domingo, maio 17, 2009

A COSMOGÊNESIS ( parte 2 )


(continuação de A Cosmogênesis I )

Início e fim.
Junção da Mônada com a Presença EU SOU.

Ciclo evolutivo

A evolução de uma presença Divina Eu Sou, esta baseada no número de partículas que se fundiram para formá-la, é dizer que, supondo que uma Mônada Cósmica, aquela que são formadas nos planos superiores dos Superuniversos, enviam 1000 subgrupos para diversos quadrantes do universo, estas partículas acabam por se agrupar no ciclo evolutivo em locais distintos, mas cada partícula possui na realidade a capacidade de se dividir em centenas de partes, gerando assim as famosas Almas Gêmeas , que nada mais são do que a mesma parcela cósmica subdividida em espaço-tempo e corpos diferentes. Assim na medida em que estas partículas vão evoluindo e criando consciência de sua tarefa, ajudadas pela Hoste Angélica e Dévica, a qual envolve a hierarquia dos Elohins, vão se somando pontos e a consciência dessa nova estrutura começa a se individualizar e descobrir como parte da Fonte que Tudo É, nasce então a Divina Presença Eu Sou, que com um percentual de 75% de suas partículas reintegradas, começa a assessorar e direcionar o restante, para que elas possam unificar-se a ela. Assim esta terminada a primeira etapa do propósito dessa Divina Presença, as etapas seguintes são determinadas pela sua vontade e pela lei da necessidade, fazendo com que dentro da Lei Harmônica, ela efetue novas tarefas e experiências criativas em outras paragens. É nesse momento que uma presença Divina pode receber o encargo de criar e dirigir um novo universo ou mesmo encarregar-se da colonização planetária ou tutelar outras raças. Assim ela pode ingressar dentro da Hoste Arcangélica se assim for o seu desígnio. Enquanto a Divina Presença possuir partículas involuidas ou no processo evolutivos das dimensões inferiores, ela terá um compromisso setorial, mas poderá da mesma forma atuar em outros pontos da galáxia local, pois ela já adquiriu a intemporalidade e esta unida diretamente com a sua Fonte Monádica Cósmica. Lembremos que nesse estado evolutivo a Divina Presença é atemporal, ela já se integrou dentro do ciclo simbolizado pelo círculo, ou seja, ela tanto esta de posse do início como do fim do processo. Assim ela pode trabalhar simultaneamente todas as efusões evolutivas, então verificamos que essa Divina Presença sempre existiu, mas a nossa consciência não estava ligada a ela, mas ela sempre esteve a nós. Ocorre a mesma coisa com a entidade que nomeamos de DEUS, ela sempre existiu, mesmo evoluindo constantemente, procurando o aperfeiçoamento, ela sempre esteve presente em todos os planos multidimensionais, o que muda é a percepção que cada criatura possui dela. Para muito na antigüidade, Deus era a manifestação da divina Presença Eu Sou, já para outros iluminados era algo acima dela, assim verificamos que na verdade essa nossa busca tem sua razão de ser, pois todo o universo precisa reintegrar-se para iniciar um novo ciclo, a teoria do Big Bang, possui uma base esotérica profunda, mesmo que cientificamente ela possa ser contestada, representa o pulsar de um coração, que se contrai e se expande ritmicamente. Temos que encontrar o nosso lugar dentro desse processo rítmico, ligando-nos a nossa Divina Presença Eu Sou, pois só assim poderemos voltar a integrar-nos com as esferas superiores de consciência a qual fazemos parte. O espaço e o tempo são características essenciais de todo o universo material, o espaço se concebe por análise e o tempo por síntese, o espaço possui diversas dimensões e portanto possui área, este portanto contem o fluxo temporal dentro dele como reflexo de sua evolução multidimensional. O tempo é uma função das próprias características do espaço. Assim a referência temporal encontra-se agregada a cada expressão individual dimensional das formas de consciência que se manifestem nos distintos planos existenciais.


A nossa viagem tem início no sistema evolutivo do 6º Superuniverso, denominado como ETERNITA, um superuniverso complexo onde existem trilhões de manifestações evolutivas pertencentes a milhões de Mônadas Cósmicas distintas. A maior parte das manifestações lá existentes, tinham evoluído e nascido nos Superuniversos antecessores, mas também existem manifestações que se integraram diretamente de Havona, estas entidades são manifestações espirituais que possuem uma origem além das fronteiras de Havona, possivelmente são outras manifestações “exiladas” da FONTE QUE TUDO É, exiladas porque as informações recebidas registram que os nossos planos evolutivos, são uma forma de recreação para muitos, mas também pode ser uma forma corretiva para manifestações desarmônicas. A lei da evolução existe em outras realidades além do que podemos captar, ela se aplica também a FONTE QUE TUDO É.



FLUXO ESTRUTURAL DE UMA MÔNADA

A Mônada originária da qual a atual entidade multidimensional conhecida como Shtareer procede, teve a sua primeira manifestação individualizada de significada importância no sexto Superuniverso de Eternita, o qual como já disse possui ainda manifestações provenientes dos outros Superuniversos, mas também entidades inéditas diretamente de Havona. A Monada Cósmica de Shtareer teve processos evolutivos anteriormente no 5º e 4º superuniversos, mas foi na manifestação do Quinto Superuniverso que conseguiu um reagrupamento de 100% de suas partículas com mérito, o que lhe possibilitou o ingresso em Eternita. Nesse universo a sua Mônada original, que estava totalmente amadurecida com as experiências anteriores, tinha novos objetivos evolutivos, buscando um aperfeiçoamento coletivo de todas as suas partículas a serem enviadas aos mais distintos cantos de Eternita. A proposta original era a de subdividir 1000 grupos menores que iriam atuar em distintos pontos geométricos e dimensionais de Eternita, cada grupo poderia se dividir em 1000.000 de centelhas divinas, estas por sua vez teriam que se direcionar a setores específicos dentro de uma raios espacial de 100 anos luz. Essas manifestações deveriam iniciar o processo da vida em distintos planos dimensionais nos corpos estelares de cada quadrante escolhido. O processo seria semelhante aos anteriores nos outros universos, no entanto a proposta era de maior envergadura, pois a quantidade de centelhas divinas a serem integradas era consideravelmente maior que nos casos anteriores, além da diversidade das condições reinantes naqueles planos. As manifestações desses planos ocorreram em outras magnitudes semi-físicas, não passando pelas manifestações humanóides, pois estas não existiam ainda naquele universo. Muitas das manifestações eram sem forma, passando posteriormente para as esferas luminosas e em alguns casos pelas formas minerais e animais, entre elas as manifestações evolutivas de seres aparentados com répteis aquáticos, e posteriormente com seres alados, semelhantes as águias terrenas, todas essas manifestações evolutivas utilizavam o poder do espirito como fonte tecnológica de comunicação e transporte. Assim elas foram ganhando o espaço e descobrindo os seus mistérios e integrando-se com as outras centelhas divinas, parentes ou não, pois existiam bilhões de centelhas que não eram parentes atuando simultaneamente no projeto. As manifestações de vida evolutiva enviadas pela Mônada Cósmica de Shtareer conseguiram em tempo recorde pelos padrões estabelecidos progredir e criar mundos altamente evoluídos e harmoniosos. O que lhes conferiu um status considerável dentro das outras Monadas cósmicas. Uma outra Monada Cósmica que também se destacou notavelmente entre as mais promissoras e magnânimas manifestações evolutivas de Eternita, foi a fonte energética que hoje conhecemos como Anjo Micah. Ela também foi parceira em muitos momentos das centelhas de Shtareer, mas sua proposta evolutiva foi mais profunda e cristica por assim dizer. Com o passar da evolução a capacidade de individualização das centelhas divinas das Mônadas foi crescendo e estas puderam se auto-policiar, interagindo assim com outras formas incriadas de pensamentos, assim foi possível uma permuta evolutiva com as entidades que antes eram os guardiões, assim todas as manifestações divinas puderam passar pelos processos evolutivos, propostos pelas altas hierarquias. Ninguém ficou sem experimentar as distintas etapas do aprendizado dentro de Eternita.


Por decreto administrativo de Havona, as Mônadas que apresentaram as melhores performances foram encaminhadas a ocupar o sétimo Super Universo de Orvoton. Contudo as regras do jogo eram distintas. Foi nesse ponto da história evolutiva que autorizaram as manifestações de alta densidade entre a 1ª e 3º dimensão, pois as condições atômicas da matéria assim o permitiam. Desta vez as manifestações divinas das centelhas teriam um novo desafio, pois não estariam mais ligadas diretamente a fonte monádica, e teriam que utilizar outros veículos multidimensionais para ascensionar rumo a sua morada original. É neste instante que começam a ser geradas as polaridades, pois para a nova proposta evolutiva dentro de Orvoton, era preciso utilizar forças e energias quânticas de natureza diferente as anteriormente estabelecidas, assim as formas Elementais das dimensões inferiores poderiam evoluir simultaneamente com as outras, sem esperar por um revezamento, como vinha acontecendo nos outros universos.


As Mônadas de Micah e Shtareer e também a de outros seres de muita luz, entre eles o do amado Sanat Kumara estavam entre as escolhidas pelos seus méritos dessa nova empreitada. Para que possamos ter uma imagem mais clara das classificações cósmicas, podemos expor da seguinte maneira:

DEUS CRIADOR --> A Fonte que tudo É

FILHO CRIADOR --> As Mônadas Cósmicas

ESPÍRITO SANTO --> Todas as manifestações multidimensionais provenientes do Criador nos diferentes planos da evolução e percepção.


Como vemos a nossa herança é direta de Deus, mesmo porque somos centelhas divinas atuando em outros planos, a serviço dos criadores, estes por sua vez são filhos diretos da grande fonte, portanto todos somos unos. É essa a grande verdade, que tanto tem sido mal interpretada em nossas culturas religiosas, ainda mais com a mentira de que o Mestre Jesus era o único filho do Pai. Todos somos da mesma fonte, a caso não somos constituídos pelas partículas atômicas da fonte ? Precisamos digerir esta realidade para que possamos facilitar as nossas relações com os outros planos.

