhecimento apenas, mas sobretudo para a sabedoria que revela a realidade última, o Nirvana, que pode ser alcançado trilhando o dourado caminho do meio (saúde perfeita, mente perfeita, integração com o mundo perfeita).

A libertação de cada ser depende da sua própria compreensão da verdade. Cada um é responsável pela sua felicidade ou pelo seu infortúnio. Quem souber descobrir dentro de si a verdadeira natureza dos laços que determinam o encadeamento sem fim das causas e dos efeitos, quebrará o círculo infernal e atingirá a libertação.

Feliz daquele que no período de vida desenvolve skandas, pois cria os próprios meios de evolução; infeliz daquele que desenvolve nidânas, pois dificulta a sua evolução e, ao morrer, assume formas demoníacas.

A partir desse momento, oh monges, meu espírito está liberado para sempre. Com toda segurança vivo esta minha última reencarnação. Depois de minha morte, nunca me reencarnarei neste universo de homens.

Por favor, escutai atentamente este conselho: Decadência é inerente a todas as coisas existentes. Somente o Dharma perdurará para sempre.

Oh monges, busquem, com todo afinco, por sua liberação."

Siddharta Gautama - Buda



Síntese da Doutrina de Buda - As Quatro Nobres Verdades

Na noite em que Siddharta Gautama atingiu a Iluminação, a ele foram reveladas as Quatro Nobres Verdades, e o método definitivo para se atingir o mais elevado estado de consciência cósmica, pelo qual a Iluminação é obtida. O método, que contém o essencial de seu ensinamento, consiste em agir e persistir, vivenciando as oito atividades corretas para se atingir seguramente o Nirvana. Eis o verdadeiro sofrimento. Eis a verdadeira causa. Eis a verdadeira cessação e eis o verdadeiro caminho.

- A dor é universal.
- A origem da dor é o desejo insaciável.
- O fim da dor é a completa supressão do desejo.
- O caminho para suprimir o desejo é o santo trilho das oito normas que convergem na felicidade eterna (Nirvana).

Primeira Nobre Verdade: A dor é universal

O mundo é o reino do sofrimento e a existência está impregnada de insatisfação e frustração que pode se manifestar na forma de sofrimentos físicos, mentais, causados pela natureza ou por outros seres vivos e a nobre verdade que conduz ao sofrimento é esta:

a velhice é sofrimento,
a doença é sofrimento,
a morte é sofrimento,
estar ligado ao que se detesta é sofrimento,
estar separado do que se ama é sofrimento,
não realizar o que se deseja é sofrimento.

Segunda Nobre Verdade: A origem da dor - Os desejos

O desejo que nasce da ignorância é que conduz os seres de renascimento em renascimento, acompanhado da avidez, da sede de existência física ou da impermanência (instabilidade, inconstância). A continuidade dos desejos gera um impulso que leva o ser a reencarnar-se.

Segue, com a provação continuada, a dependência das origens, o encadeamento das causas e efeitos, assim:

da ignorância surgem as formações,
das formações surge o conhecimento,
do conhecimento surgem os nomes e os corpos,
e isto é a essência da própria individualidade,
dos nomes e dos corpos surgem os domínios,
isto é, os cinco sentidos,
do domínio surge o contato,
do contato surge a sensação,
da sensação surge o desejo,
do desejo surge o apego à existência,
do apego à existência surge a própria existência,
da existência surge o nascimento,
do nascimento surge a velhice e a morte.

São as doze Nidânas ou as "doze causas do sofrimento". São as tendências negativas que se afirmaram em nosso caráter em existências passadas. A repetição dos atos negativos torna-se hábito ou vício, os quais se transmitem à próxima existência por intermédio dos átomos permanetes do corpo causal.

Terceira Nobre Verdade: A destruição da dor

É a realização da nobre libertação, que significa, o homem poder despedaçar as algemas que o prendem ao círculo do nascimento, mortes e renascimentos sucessivos, origem de todas as misérias desta vida. Inverter o processo, praticando no cotidiano e a cada instante as virtudes mais exemplares ensinadas pelo budismo. Podemos dizer que as nidânas são aleijões da alma, mas não são irremovíveis. É possível superá-las com a vontade e exercícios e isso é indispensável para nossa evolução.

Tal possibilidade está na 4ª Verdade.

Quarta Nobre Verdade: O caminho que conduz à destruição da dor

É o nobre caminho das Oito Sendas:

Fé perfeita,
Vontade perfeita,
Palavra perfeita,
Ação perfeita,
Meios de existência perfeitos,
Aplicação perfeita,
Memória perfeita,
Meditação perfeita.

Se tem a Fé perfeita, não terá os horrores da incerteza.
Se tem a Verdade perfeita, não o alcançarão as misérias da fraqueza.
Se tem a Palavra perfeita, não molestará com linguagem venenosa.
Se tem a Ação perfeita, não ofenderá com o gesto inconseqüente.
Se tem a Profissão perfeita, não perturbará a existência do próximo.
Se tem a Aplicação perfeita,colherá resultados perfeitos.
Se tem a Meditação perfeita, criará pensamentos puros.

Pela prática do nobre caminho das Oito Sendas aniquila-se o karma. Isto feito, extingue-se a concepção.

Aniquilando-se o karma, extingue-se a concepção, extinta a concepção desaparecem o nome e a forma, extintos o nome e a forma, não existem domínios, não havendo domínios, cessam os contatos, não havendo contatos, não há desejos, sem desejos, desaparece o apego à existência, e com isto, não há razão para o nascimento, não havendo nascimento, não haverá mais velhice e morte.

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