Dentro de Orvoton cada Monada Cósmica ou FILHO CRIADOR recebeu um quadrante ou Universo local para se manifestar. Shtareer em particular foi enviado ao Universo Local de SHINCARA numa época que em nossa escala equivale a cerca de 18,6 bilhões de anos no passado. Enquanto que o amado Senhor MICAH foi encarregado de direcionar e criar o Universo local de Nebadon , como soberano absoluto. A Mônada de Shtareer devido as suas características aventureiras por assim dizer efetuou dentro da nova tônica polarizada diversas efusões de importância para a constituição do que viria a ser a individualidade hoje conhecida como o Mestre Shtareer. Lembremos que essa Mônada tinha já as experiências anteriores e todas as sua centelhas divinas tinham regressado com a sua respectiva bagagem evolutiva, mas aqui a proposta era a de polarizar cada parte das centelhas que iriam a ser enviadas as esferas inferiores da densidade até regressarem para os planos superiores, mas nesta nova proposta os grupos seriam capazes de formar consciências coletivas independentes da Mônada original, para que estas por sua vez pudessem se auto equilibrar sem a intervenção monadica. O processo permitiria que cada Monada Cósmica ou Filho criador gerasse os seus pequenos filhos, e que pudesse participar diretamente em cada existência através da atuação dos Ajustadores de Pensamento, sem contudo perder a sua individualidade. Nasceu assim a manifestação evolutiva virtual para todas as Mônadas cósmicas em Orvoton. A nova proposta tinha muitas vantagens sobre as anteriores, pois além de ser mais rápida era mais eficaz e dinâmica do que as propostas anteriores.


O grupo ao qual originou posteriormente a consciência de Shtareer foi enviada para um quadrante estelar de Shinkara, no qual existiam centenas de aglomerados estelares, semelhante as Plêiades , onde podiam ser vivenciados todos os planos evolutivos desejados. A primeira emanação bidimensional que pude captar, foi a do reino mineral, onde através das interações atômicas com os outros Elementais da natureza daquele corpo celeste, foi possível perceber a consciência planetária e suas transformações como uma Mãe Cósmica. Pois essa é a fundamental tarefa das consciências planetárias, que são projetadas a permitir a manifestação da vida em todos os seus aspectos, verificou-se as tramas etéricas pelas quais as consciências planetárias em parceria com os Elohins, buscam transmutar-se para gerar as condições para que exista a vida. Dentro dessa consciência planetária, que como já disse eqüivale ao sentimento de uma mãe pelos seus filhos, são protagonizados processos crísticos imensuráveis pela hoste Elemental, a que está submetida hierarquicamente aos poderosos Elohins. Assim o reino mineral é um poderoso aliado dessas transformações e possuem parte da consciência necessária para que todas essas transmutações possam ocorrer em favor da vida. A Lei do Amor universal é uma parte permanente desse reino, pois todos os seus membros nas mais distintas formas de cristais, rochas e fragmentos possuem a sua participação nesse contexto cósmico. O reino mineral possui uma fundamental relação com todas as forças etéricas superiores, pois através de sua matemática sagrada, eles podem captar todas as formas energéticas do espaço e transmutá-las para outras esferas de consciência, estas por sua vez servem como meio de ligação com todos os membros das centelhas divinas, em ressonância com o próprio planeta. Assim nesse reino todas as consciências aprendem a amar o seu planeta, para que numa evolução posterior dentro do reino vegetal e animal, exista o respeito pela criação. O tempo que se passou neste processo de interação planetária é bem ambíguo, mas foi muito marcante na consciência cósmica de Shtareer. Sei que devido a essas lembranças, a entidade de Shtareer, pode interagir diretamente com o reino mineral da Terra, pois ele conhece a matemática sagrada que constitui todas as linhas energéticas das interações nucleares dos cristais em relação com a consciência de Urantia (a Terra) e os planos superiores, principalmente neste processo de transformação orbital pelo qual atravessa o nosso sistema Solar.


Quando se esta nesse plano evolutivo, como parte de um mineral a consciência é coletiva é encontra-se diretamente subordinada a do planeta. Mas ainda assim existe uma pequena individualidade pensante, pois nesse estado ainda há a comunicação direcional com a fonte monadica de cada centelha. Assim ambos os planos vão assimilando a evolução que ocorre no planeta, a comunicação com as outras centelhas irmãs são unilaterais, pois neste estado ocorre a passividade em busca das interações moleculares, mas tudo a nível mental. Cada centelha sabe o seu papel e o tempo pelo qual deverá esperar para o seu reagrupamento.


O plano evolutivo mineral, contudo, possui uma restrição, a de que sendo eternos pelo ponto de vista geológico, são extremamente estáticos, o que para algumas propostas evolucionarias não são interessantes, pois não há a mobilidade, simplesmente nos planos mentais, assim as únicas formas de transmigrar para outros planos superiores é através da transposição dimensional pelo poder mental, o que lhe confere a liberdade para outras moradas, em conjunto com o planeta ou segregando-se do corpo planetário através das modificações geológicas ou absorção na forma de luz pelo processo de uma nova retransfiguração de consciência, através da qual o planeta passa a incorporar diretamente as partículas que compunham os minerais, assumindo assim a herança física dessas estruturas, que sem a consciência original, parecem cascas vazias, esse processo é importante pois garante o ciclo evolutivo para todos.


A etapa seguinte pela qual essa nova consciência coletiva decidiu passar, foi a do reino vegetal, pois esta representava uma das opções rápidas de evolução dentro do ciclo , pois a outras disponível era a evolução bacteriana, a qual tinha um ciclo evolutivo longo e semelhante a outras manifestações anteriores ainda no Sexto Superuniverso, o que não era mais interessante para a proposta dessa Mônada. Assim a permanência pelo reino vegetal foi importante, pois ele ajudou a interagir com as experiências acumuladas no plano mineral, e possibilitou o florescimento de grupos mentais de elevado poder harmônico, que ajudaram nos processos bioquímicos da estabilização planetária, a qual era importante para uma nova etapa vindoura. Essa etapa foi processada em diversas espécies de vegetais, para que assim fosse possível seguir uma rota lógica evolutiva para com as próprias manifestações vegetais, que deveriam servir de base para novas manifestações do recém-desenvolvido aspecto animal. Nesse plano a consciência também é coletiva , mas ela possui maior percepção em relação a mineral, a sua bidimensionalidade lhe permite desenvolver sentimentos, principalmente ligados a sua vulnerabilidade estrutural, o que já não acontece com os minerais, pois devido a sua natureza cristalina, são resistentes a maioria dos processos naturais de ordem geológica. Já o reino vegetal passa pelo ciclo da vida, acelerando assim as mutações e aperfeiçoamentos das espécies no decorrer das mudanças planetárias e ambientais. Todos os processos evolutivos que ocorrem com os vegetais, são direcionados pela vontade de sobrevivência de cada espécie, assim é a percepção individual ou coletiva de cada espécie vegetal, que coordena a sua sobrevivência e evolução dentro das mudanças ambientais, as adaptações e mutações rumo a uma maior perfeição com as interações naturais, levam a uma rápida evolução espiritual desse reino. Este é rapidamente substituído por outras manifestações espirituais quando assim se deseja.


Nesse plano evolutivo a vivência com os outros reinos é importante, para que se crie um elo entre todas as estruturas, garantindo assim a estabilidade do sistema através do amor universal e não apenas pelas interações atômicas e matemáticas, como se pensa, existe uma força evolutiva que unifica todas essas consciências, mas também elas necessitam dessa interação, pois como todas são parte de uma fonte única, elas precisam coexistir, para buscar e suprir a falta da percepção com a FONTE QUE TUDO É. Esse mecanismo garante a estabilidade de todos os reinos, desde o mais simples e baixo espectro mental, até a mais elevada manifestação de consciência individualizada. A tônica desse reino vegetal era de amor e dedicação pela consciência planetária, que era tida como a fonte de vida sagrada, pois ela mantinha contato telepático com a fonte local solar, a qual garantia o ciclo vital do reino vegetal, assim foi criado um elo entre a vegetação e as influências estelares, pois esses vegetais aprenderam a captar e se comunicar com os seus irmãos espirituais, sem que o soubessem, quando perceberam a sua capacidade de comunicação com outras formas dimensionais, eles perceberam que eram parte de uma consciência espacial bem complexa, que possuía outras partículas espalhadas pelo espaço afora, e que todos eram irmãos. Nesse momento esses seres vegetais, receberam a oportunidade de manifestar-se multidimensionalmente, além da sua forma física, pois perceberam que a mente podia se projetar além das estruturas conhecidas, assim começaram a visitar as suas centelhas divinas em outros corpos planetários. Esse processo perdurou por muitos milhares de anos, até que eles escolheram vivênciar e ajudar as manifestações animais a também participar desse processo. O qual ainda era exclusividade vegetal, devido a sua natureza biológica, o processo com os planos animais foi mais demorado, mas obteve sucesso, pois todas as manifestações desse planeta eram despolarizadas, o seu desenvolvimento biológico era assexuado, o que mantinha um ciclo perfeito entre todas as espécies. A consciência da Mônada de Shtareer escolheu uma espécie animal semelhante aos felinos, ainda sem ser mamífera, portanto assexuada, mas com o passar do ciclo evolutivo eles acabaram por se tornar mamíferos, foi então que a polarização entrou no desenvolvimento desse planeta. Com a introdução da polarização dentro dos reinos vegetais e animal, as percepções anteriores ganharam novo rumo, pois as espécies tinham que além de buscar a sua interação com as entidades espirituais, tinham que buscar os seus parceiros sexuais, para garantir a propagação das espécies.

Como o índice de polarização estava somente restrito ao aspecto sexual, não existiam disputas sangrentas pelos territórios ou pelas fêmeas, como acontece em muitas espécies da Terra, esse processo perdurou por cerca de 10 mil anos planetários da Órbita de Anfatem , o nome espiritual do planeta no qual Shtareer teve a sua primeira efusão física em Orvoton. Posteriormente foi inicializada a etapa da criação da espécie humanóide, a qual era um dos mais novos protótipos evolutivos de Shinkara, controlada pelas hierarquias superiores de Arcanjos e Elohins desse setor. Para o novo projeto foi escolhido uma manifestação de polarização na ordem de apenas 5% de negatividade, para verificar como seria o comportamento da nova espécie, a qual possuía um profundo conhecimento com as espécies minerais e vegetais além das espécies animais anteriores. O projeto mensurava as vivências e lembranças dos planos anteriores, assim as manifestações humanóides deveriam possuir um comportamento harmônico com relação a todos os outros reinos planetários. A espécie humanóide que foi biologicamente preparada para se manifestar nesse planeta, inicialmente possuía corpos sutis da 4º dimensão, pois nesse plano é mais fácil fazer as manipulações genéticas através do pensamento, isso é mais difícil na 3º dimensão, assim as formas desses seres eram semelhantes a dos humanos, possuíam uma estatura de cerca de 1 metro, com características simiescas, posteriormente elas foram sendo aperfeiçoadas pelo próprio ciclo evolutivo, ate se adaptarem a uma condição mais estável. Eles possuíam a memória quântica ativada, assim sabiam da sua descendência com as planos mineral, vegetal e animal, isso permitiu uma rápida evolução e estabilização de sua cultura em perfeita harmonia com os membros que habitavam o planeta.


Essa espécie humanóide em pouco tempo através do poder do Espírito alcançou manifestações evolutivas que lhe permitiu contatar-se com seus irmãos extraplanetarios de origem espiritual e física, em outros planetas existiam também manifestações físicas humanóides e vegetais, semelhantes a de Anfatem. Após um ciclo de 6.000 anos de Anfatem, foi feita a materialização dos corpos dos habitantes de Anfatem para a terceira dimensão, buscando assim uma nova proposta com a bagagem já acumulada. Eles continuavam com a sua manifestação anterior, mas ganharam outras, para poderem assim comunicar-se com os distintos planos que os ligava até a sua Mônada espiritual. Devo salientar que um ano de Anfatem eqüivale a 567 dias terrenos, pois a órbita era mais afastada que a nossa, além de ser uma planeta um pouco maior, com cerca de 16.400 Km de diâmetro. Portanto o ciclo entre a primeira manifestação tetradimensional ou etérica dos Anfetianos e a sua fisicalização foi de aproximadamente 9318 anos terrenos, o que é um tempo considerável para uma espécie que conhecia a sua origem divina, ao contrario do que nós da Terra.


Nessa nova etapa da vida desses seres humanos, foram efetuadas muitas mudanças biológicas para que eles pudessem se adaptar melhor as condições ambientais do planeta e para que pudessem interagir com todos os seus planos sutis, sem abandonar o físico, pois como tinham vivenciado o plano metal e etérico por muito tempo, verificaram que era mais fácil a sua manifestação nesses planos, assim o plano tridimensional perdia a sua atratividade, assim os Arcanjos e Elohins, interagiram no código genético para que eles pudessem utilizar as estruturas da terceira dimensão como etapa obrigatória para que pudessem ascensionar para outras etapas superiores. Com isso foi iniciada a etapa da evolução física em paralelo com a do espírito, pois inicialmente somente o espírito era evoluído, ficando o plano tridimensional em segundo plano, o que foi corrigido pela hierarquia divina. Essa espécie humana habitava um planeta semelhante a nossa Terra, um pouco mais árida nas regiões polares, mas com bastante vegetação e uma fauna variada nas regiões equatoriais. A sua evolução foi muito proveitosa e rápida, pois eles ainda continham todas as informações anteriores de sua evolução desde a sua etapa mineral, somente as memórias de Eternita tinham sido apagadas, mas a sua postura como seres integrantes de um plano maior era incólume, isso permitiu que eles progredissem pelas etapas tecnológicas sem destruir a sua terra natal. Entre os processos tecnológicos, eles conheceram a utilização do vapor como meio de propulsão, além das subseqüentes descobertas que isso lhes permitiu, mas eles tinham na verdade um grande desafio pela frente. Como eram seres que conheciam o poder do espírito e da mente, sabiam que as suas limitações físicas eram aparentes, mas eles tinham que tornar o plano físico capaz de unificar-se com o espírito através da evolução paralela, era comum a existência de eremitas, que abandonavam o corpo físicos por anos a fio, vagando e descobrindo outros mundos no planos mental. Mas a sociedade de Anfatem decidiu direcionar os seus esforços para transmigrar o corpo físico, que era um lastro na sua evolução, sabiam que outras formas de vida em outros planetas tinham problemas sérios com isso, e que muitas formas tinham se originado diretamente pela manifestação tridimensional, o que era vantajoso, pois eles desconheciam as capacidades dos corpos sutis, assim a população de Anfatem direcionou todos os esforços tecnológicos e do espírito na busca da perfeita integração entre as dimensões de seus corpos.


A reencarnação era uma situação normal entre os habitantes de Anfatem, suas consciências eram capazes de relacionar todos os acontecimentos anteriores, assim começou a existir uma monotonia no processo seletivo de suas vidas, as uniões sexuais eram feitas pela atração harmônica entre suas vibrações, como todos mantinham uma harmonização constante entre todos os habitantes, não existiam instituições como a casamento, nem as religiões, os filhos pertenciam a comunidade, e as parcerias eram mantidas enquanto os pares assim o quisessem. O percentual evolutivo dessa sociedade tinha atingido níveis tecnológicos superiores aos nossos em apenas 15.000 anos de seu ciclo, pois devido a sua capacidade mental eles podiam criar idéias e testar a tecnologia nos planos sutis, sem afetar e poluir a plano tridimensional. Eles sempre cultivaram o respeito e preservação planetária, pois eram parte integrante do planeta. A exploração espacial não era praticada, pois utilizavam a mente para isso.


Acima temos a representação simplificada do Superuniverso de Orvoton, a esfera central é a capital administrativa do Universo, a qual controla todos os parâmetros dimensionais e estruturais internos de Orvoton, como também as interações orbitais e gravitacionais com seus 6 vizinhos. No lado esquerdo temos a posição bidimensional da hipotética posição do Universo Local de Shinkara, estando o nosso Universo de Nebadon no lado direito. O espaço é uma estrutura que podemos interpretá-la em 3 dimensões, mas ele é muito mais do que isso, este é um dos motivos pelos quais as nossas cartas estelares são incompletas e falhas, pois desconsideram a profundidade espacial, sem a qual perdemos a noção real das distâncias. O Universo Local de Shinkara, está localizado em um setor próximo a Galáxia de Sombrero, a qual fica a cerca de 26 milhões de anos luz do nosso quadrante atual. Contudo essa informação é apenas para efeito didático ou referencial, pois cada universo local pode interagir multidimensionalmente com os seus vizinhos, assim essa distância pode ser maior ou menor, dependendo do referencial canalizado. Portanto a comunicação telepática captada dele encontra-se a apenas poucos centímetros por assim dizer, mas as emanações radioativas da luz, estão a milhões de anos de distância. Assim Shtareer insiste em me dizer, que os nossos valores são errôneos, quando se tenta compreender os deslocamentos espaciais, eles não viajam pelo espaço tridimensional, e sim pelas dimensões superiores, onde a distancia não existe como nós a enxergamos.


O Universo local de Shinkara também possui as suas divisões administrativas como todos os outros universos, Salatiel foi o nome escolhido em homenagem a um poderoso arcanjo, que demonstrou uma magnanimidade extrema em suas evoluções anteriores nos outros universos locais e em Eternita. O quadrante ao qual as centelhas divinas que iriam compor a mente individualizada de Shtareer é o da constelação de Lonazek, que fica localizado em um nebulosa bem gasosa e instável do ponto de vista astrofísico, pois possuía na época muitas formações estelares em acomodação, era um quadrante recém formado pelos poderosos Elohins. Esse quadrante ficava a uma distância relativista de cerca de 360 mil anos luz da capital de Salatiel. Esse quadrante encontra-se no Setor menor de Ensa delta Vorthy , o qual manifestou a formação de uma das facções do que viria a ser o inicio da federação galáctica de Shinkara. Em todos os universos através da evolução e da fraternidade, acabam por se formar essas instituições, elas são uma opção natural em todos os quadrantes estelares, a menos que exista uma aniquilação por parte dos habitantes, mas isso não é comum. Lembremos que nem todas as formas de consciência escolhem o caminho da evolução como fonte de experiência, existem aqueles que buscam o caminho inverso, para poderem distinguir as energias que levam ao Pai. Em Orvoton foi implantada a evolução polarizada como nova proposta, o que gerou situações bastante conflitivas como veremos a seguir.(...)

Rodrigo Romo, Brasília, 13/10/2001

[1] Refere-se aos corpos estelares, como planetas, estrelas, galáxias e dimensões.

[2] Autoria Rodrigo Romo, editora Madras.



A continuação dessa fascinante saga da Criação dos Universos você encontra no livro de Rodrigo Romo, CONFEDERAÇÃO INTERGALÁTICA I. Publicado em outubro de 1997, aborda muitos aspectos da polaridade dos antigos e falsos Deuses Criadores e da política estelar que levou a Terra ao Exílio, além de confrontar os dogmas e as mentiras da nossa sociedade frente a falsas religiões e conceitos da divindade. Canalizações sobre a estrutura organizacional dos Universos e recanalizações do Livro de Urântia através da energia do Engenheiro Sideral Shtareer, que aborda diversos temas, primeiro livro canalizado em apenas 2 dias, usando uma linguagem técnica nos temas sobre a ciência quântica e Química para simplificar muitos aspectos do universo. Considerado pela critica como um livro para pesquisadores e um clássico para os pesquisadores de Ufologia Esotérica, entrando em sua 3ª edição.

Fonte: http://www.shtareer.com.br/luzdafraternidade/2001/05/05.htm

A COSMOGÊNESIS ( parte 1 )



O Universo, a Origem


Para podermos iniciar a nossa jornada pelo incrível mundo da evolução nos diversos planos da existência, elaborados pela consciência SUPREMA ou DEUS, devemos antes de mais nada conhecer melhor aquilo que designamos como sendo o Universo. Universo este que é composto de matéria em diversos estados e densidades, as quais ainda captamos somente dentro de uma estreita faixa de radiações e entre outras dentro da faixa de radiação do visível, onde catalogamos os efeitos luminosos de corpos celestes como estrelas, Quazares, constelações e galáxias distantes. Mas sabemos que não é só disso, que o nosso universo é composto, toda a matéria captada até o presente momento, representa cerca de 10% da massa total do Universo. O restante pode ser parcialmente calculado, devido as interações energéticas estudadas pelas equações termodinâmicas, que cuidam diretamente dos valores de entalpia, entropia e energia livre, que simplesmente nos mostram as trocas de energia existentes entre meios materiais. Dessa maneira contatamos que não estamos sozinhos apenas com o que vemos, mas que existem outros planos paralelos, com os quais temos trocas energéticas de grande magnitude, que podem ser compreendidas não só no plano da astrofísica mas como também dentro da metafísica no estudo da espiritualidade.


Todas as manifestações do Universo são baseadas na inteligência, seja ela de individualidades pensantes ou de grupos coletivos, mas sempre dentro das emanações vibracionais, que regem a evolução e o movimento atômico. Lembremos que os átomos são pequenas partículas que constituem e caracterizam todas as manifestações do universo, dentro dos diversos planos existenciais. Assim podemos definir a grosso modo, que tudo aquilo que designamos como universo, com todas as manifestações astrofísicas[1] são parte integrante de uma consciência muito maior, ainda desconhecida em sua totalidade, mas que a maioria das consciências com que tenho travado contato, a designam como A FONTE QUE TUDO É (DEUS). Para podermos digerir melhor o comportamento dessa parte divina, conhecemos pouco através da palavra UNIVERSO ou GALÁXIAS, teremos que regredir muito no tempo, em épocas onde ainda se estruturavam outros planos que determinaram a disposição espacial e multidimensional de uma parte desse gigantesco corpo cósmico, que atualmente é constituído por 7 SUPERUNIVERSOS, os quais são controlados por um centro administrativo misterioso para a maioria das consciências multidimensionais de todos esses Superuniversos.

A estrutura conhecida atualmente pelas hierarquias espaciais sobre a formação dos nossos Superuniversos, ainda é remota e incongruente, devido a ela ser complexa e pouco conhecida, mesmo para as altas hierarquias. Isso se deve a grande defasagem temporal e dimensional que existe entre a origem desses universos e as primeiras manifestações inteligentes, que atualmente são os Anciões dos Dias, que trabalham diretamente com a FONTE QUE TUDO É, demonstrando que essa fonte é apenas mais uma peça desse gigantesco quebra cabeças cosmogênico no qual estamos inseridos.


A FONTE QUE TUDO É possui várias manifestações multiexistênciais, as quais não possuímos referencias diretas, isso foge a nossa capacidade de captação, mas posso colocar da seguinte maneira, que todas as manifestações, que já são gigantescas, dentro daquilo que conhecemos como os 7 Superuniversos, são apenas uma parcela da totalidade dessa consciência Suprema. Como essas manifestações não podem ser tratadas diretamente em nosso plano, haja visto, que somente seres que estão habitando um plano de consciência da 12ª dimensão podem captar e processar essas informações, que pertencem a seres que habitam outras dimensões acima do Universo Teta, tenho que transcodificar aquilo que me foi autorizado transcrever e que fui capaz de compreender.



Essa parcela de DEUS que se encontra manifestada dentro daquilo que designamos como o cosmos, foi criada pelo poder do pensamento direcionado dessa Mega-Consciência , que precisava gerar um processo evolutivo energético, para evitar a estagnação de um setor importante da sua estrutura energética. Essa estrutura energética poderia ser compreendida como sendo o corpo físico de DEUS, isso somente como meio comparativo e simplista, para que possamos fazer um alcance sobre a necessidade de criar os nossos cosmos. A energia gerada pelos 7 Superuniversos é de importância vital para o bom funcionamento de outros centros energéticos desse Mega-corpo designado de DEUS. Mas era preciso que esse novo centro que comporia os nossos 7 Superuniversos fosse auto-suficiente e pudesse se auto-gerenciar para que sempre estivesse requalificando a suas constantes energéticas dentro dos diversos planos que eles deveriam manifestar. Sendo assim, Deus criou um centro administrativo ou um banco de dados que gerenciaria por completo todas as funções desse futuro e eterno campo evolutivo, que forneceria uma nova fonte energética para o corpo de DEUS. Esse centro administrativo foi designado de HAVONA, o qual representa o nosso elo de comunicação com outra realidade daquilo que nós acreditamos ser DEUS. Esse centro não é DEUS como tem sido vinculado por outras fontes, mas sim um lugar onde estão milhões de manifestações com amplo poder de criação em todas as dimensões que conhecemos, isso os torna DEUSES-CRIADORES, mas eles também possuem uma outra fonte acima deles. Na verdade existe uma grande pirâmide evolutiva acima de todas as manifestações de consciência que atuam em nossos universos. Estas hierarquias Supra-Dimensionais, que podem interagir entre estas realidades que formam aquilo que chamamos de DEUS, costumam estar dentro de HAVONA, mas também podem transpor os portais para a outra realidade que existe da FONTE QUE TUDO É. Minha tarefa é desenvolver as realidades que são pertinentes aos 7 Superuniversos, dentro dos quais o nosso que representa o Sétimo Superuniverso conhecido como ORVOTON.



Como inicializei este tema, as informações que me transmitiram sobre a estrutura e a motivação que levaram a geração destes 7 Superuniversos, foi a necessidade de criar um gigantesco corpo, capaz de gerar sua independência evolutiva e que pudesse crescer dentro de uma lei que possibilitasse a todas as manifestações que nelas se estabelecessem a possibilidade de regressar as outras realidades da FONTE QUE TUDO É. Para tanto foi gerada uma séria de hierarquias e consciências que teriam o trabalho de criar todas as estruturas nas diversas dimensões possíveis, para que o empreendimento fosse perfeito. Essas hierarquias são presentes em todos os planos dos 7 Superuniversos, e possuem a memória quântica desde o dia em que foram gerados, mas não possuem a consciência de suas manifestações em outros planos além dos nossos, pois eles foram gerados a partir do poder mental dessa fonte universal, para inicialmente seguir as ordens e orientações da FONTE QUE TUDO É, recebendo o dom do aprendizado evolutivo, para que com o tempo pudesse se individualizar e seguir suas próprias linhas evolutivas, dentro de parâmetros estabelecidos pela grande Lei.


No inicio a constante multidimensional não estava dividida como é atualmente compreendida, pois só existia o vácuo e um gigantesco emaranhado de energia manifestada nas mais diversas magnitudes que a nossa imaginação pode conceber. Com o passar dos milênios, quando os guardiões adquiriram a necessária evolução e compreensão das necessidades da FONTE QUE TUDO É, foi elaborado o primeiro plano de subdivisão dessa gigantesca energia e de todo o espaço multidimensional que ele ocupava. O tempo não existia como nós o catalogamos e sentimos, são conceitos físicos de corpos limitados. Estamos falando da criação dos Universos, os quais possuem todas as manifestações de vida conhecidas pelas hierarquias multidimensionais.


Os Universos foram separados de acordo com as suas magnitudes e densidades, determinadas pelas emanações energéticas presentes naquele período. Esses Universos ficaram estruturalmente montados pela imensidão do cosmos, ocupando além do espaço físico tridimensional como nós o catalogamos, como também uma séria de outras dimensões e realidades que estão além da nossa percepção pessoal e instrumental. No aprimoramento individual das primeiras consciências que estavam se manifestando diretamente dentro de HAVONA, foram escolhidos os primeiros DEUSES-CRIADORES que deveriam semear e gerar o ciclo evolutivo do primeiro Superuniverso, o qual possuía uma vasta área a ser criada e desenvolvida pelas manifestações que deveriam evoluir dentro do processo elaborado naquele primeiro propósito. As bases desse propósito inicial estavam voltadas para suprir as demandas energéticas de HAVONA no intercâmbio que ela deveria manter com a FONTE QUE TUDO É, principalmente no processo inicial que se processava pela criação de uma nova realidade, que era constituída pelos 7 Superuniversos num planejamento extenso e criterioso. Que embora ainda não estivesse ao alcance da compreensão dos dirigentes de HAVONA, sabiam que teria relevante importância para o outro plano oculto da FONTE QUE TUDO É. Com o desenvolvimento das capacidades criativas das consciências que estavam a cargo da direção central de HAVONA e do 1º Superuniverso, ficou constatado que o processo criativo e evolutivo seria irreversível e que exigiria cada vez mais fontes pensantes. Nesse ponto foram restruturadas as composições atômicas dos planos dimensionais, para permitir que a partir das partículas nucleares, se formassem os minúsculos Elementais com a capacidade de memória quântica, assim todo o universo em seus diversos planos dimensionais, possuam essa nova forma pensante de seres, que a pedido dos Criadores poderiam gerar a individualização de novas formas de pensamento. Para ajudar nesse processo a FONTE QUE TUDO É, enviou uma energia adicional, para gerar assim as primeiras MÔNADAS CÓSMICAS, que deveriam multiplicar-se e gerar sub-partículas, estas por sua vez deveriam segregar-se dentro dos universos, para gerarem novas manifestações, que em busca da lei evolutiva, poderiam atingir novos patamares dentro do planejamento original de HAVONA. A FONTE QUE TUDE É iniciou o envio constante de um fluxo extradimensional de partículas, estas partículas designadas AJUSTADORES DE PENSAMENTO, tem a função de manter a coesão monádica com a sua Origem Divina em todos os planos de consciência conhecidos, eles são o nosso verdadeiro elo de ligação com A FONTE QUE TUDO É. As hierarquias superiores começaram a se formar no desenvolvimento das necessidades existentes, para manter a harmonia e garantir um fluxo constante de energia para HAVONA, assim começou a formar-se a história dos Superuniversos. Os outros Superuniversos foram sendo habitados e desenvolvidos pelo próprio processo evolutivo e crescimento das consciências que neles habitam.


Os espaços vazios do Cosmos foram semeados de Luz nas mais variadas concepções que podemos registrar, cada corpo existente dentro e fora dos planos existenciais, possuem uma consciência pensante, que busca o conhecimento e o caminho de retorno para o Grande Pai-Mãe, que gerou entre outras coisas a necessidade de reagrupar todas as suas partes. Esse processo de busca eterna pelo Deus interno de cada um, é também uma constante dentro das consciências de todas as formas de vida pensantes que existem. Os ajustadores de pensamento possuem uma estreita ligação com esse sentimento, pois eles são provenientes do outro plano além de HAVONA, o que os torna o nosso elixir da eternidade. Estas sub-partículas muito menores que o núcleo do átomo, podem locomover-se a velocidades milhões de vezes superior ao da luz, e já foram registrados em aceleradores de partículas por breves instantes. Outras partículas de importância vital na estruturação da matéria como fonte estável de energia, são os gravitons, que participam da coesão atômica em todos os planos. Os arquétipos construtores dos Superuniversos e suas distintas dimensões, trabalharam nos mais profundos conceitos e ainda continuam a trabalhar para manter tudo em funcionamento. Como todos os universos também seguem a lei da evolução, a mudanças entre as estruturas multidimensionais e suas diversas densidades, precisam ser monitoradas e acessoradas regularmente, assim como o nosso organismo possui diversos componentes que cuidam da saúde, os universos possuem servidores que atuam nesse sentido. A maior parte deles é conhecida atualmente como sendo membros da Hierarquia dos Elohins, mas estes não são os únicos a trabalhar nesse programa. Todos os Superuniversos são programados pelos arquétipos cósmicos no sentido de auto-evoluírem e permitirem as outras formas de consciências existentes participar destas evoluções através de suas participações e impressões nos diversos planos de consciência. Cada entidade individualizada ou coletiva, participa desse programa sem perder a sua identidade e individualidade, essa individualidade só é perdida quando um grande grupo de mentes evoluídas se fundem e formam uma consciência coletiva, na forma de uma grande e poderosa Mônada. Nesse instante a nova consciência coletiva passa a ser a nova individualidade conjunta, pois as suas necessidades de evolução e aprendizagem são as mesmas, por esse motivo existem milhares de Mônadas distintas, cada qual com as suas características a partir da diversas centelhas evolutivas que a formaram. Quando as diretrizes e processos evolutivos estavam determinados e prontos a serem seguidos pelos novos participantes, foram inicializadas as segregações espirituais das antigas Mônadas Cósmicas, estas se dividiram e enviaram suas partículas pensantes aos diversos planos que dispunham em seus Superuniversos na ocasião, assim começa a jornada espiritual evolutiva, que culminou na colonização e renascimento de todos os Superuniversos a medida que novas formas e idéias iam sendo geradas. Cada Superuniverso foi semeado utilizando os conhecimentos e experiências anteriores provenientes dos mais velhos. Assim esse processo ocorreu seqüencialmente. Portanto o nosso Superuniverso de Orvoton é o mais recente dentro deste processo evolutivo. Ele conta com a participação de bilhões de entidades espirituais que evoluíram nos diversos planos dos outros Superuniversos. As entidades que atingem a suprema evolução dentro do topo de cada Superuniverso, retornam a HAVONA e podem escolher o novo caminho a trilhar, muitos atravessam o portal para a outra realidade da FONTE QUE TUDO É, mas muitos resolvem continuar e ajudam no desenvolvimento das novas fronteiras a serem descobertas e experienciadas nos milhares de planos existenciais que irão a criar nessa nova aventura de consciência que todos passamos. Os Superuniversos são divididos em setores para facilitar a administração, pois sendo verdadeiros gigantes, a sua colonização ocorre setorialmente e seqüencialmente, para gradativamente serem exploradas todas as potencialidades que eles podem oferecer para seus habitantes.



Gráfico dos 7 superuniversos, em ordem de materialização nas 12 dimensões da dualidade conhecidas.( Verificar no livro original essas imagens e desenhos.)



Como podemos verificar, o nosso Superuniverso , possui a denominação de Orvoton, é também o que possui a órbita mais externa em relação a HAVONA . Verifica-se que cada Superuniverso é uma esfera, isso explica porque nossas equações matemáticas demonstram que o Cosmos é curvo e não plano como se imaginava até o inicio do século. Cada Superuniverso encontra-se igualmente controlado pelas forças gravitacionais a exemplo do modelo atômico, onde o núcleo atrai os elétrons, estes por sua vez giram ao redor do núcleo a uma velocidade próxima a da luz. O mesmo ocorre com a estrutura dos 7 Superuniversos, mas as leis aqui aplicadas são bem mais complexas, mas a sua base é a mesma que encontramos na atomística e na quântica. Cada Superuniverso sendo independente do outro, precisa do equilíbrio conjunto entre todos os componentes, para garantir a estabilidade e a perfeita emanação dos fluxos energéticos que são constantemente sugados por Havona. Essa energia que Havona capta, é a soma das impressões e experiências de todos os seus filhos. Esse conhecimento é utilizado para alimentar um gigantesco computador multidimensional, que abastece o corpo extradimensional da FONTE QUE TUDO É, esta por sua vez utiliza essa energia em outros processos evolutivos e de manutenção que não são mensuráveis em nossa consciência, mas fazem parte de um elaborado processo Divino que poderemos descobrir quando estivermos nos escalões mais elevados do Universo Teta entre a 10ª dimensão e as subseqüentes. O desenho acima é uma forma simplificada e primitiva de expressar a distribuição dos superuniversos, mas sei que existem orbitas que podem intercalar-se para garantir o equilíbrio cinético do conjunto. Muitas informações contidas no livro Confederação Intergaláctica[2] que fazem referencia aos Superuniversos e a sua distribuição administrativa, serão abordados e esclarecidos no decorrer deste trabalho.

Os conceitos temporais e dimensionais de cada plano existente nesses universos, são particulares ao plano evolutivo de cada consciência participante, ou seja, cada indivíduo que habita esses superuniversos, possui uma referência pessoal com base na sua perspectiva temporal e dimensional, por isso minhas primeiras percepções eram túrbidas, somente quando foi-me permitido abordar os registros akáshicos de Havona por Shtareer, e que comecei a digerir e interpretar as informações lá contidas. Como o nosso conceito espaço-tempo encontra-se baseado pelo ciclo de vida humano, ou seja, este pequeno feixe de tempo medido pelas nossas vidas, verifiquei que os conceitos sobre o tempo do universo são bem mais amplos e abstratos do que eu imaginava. Por exemplo em outras dimensões como na 6ª , o tempo não é medido como nós o fazemos, pois você faz parte do universo como consciência, assim com a imortalidade dentro de sua essência, o tempo deixa de existir, o que importa é a evolução individual e coletiva da sociedade. Digamos nesse plano o que se mede não é o tempo, e sim a harmonização e evolução dos sistemas de consciência da sociedade a qual se faz parte. Nesse estado de consciência o fluxo do tempo deixa de ter importância, pois ele perde a noção quando não se morre.

Um dia de Havona eqüivale a 1000 anos bissextos da Terra, menos 7 minutos e 3 segundos.



Um dia de Orvoton eqüivale a 30 dias da Terra. No sistema temporal utilizado e padronizado por muitas inteligências extradimensionais, foi adotado um ciclo de 100 dias para cada ano. Assim 1 ano de Orvoton corresponde a cerca de 3000 dias terrenos, menos 22 minutos, o que se aproxima a 8 anos e 1/5 da nossa escala temporal. Como vemos as referências são bem distintas, e encontram-se baseadas na concepção de vida e amplitude mental de hierarquias superiores. Pelas informações captadas o processo de criação de Havona foi bem demorado, algo em torno da alguns milhões de anos de Havona, posteriormente a criação dos 7 Superuniversos tomou outros milhares, de anos, totalizando uma cifra que me parece ser de 3 bilhões de anos de Havona. Isso eqüivale a 1012 em nossa escala temporal, assim o tempo de vida do nosso conjunto universal possui 3,0 x 1012 septilhões de anos. Como nosso planeta se encontra dentro de um Universo Local, denominado Nebadon, este sim possui algo em torno de 25 bilhões de anos terrenos, e tem sido a cifra calculada pelos astrofísicos nestes últimos 20 anos. Assim estas medidas temporais não podem ser mensuráveis a nossa consciência e equipamento instrumental, pois eles fazem referencia a própria estrutura da luz e de toda a matéria existente nas múltiplas dimensões de Orvoton, assim não podemos calculá-la, não com os nossos meios técnicos, mas através do poder mental, da nossa capacidade de penetrarmos dentro da própria estrutura molecular e buscar dentro da memória quântica de cada átomo a resposta. Isso nos da uma idéia da evolução do espirito dentro de todas as possibilidades vivenciais que existem além do nosso pequeno universo, isso sem falar da nossa diminuta galáxia, que contem cerca de 100 bilhões de corpos estelares e um número bem maior de planetas, a maioria habitados por alguma manifestação pensante em distintos planos de percepção. Dessa forma considero aproveitável direcionar este trabalho para uma tônica mais proveitosa em relação as nossas duvidas sobre os meios evolutivos das entidades espirituais em todos os cosmos.



Fluxo representanto as hierarquias e seu funcionamento, que deve ser adquirido no livro original, junto a editora Madras por encomenda.

1) Cada Superuniverso será habitado e vivenciado no plano Internel até a completa estabilidade das estruturas cósmicas nele existentes, isso durante eons. Esse processo compreende os processos evolutivos e involutivos que cada grupo ou consciência individual efetue dentro da jurisdição de cada Superuniverso.

2) Os subgrupos de DEUSES-PERSONIFICADOS criam as Mônadas impessoais, estas passam a ocupar pontos do futuro processo evolutivo nos planos multidimensionais, gerando inclusive os novos Universos locais, isso porque a sua evolução já lhes permite ingressar em um novo ponto do Superuniverso, criando e experienciando novas fronteiras, que antes não tinham sido abordadas. Assim são gerados os novos universos, entre eles temos o nosso de Nebadon, regido pela Ordem do ANJO MICAH.


As Mônadas impessoais são na verdade formadas pela junção de uma grande número de inteligências do plano Internel, ou seja, aqueles que não possuem forma, somente energia, são incriados pelo nosso ponto de vista, mas possuem o poder de transmigrar todas as dimensões existentes nos Superuniversos, são aquilo que costumamos chamar de DEUS, mas entendam que são muitas Mônadas, portanto existem milhões de DEUSES que se enquadram nesse contexto. São capazes de formar e criar universos locais como o nosso, dentro dos quais verificamos que existem milhões de galáxias e outros corpos astrofísicos. A necessidade de assimilar experiências e conhecimento, torna a evolução uma constante na existência dessas fontes de energia. Assim elas se subdividem e criam bilhões de micro-partículas que deverão densificar-se nas mais variadas formas da existência e gerar vida, essa vida pode ser compreendida na mais ampla expressão da palavra. Esses seres individualizados são assistidos e orientados pelas hierarquias espirituais que trabalham diretamente com os fluxos monádicos, normalmente foram reconhecidos como Hoste Arcangélicas, que são na verdade seres do plano Internel, que já evoluíram dentro dos parâmetros monádicos de outros universos, assim eles passam a ser nossos guardiões e guias.

Todos os fluxos de vida existentes nas diversas camadas, dimensões e densidades de um universo, seja ele qual for, tem que regressar a sua fonte, para poderem assim migrar para uma nova etapa evolutiva, isso se repete até que essa Mônada adquira o direito de regressar para Havona, no entanto esse processo é bem mais longo do que imaginamos, pois a vastidão existente entre os universos e a riqueza de experiências, aliados a intemporalidade desses planos, faz com que o processo seja incomensurável para entidades que se encontram em dimensões abaixo da 9ª, ou seja, seres pensantes que ainda não ingressaram no Universo Teta. Esses ponto isolados de consciências individualizadas, que após a evolução pelos milhares de pontos focalizados por seus espíritos nas mais diversas formas de manifestação de vida, vão adquirindo experiência e assim conseguem evoluir para outros planos mais sutis, acabam por unificar-se em pequenos grupos, que muitas vezes designamos como seres de consciência coletiva. Essas consciências passam a representar uma nova escala intermediária capaz de auto gestão, contendo novas subdivisões de acordo com a vibração molecular dos seus “corpos sutis”.


Fluxo administrativo das hierarquias criadoras

Nesse processo acima descrito, no qual as diferentes dimensões são expostas, onde a sua divisão é apenas uma questão vibracional dos átomos, que se estabilizam em diferentes planos da constante temporal e portanto vivencial para cada plano de consciência nela contida, temos como ápice evolutivo a Consciência Crística, esta por sua vez irá incorporar a Divina Presença EU SOU. Mas o que vem a ser esta Divina Presença, ela simplesmente é a união evolutiva no plano Internel de todas as experiências bem sucedidas daquelas pequenas partículas, que estavam individualizadas. A Divina presença é na verdade uma forma individual de consciência, com plenos poderes de decisão, que habita esferas acima da 7ª dimensão do ser, e portanto esta em contato com os planos monadicos superiores, tendo ela o direito de escolher qual o seu novo campo de atuação, entre eles o regresso a sua Mônada de origem. A Divina Presença Eu Sou, pode contudo se subdividir e criar outras realidades evolutivas e aguardar o seu retorno, como acontece normalmente, essa escolha é feita, pelo motivo que como Consciência Divina Multidimensional, ela possui uma maior compreensão dos planos pelos quais evoluiu, o que nem sempre ocorria antes, dela se integrar coletivamente. Essa consciência coletiva que já mencionei é a que forma a Divina presença Eu Sou, pois ela é feita de partículas multidimensionais originárias do mesmo princípio Monádico.


EU SOU

CRISTO

CORPOS INFERIORES NÃO TRIDIMENSIONAIS

CORPOS INFERIORES TRIDIMENSIONAIS

MONADA ADMENSIONAL ATUANDO NA 1ª DIMENSÃO


Notamos o porque da importância da simbologia do círculo. Ele representa o nosso ciclo evolutivo setorial. Também pode ser aplicado as Mônadas para com Havona.

FONTE : http://br.geocities.com/conscienciacosmica/cosmogenesis2.html

A VOZ DA FRATERNIDADE



Uma mensagem de Jesus/Yeshua, canalizada por Judith Coates
5 de Maio de 2009


Amados, eu desejo lhes falar sobre a voz da Fraternidade. Ela tem sido conhecida como a Fraternidade Branca. Ela tem sido conhecida como a Fraternidade da Luz. Há uma Fraternidade? Sim, há. Deveríamos chamá-la de Fraternidade ou Irmandade? Nós podemos chamá-la dos dois modos, porque ela não tem gênero, verdadeiramente. Mas para a sociedade patriarcal através das gerações, ela tem sido conhecida como a Fraternidade.

Os seus Eus Superiores têm comunhão com a Fraternidade. Agora, falamos muitas vezes que vocês fazem um milagre mais maravilhoso ao se focarem no eu menos elevado - a personalidade, o corpo desta encarnação. Vocês fazem um milagre a cada momento que diz: "Este é quem eu sou, esta personalidade, este corpo, esta carreira, isto é quem eu sou", excluindo todo o resto do que vocês são. É verdadeiramente um milagre da criação que vocês fazem. E, entretanto, vocês se educaram a fazê-lo com uma precisão, momento a momento, que faz com que pareça um continuum, e é um milagre.



Houve um momento em que lhes falei do Conselho do Um. O Conselho do Um é também a Fraternidade ou a Irmandade. Assim talvez seja melhor falar dele como o Conselho do Um, porque todos vocês têm um lugar neste mesa redonda. Não há um lugar superior ou inferior; há uma mesa redonda, o mesmo que Um (One) está em sua escrita com um O - Omega.

A voz que lhes fala será mais e mais compreensível enquanto o tempo prossegue. Vocês já determinaram que querem saber "Do que se trata a vida?" Vocês já determinaram que querem saber: "Como podemos trazer mais harmonia, mais compreensão minha e dos outros", como vocês o colocam, "Como posso trazer mais e mais compreensão aos meus relacionamentos e ver a igualdade de cada ser divino que está encarnando como um ponto de luz?"



Pois isto é verdadeiramente quem e o que vocês são: um ponto de luz. Nós falamos como vocês fazem o milagre da fusão da luz em uma forma mais densa para criar o corpo. Eu estava aqui, como vocês, quando a nossa Mãe sagrada, a Terra, se tornou um ser denso. Nós, como um, criamos a nossa Mãe sagrada, a Terra, a terra em que tantos irmãos e irmãos vivem neste dia e tempo e tomem por certo que ela estará lá quando eles abaixarem os pés.

Se eles fossem compreender que a nossa Mãe sagrada, a Terra é tão leve como eles são e que há um milagre a cada vez que eles abaixam os pés, que há algo embaixo dos pés que se torna mais denso neste momento, e que pode não ter sido denso no momento anterior; se eles compreendessem isto, eles permaneceriam em reverência pela energia divina do ser.




Ela era sólida há um momento? Na verdade, não. Isto deixa a mente um pouco perplexa, pois não é o que lhes foi ensinado através das gerações. Mas vocês fazem a sua própria criação, momento a momento. E o Um que vocês são, a voz da Fraternidade, do Conselho do Um, a voz que os está chamando, mais e mais sonoramente, para reservarem um momento para ouvir; para reservarem um momento para inalarem intensamente a inspiração do ser divino; a possibilidade que isto que parecia ser denso - o corpo, a nossa Mãe Terra sagrada, os relacionamentos que pareciam ser densos - são na verdade muito maleáveis, muito instáveis, e isto vocês podem mudar.

Vocês podem mudar a si mesmos e podem mudar o que está acontecendo a sua volta. É poderoso quando vocês começam a lembrar O que vocês são; não apenas quem vocês são, porque isto os traz novamente ao sentimento de que vocês são um determinado personagem. Mas quando vocês começam a lembrar O que vocês são, a extensão do Criador, do Ser Criador. Pensem em si mesmos avançando, criando momento a momento a cadeira em que estão sentados, criando momento a momento o veículo que dirigem, criando momento a momento a realidade em que vocês dizem viver, e quando vocês param, e ouvem a Voz, muda tudo a sua volta.




E então vocês começam a viver de um espaço de luz, de alegria. Vocês começam a viver de um espaço que diz: "Isto é uma realidade. O que me suceder em um dia, tanto quanto experiências, isto é parte da realidade, mas não é toda a realidade, e eu posso compreendê-lo em um contexto maior, pois eu ouço a voz do meu Eu Superior, a voz que não está ligada ao corpo ou a esta realidade."

Agora o modo habitual de observar as coisas é fazer um julgamento instantâneo, e isto lhes tem servido muito bem por gerações e eons de tempo, porque isto lhes permitiu defender, manter no mesmo estado de ser que o que vocês pensavam que fosse importante - o corpo, o lugar de moradia, os amados.

Mas vocês também viram que estão repetindo padrões, e com a compreensão que vocês estão repetindo um padrão - vocês têm até um ditado neste mundo que a história se repete - quando vocês compreenderem que há um padrão repetitivo, há o momento de despertar. Este é o momento em que vocês começam a perguntar: "O que mais está acontecendo aqui?" Este é o momento em que vocês ouvem a voz da Fraternidade.


Agora, todos nós somos mestres iguais. Isto é muito, muito difícil de aceitar, pois vocês se vêem apenas como humanos. E não lhes foi ensinado pelas suas autoridades religiosas/filosóficas que somos iguais. Todas as ordens religiosas/filosóficas tiveram um grande professor a quem eles ouviram no início, do qual assimilaram algumas das grandes idéias, e então enquanto o tempo passava, o professor era elevado a um pedestal, acima das pessoas comuns.

Mas a Verdade é que todos somos mestres iguais, todos são extensões de Vida em várias formas e compreensões.

Agora, isto nos leva a um ponto muito interessante. "Eu precisarei - como eu compreendo a realidade - eu precisarei ouvir a voz? Haverá mudanças acontecendo onde eu pedirei e precisarei compreender mais do que apenas o que parece estar acontecendo?" Sim. O seu mundo agora está passando por uma grande mudança e estará continuando a passar por tal mudança nos próximos doze meses que vocês quererão recusar, vocês precisarão de, para manter a sua sanidade em relação a vocês - ouvir a voz da Fraternidade, do seu Eu Superior, o seu mestre.

Vocês procurarão a voz, a tranqüila, a pequena Voz que foi escrita em suas Escrituras Sagradas, e perguntarão: "Como eu posso perceber isto de modo diferente? Como eu posso compreender o que está acontecendo, e onde está o meu lugar nisto?




Vocês quererão conhecer a voz da Fraternidade que é afastada o suficiente do espaço do observador do qual falamos muitas vezes, para o espaço do Observador onde a cena total pode ser vista, a cena sagrada - w-h-o-l-e/ h-o-l-y- , (total/sagrada) toda a tapeçaria do que está acontecendo, não apenas dois ou três fios da tapeçaria, mas sendo capazes de apoderar-se de toda a cena e ver que fio vocês são, e ver como vocês tecem com os outros fios para criar na evolução mais maravilhosa da consciência humana a lembrança da divindade.

É para isto que vocês estão trabalhando: o espaço da lembrança da Consciência da Divindade que lhes permite ser a extensão e a expressão da divindade, mesmo em uma realidade que não acredita que poderia haver intervenção divina.

Intervenção Divina? É você. A cada vez que vocês escolhem ouvir a Voz, a cada vez que escolhem chegar a uma compreensão mais elevada de quem e o Que vocês são e quem e o Que os outros irmãos e irmãs são, vocês fizeram intervenção divina. Vocês permitiram ao poder do mestre que vocês são, descer na vibração o suficiente para criar a densidade de um corpo, viver em uma realidade que ainda diz que é densa. "Ei, eu sou o mestre que está criando momento a momento. Eu estou criando este corpo, esta experiência, esta realidade."




E neste momento tudo tem que mudar. Neste momento de compreensão divina do Que vocês são - o mesmo que Eu sou, o Cristo - isto é intervenção divina em seu nível mais elevado. O seu Cristo vive nesta Terra e pode vê-la novamente em sua beleza, em sua beleza original como o Ser de Luz que Ela é.

Permitam-se ser a intervenção divina que limpa a Mãe Terra sagrada através dos seus pensamentos e de suas ações. Permitam-se a viver com alegria e a apreciarem o Ser de Luz que trouxemos à forma manifesta cooperativamente como a sagrada Mãe Terra. Neste mês, no qual algumas culturas honram a Mãe, honrem e reconheçam a sagrada Mãe Terra e a sua Luz. Reconheçam a sua Voz, chamando-os.



É a vida simples da confiança, ouvindo a Voz que lhes permite saber que vocês não estão confinados a esta realidade. Durante as mudanças e revoltas que estarão acontecendo nos dias que se aproximam, se vocês estiverem bem no meio delas e se concentrarem nelas, vocês ficarão perturbados, também, pelo menos emocionalmente.

Quando vocês se permitirem ouvir a tranqüila, a pequena Voz, a voz da Fraternidade, a voz do Conselho do Um, a voz do Mestre que vocês são, vocês tomarão uma respiração profunda e permitirão; não julguem.

Não julguem, a fim de que não sejam julgados, porque neste momento vocês são julgados, pelo seu próprio julgamento. Permitam-se a ouvir a voz do mestre que vocês são, vejam tudo de um espaço de luz. Permitam até as moléculas daquilo que parece ser denso, se expandirem, de modo que possam ver a luz entre cada molécula, a luz que está entre cada palavra que é expressa, cada pensamento que é pensado, cada escolha que é feita. Permitam-se a se focarem na Luz. E isto, amados, lhes trará o Lar. Venham ao Lar até mim.

Assim seja.

Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br
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http://www.luzdegaia.org/joshua/judith/fraternidade.htm
Pedro Coelho
http://www.luzdegaia.org/

O Universalismo


O universalismo é uma flor que brota no coração do homem
Quando este começa a entender que todos os seres fazem parte de um único Ser Supremo.
Universalista é união, tudo que faz quebrar a ilusão da separação é universalista.
O amor é universalista, pois recebe a todos de braços abertos.
O sol é universalista, pois brilha para todos.
A lua ilumina a noite para todos.
As estrelas brilham para qualquer alma que erga seus olhos aos céus.
As águas correm em sentido único.
As ondas do mar não mudam seu percurso, independentemente do observador.
A natureza é como Deus, e é Deus.
Todo e qualquer um que segue as leis do amor é universalista, mas é preciso entender o que é ser universalista pois, se você defende o universalismo, deixou de executá-lo.
O universalismo não diz o que é melhor, não impõe, não julga, faz como estrela, brilha para todos sem perguntar o que acham.
O universalismo entre vocês hoje é uma semente plantada no coração do homem observador, que teve coragem de sentir o calor do sol, de erguer a cabeça nas noites de lua em direção às estrelas, brincou com a espuma das ondas e abandonou-se nas águas do mar, ao menos todas as vezes que pode.

Irmãos de Órion.
Mensagem recebida em 01/08/99.


BRANCOS - ÍNDIOS - NEGROS



BRANCOS DO NOVO MUNDO

Nas formas de vida coletiva, podemos assinalar dois princípios que regulam as atividades dos homens: a do aventureiro e a do trabalhador. O trabalhador é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, e não simplesmente, o triunfo a alcançar. É adepto do esforço lento e persistente, que mede todas as possibilidades do desperdício e sabe tirar proveito do insignificante. Seu campo visual é naturalmente restrito. O aventureiro se comporta de maneira diversa, suas qualidades são audácia, imprevidência, irresponsabilidade, ócio e instabilidade. O seu objetivo primordial é a recompensa imediata. Dispensa, como secundário, todos os processos e esforços intermediários. Ele despreza o que não tem perspectivas de rápido proveito pessoal. Ou seja, seu ideal será colher o fruto, sem plantar a árvore.

Na obra de conquista e colonização dos povos do novo mundo, notadamente na América Latina, coube ao tipo trabalhador papel muito limitado, quase nulo. O que prevaleceu, aqui, foi o tipo psicológico do aventureiro, em busca de fortuna rápida e fácil. Entretanto, depois de séculos de adaptações e sofrimentos, são esses imigrantes brancos que aqui se fixaram e se confraternizaram com as raças nativas, que se predispuseram a abraçar os ideais necessários à formação da Sexta Raça Raiz. Esta confraternização não é requerida, essencialmente, através do cruzamento étnico, acima de tudo, é psicológica, onde as barreiras da ilusão da separatividade foram, ou estão sendo, paulatinamente vencidas, conforme a resistência e o nível evolutivo de cada um.


ÍNDIOS

O povoamento da América iniciou-se no período glaciário, época em que a Terra foi tomada por grandes massas de gelo. Nesse período houve imigração de raças neolíticas na América, correspondentes à idade da pedra-polida, quando as raças brancas, que viviam na Europa, estavam em plena idade paleolítica, da pedra lascada. Em conseqüência, as raças amarelas que aportaram nas Américas, vindas da Ásia, eram mais adiantadas do que as raças brancas da Europa. As três raças básicas da humanidade se misturaram no continente americano: a negra, a branca e a amarela, sendo que esta última aportou na América do Sul.

Existem abundantes provas de que os japoneses naufragaram no novo continente, mesclando seu sangue com as populações costeiras da América. Os aborígines da Oceania, ou seja, os descendentes dos rutas, também chegaram ao continente americano. Tais elementos étnicos contribuíram para constituir as populações americanas, e uma vez misturadas, através das migrações e das lutas, deram nascimento às populações indígenas, naturais da América.

A pretensão de agrupar a população indígena da América do Norte numa única raça particular, os peles-vermelhas, há muito perdeu o fundamento, pois os aborígines americanos são mistos, compostos de vários elementos étnicos diferentes. As raças mistas da América são distribuídas geograficamente pelas três Américas: Setentrional, Central e Meridional.

As raças da América Setentrional são representadas pelos seguintes grupos:
1- Atabascanos, os quais compreendem os chapaios (chippeyas) e os apaches.
2- Puebloanos, com índios pueblos, do Novo-México, os comanches e os moquis.
3- Oréganos.
4- Californianos.
5- Mississipianos, com tribos choctaus (chaktahs), criques (creeks) e os seminoles.
6- Missourianos, com os índios paonis (pawnees), sioux, dakotahs, osages e os iowas.
7- Pensilvanianos, com tribos algonquis, abenaquis, ienapes e delawaris.
8- Canadenses, com tribos iroqueses, huronianos e cheroquis (cherokeee).
9- Mexicanos, com índios zapotecas, otomis, chichemecas e os astecas.


Os chapaios e os apaches, pertencentes à família atabascana, e os chinuques, da família oregonana, habitavam o norte da Califórnia, entre o Pacífico e as Montanhas Rochosas. Tinham a pele menos acobreada dos que os índios peles-vermelhas, eram de menor porte e rosto largo. Os chinuques tinham o costume de deformar a cabeça desde a infância.

Os puebloanos, incluindo os comanches e os moquis, viviam nos confins do Texas, entre os sioux e os mexicanos.

A família californiana apresentava caracteres das raças negras, amarela e branca: a pele é castanho bem escuro, os malares salientes, lábios grossos, olhos profundos, cabelos longos, lisos, grossos e escuros. Atualmente é uma raça das mais misturadas, sendo que a influência européia foi equilibrada.

A família mississipiana: chactas, criques e seminoles ocupavam o território incluído entre os comanches e o oceano Atlântico. Algumas tribos habitavam os limites do Arkansas, enquanto os seminoles viviam na Flórida.





Foto: mulher sioux

Os costumes desses povos, que foram desaparecendo quase totalmente, à medida que eram expulsos pelos brancos invasores, ficaram relegados ao reduzido território indígena, demarcado pelos novos donos do continente americano. Cabe-nos ressaltar, que os indígenas norte-americanos sempre se revelaram bastante inteligentes, porém eram também igualmente indolentes.

As famílias mexicana e guatemalteca, como indicam seus nomes, ocuparam o México e a Guatemala. Eram considerados mestiços de grupos vindos da Califórnia e da América Central, respectivamente. A família mexicana compreende os zapotecas, chichemecas, astecas e os otomis, estes últimos considerados um dos mais antigos povos da América.

Os astecas são uma das populações mais conhecidas, pois criaram uma esplêndida civilização, deixando no México tantas provas do seu engenho, alem da construção da cidade deste nome. Os astecas eram seres pequenos e deformavam a cabeça, como os chinuques, mas sem dúvida eram povos inteligentes. Oriundos do noroeste, o povo asteca iniciou a sua formação, fixando-se em pequenas ilhas do lago Texoco.


Os mexicanos são uma raça mista, onde o sangue europeu interveio, principalmente depois da chegada dos conquistadores espanhóis. Até bem pouco tempo atrás, ainda se encontrava algumas populações selvagens. Entre as tribos mexicanas destacaram-se, principalmente as seguintes tribos:
- Olmecas, a aproximadamente VIII AC, estabelecidos ao lado do golfo do México.
- Tarascas, na costa do Pacífico, mais a oeste.
- Teotihuacan, no planalto central mexicano.
- Zapotecas, do monte Alban.
- Mixtecas, que sucederam os zapotecas no monte Alban.
- Huaxtecas, que viviam ao norte do golfo do México.
- Totonacas, do centro do golfo do México, correspondendo ao estado de Vera Cruz.
- Maias e astecas, já descritos.



( Monte Alban)

Na América do Sul, os aborígines também se mostraram como raças mistas, misturando-se em numerosas famílias:
1- Família peruana - aimarás, quíchuas, incas e araucans.
2- Família pampeana - charruas e puelches.
3- Família chiqueteana - chiquitos.
4- Família patagoniana - tehulches ou patagões, fuengianos e iacãos.
5- Família antisiana - iuracares e bolivianos.
6- Família guarani - lengoas, caraíbas, botocudos, coroados, tupi.

1-Família peruana _ aimarás, quíchuas, incas e auracans. O povo peruano é formado pelas populações indígenas que tiveram no passado sua época de gloriosa civilização. Há representantes da família peruana em todo o Peru, Bolívia e no Chile

Os incas eram adoradores do Sol, fonte de toda a vida, acima do qual reconheciam um Deus, invisível criador de tudo que existe e que os eles denominavam Pachacamac. Os incas formaram uma esplêndida civilização.


Os quíchuas (quéchuas) representam o povo aborígene americano, de raça andina que ajudou a fundar nos altiplanos do Peru e da Bolívia, o império dos incas. Atualmente, os quíchuas perderam a antiga proeminência, conservando-se como simples agricultores e pastores, vivendo em condições quase de miserabilidade.

Os aimarás viviam no alto Peru, representavam velhos índios, antigos habitantes das planícies quentes que costeiam as praias peruanas do Pacífico. Também atingiram alto grau de progresso e cultura, ajudando no nascimento do grande império incaico. Também adoravam o Sol, ao qual dedicavam templos. Obrigados a submeterem-se aos numerosos quíchuas, mais tarde se renderam sem lutas, aos invasores espanhóis e passaram a cultuar o cristianismo, mas conservando determinados ritos da antiga religião, como dançar à frente das procissões.

Os araucans viviam, antes da invasão espanhola, em Araucânia, região do Chile médio, entre os Andes e o oceano Pacífico. Mais tarde submeteram-se ao governo do Chile, dividindo-se em quatro províncias.


2-Família pampeana - charruas e puelches. Os charruas (*) eram aborígenes da América do Sul que preferiram morrer à se submeterem aos europeus. Alguns exemplares muito misturados, ainda habitam o leste do Uruguai. Os puelches e os charruas reuniram-se na família pampeana, habitando entre o estreito de Magalhães e as colinas de Chiquitos, tendo a leste o Paraguai e a oeste os Andes.
(*) O grito de guerra dos charruas, que se deixaram matar em defesa de seus valores era: “Coive ogu ereco iara!” Ou seja: Esta terra tem dono!

3- Família chiqueteana. Os chiquitos eram aborígines sul-americanos, que ocupavam um território entre colinas situadas na parte setentrional do curso do rio Guaporé, ao norte; o rio Paraguai, ao leste; a planície do Chaco, ao sul; e as florestas que iam até o Rio Grande, ao oeste. Eram alegres, dóceis e hospitaleiros.

4 - Família patagoniana - tehulches ou patagões, fuengianos e iacãos. Os fuengianos constituíam populações miseráveis. Os patagões (tehulches) habitavam no sul da Argentina, desde o rio negro e o estreito de Magalhães. Os iacãos viviam no território argentino da terra do Fogo, na cadeia montanhosa que vai de Sarmiento ao monte Darwin.


(Patagonia)

5 - Família antisiana - iuracares e bolivianos. Os iuracares e os guaraios, integrantes da família antisiana, ficavam espalhadas nas regiões quentes e úmidas da vertente oriental dos Andes bolivianos e peruanos, desde seus verdadeiros contrafortes, perto de Santa Cruz de La Sierra. Os bolivianos foram os habitantes das altas planícies da Bolívia. Atualmente a Bolívia não é muito povoada e seus habitantes são formados por índios e mestiços cholos, além de negros e mulatos. Os brancos são minoria. Praticam a religião católica

6 - Família guarani - lengoas, caraíbas, botocudos, coroados, tupis. Os lengoas (lenguas) eram selvagens sul-americanos, que viviam entre o Paraguai e a Bolívia. Os caribes (caraíbas) são aborígines que habitavam todas as ilhas chamadas pequenas Antilhas. Eram temidos pelo seu instinto guerreiro e sua crueldade. Não possuíam templos, nem cerimônias religiosas.

A família Guarani (*), repartia-se desde o Paraguai, as Guianas e as Antilhas. Eram naturalmente sinceros e afáveis, entretanto, era costume de numerosas tribos devorarem seus prisioneiros, para, conforme suas crenças, adquirirem as qualidades dos seus inimigos.


(*) Conta uma lenda indígena que, quando os brancos predadores chegaram no território guarani os pássaros praticamente sumiram, e os índios não tinham mais penas para colocarem em suas flechas. Os índios não podiam mais caçar, devido às suas flechas saíam sem rumo certo de seus arcos. Um pajé rogou à Tupã que os ajudasse. O deus se compadeceu daquele povo e transformou um guerreiro guarani em um belo e grande pássaro colorido. E desse pássaro majestoso, os índios começaram a pegar as penas, que ele soltava pelo chão, enquanto voava pelas alturas. Daquele dia em diante, nunca mais faltaram penas para as flechas, e os índios voltaram a ter sua pontaria certeira. Segundo a lenda foi assim que nasceu Narube, a multicolorida e majestosa Arara.



NEGROS DO BRASIL

A penetração da raça negra no Brasil, como já sabemos, não nos traz boas lembranças, pois esta se deu através da escravidão e esses fatos sempre trazem amargas lembranças para uns e muita vergonha para outros. Entretanto, a subjugação dos negros iniciou-se bem antes de eles chegarem ao Brasil, começou na própria África, pois os maiores escravistas foram os próprios reis africanos.

Com o início da expansão colonial lusitana pela costa norte da África, os portugueses passaram a realizar o comércio de especiarias e negros escravos. Continuando suas expedições expansionistas, os portugueses chegaram ao Brasil. Com a implantação da primeira capital colonial nas terras brasileiras, Salvador, vieram os brancos, cristãos novos (judeus convertidos), dissidentes políticos e religiosos, e também um enorme contingente de escravos negros.

Desafortunadamente, formaram-se centenas de campos de repercussão mental de tristeza, de abandono, de ódio, de desespero e de desejo de vingança, que se disseminaram na nova terra. Junto a esta carga energética de baixo padrão mental, vieram também a magia negra e a feitiçaria. Assim, por ocasião da escravidão nas Américas, junto aos cativos, vieram antigos feiticeiros, que trouxeram consigo seus conhecimentos e seus poderes.


Na África, o feiticeiro passa por uma iniciação dos mistérios da vida e da morte, adquirindo poder de curar ou induzir doenças. Na verdade, eles aprendem a lidar com a energia. Assim como qualquer pessoa, mas em maior escala, eles empregam ou canalizam a energia pelo poder da mente e da ação volitiva, para fins benignos ou malignos, conforme a exigência do momento. Precisamos considerar, contudo, as condições desesperadas em que viviam os escravos, sem nenhuma arma para se defenderem de seus dominadores. Talvez se tivessem sido tratados como seres humanos, a situação energética dos negros, naquela época, pudesse ter sido diferente e a proliferação da magia ou da feitiçaria, não tivesse avançado tanto. Os brancos foram responsáveis pela escravidão de outros seres humanos, trazidos à força para servi-los, de onde tiraram proveito comercial. Mas, paralelamente, adquiriram o carma de também serem alvo da parte negativa dos povos escravizados, entre eles, o feitiço.


No século XVII, a produção e consumo de açúcar ganha gigantesco impulso. Para sustentar essa explosão, foi necessário mão de obra barata e a solução foi traficar mais escravos. O Brasil foi um exemplo negativo para todas as Américas, de como praticar a escravidão com sucesso, enriquecendo a burguesia. Recebia em sua região litorânea do Recife, Rio de Janeiro e Salvador, os navios negreiros carregados de africanos, para serem vendidos como objetos e animais.

O senhor europeu, nesse tempo, demonstrava total falta de sentimento e emoção, a ponto de vender seus próprios filhos, nascidos de negras, como escravos. O interessante é que esse sentimento de afeto paterno, já era bastante marcante, tanto no indígena, quanto no negro. Outro fato bastante interessante era a participação da Igreja na sustentação do sistema escravista negro. A explicação dada pela Igreja era que o negro era descendente de Cã, filho de Noé, que era um amaldiçoado. Assim, o negro, para resgatar seus pecados e alcançar o reino dos céus, precisava passar pelo cativeiro. Em vista dessa conivência religiosa com o regime escravocrata, os representantes eclesiásticos arrumaram uma maneira de acalmarem suas consciências.

Por ter estado entre os primeiros da lista dos países escravocratas, o Brasil igualmente conquistou um dos primeiros lugares nas revoltas dos escravos. Pois, quanto à formação de quilombos, proporcionalmente, o Haiti foi o único país a superar o Brasil.



O Espírito do homem precisa de muito tempo para adaptar-se aos limites do rebaixamento dos seus corpos densos. A liberdade na forma de energia livre é o objetivo final buscado pelo Espírito imortal, que trabalha pela sua evolução. Assim, a ânsia pela liberdade, é inerente à todas as criações e todos os seres do universo. Então, a raça negra reage contra os limites expostos pelo cativeiro, imposto pelo homem branco, e luta pela sua liberdade. Centenas de quilombos se espalham pelo território brasileiro. Mas cedo vem a reação dos escravocratas, que criam tropas formadas por bandeirantes e nativos, com o fim de enfrentar e combater a quilombagem. Entretanto, após longo período de fugas e derramamentos de sangue, surgem os movimentos para extinção do regime escravista. Mesmo, com a resistência dos donos de engenho, por fim, vem a Lei Áurea, de libertação dos escravos. Infelizmente, porém, nos dias de hoje as nações ainda conservam alguns traços do regime escravista de outrora, numa forma de racismo não declarado e de direitos desiguais dos meios de sobrevivência.

Os primeiros africanos que formaram a população negra brasileira, pertenciam à dois grandes grupos: os bantos, trazidos de Angola e os achantis, trazidos da Costa do Ouro, na Guiné ou Nigéria, na região de Benin.

O habitante da Guiné é o tipo que mais representa a raça negra da África. A Guiné tem ao norte o rio Senegal e ao sul, o Zambese, na África Ocidental. Dividiam-se em fantis, yolofes, achantis, bakantes, Iebos e os malikes. Os achantis eram dominados por um rei autocrático e tirano. Viviam na Costa do Ouro, na África Ocidental. O rei deveria possuir 3333 mulheres. Este número de esposas não poderia ser mais nem menos. Eram fetichistas e tinham o costume de sacrificar escravos em louvor a seus deuses, mais tarde esses sacrifícios humanos foram substituídos pelo de animais. Os gaboneses eram vaidosos e irascíveis; suas mulheres eram muito bonitas, e se enfeitavam com vistosos tecidos, colares de pérolas, anéis e jóias de cobre.

A influência desses negros na formação cultural do povo brasileiro (e de boa parte da América) foi imensa. Pois, apesar de terem chegado ao Brasil por caminhos adversos e de forma involuntária, suas contribuições nos campos econômico, religioso e das artes, tiveram um papel bastante decisivo na construção da raça brasileira. O sincretismo religioso, o desenvolvimento das regiões litorâneas, devido à mão de obra escrava nos engenhos de açúcar e café, o conhecimento da agricultura e do extrativismo mineral, garantiram a prosperidade que se fez presente em várias regiões do Brasil. Dentro da arte, os negros trouxeram a pintura, o artesanato e a música afro, que persistem até os dias atuais, como se estivessem impressas no sangue da raça brasileira em formação. É de grande destaque também a contribuição negra dentro da gastronomia que enriquece a mesa do povo brasileiro. Daí vem o gosto pelos sabores picantes e quentes, que predominam na região baiana.


Transmitindo a beleza da vida dos humildes e a capacidade do negro de amar seus irmãos de raça, a poesia negra vence todos os obstáculos, impostos por uma civilização marcada pelo preconceito racial, na sua luta pela liberdade do corpo, do pensamento e do espírito. Os versos negros criaram asas, ignoraram limites territoriais, os açoites e o tilintar das correntes, e se estenderam pelo mundo, combatendo as injustiças e os preconceitos, com o objetivo de estabelecer as verdades essenciais, e afirmando sua mensagem de fraternidade entre os homens, de todas as raças do mundo, sonho dourado da raça brasileira e mensagem do Cristo, expressa no Evangelho.



ÍNDIOS DO BRASIL

Os botocudos, também chamados aimorés, são índios típicos do Brasil. Da mesma família guarani, também tinham o mesmo hábito antropófago. Os coroados também são índios brasileiros, descendentes dos primeiros aborígines do Brasil.

A língua guarani era usada em toda a extensão das antigas províncias do Paraguai e na costa do Brasil, abaixo de São Vicente, Paraná e Santa Catarina. Mais tarde, com o passar do tempo, o guarani veio a ser falado no Mato-Grosso, Correntes e Missiones; Chaco e Formosa; Bolívia, particularmente em Santa Cruz de La Sierra.
Os tupis formam importante família sul-americana, espalhada entre a costa do oceano Atlântico e a cordilheira dos Andes, desde o Amazonas até o Prata, embora agrupados ao longo das praias costeiras, tais como: os iurunas, do Brasil central; os mundurucus e os omáguas, dos limites do Amazonas; os chiriguanos, da parte oriental dos Andes.

As tribos brasileiras da família tupi eram: tupinaés, tupinambás e tupiniquins. O tupi também representa a família de línguas faladas por estas raças indígenas da América do Sul. Com a chegada dos jesuítas, combinaram o tupi com o guarani, e constituíram a língua geral: tupi-guarani, empregada comumente em todo o território ocupado pelas tribos do dialeto tupi.

No Brasil, a exploração litorânea, praticada pelos portugueses, encontrou maior facilidade em decorrência de a costa se achar habitada por uma única família de indígenas, que de norte a sul falavam o mesmo idioma: o tupi-guarani. É esse idioma prontamente apreendido pelos jesuítas, servindo de intercurso com os demais povos indígenas do país.

Há 17 mil anos o Brasil já era povoado pelos chamados Filhos da Terra. Os pesquisadores já conseguiram encontrar provas concretas destas populações, que existiam nas imediações do litoral do Amazonas. Assim como, pelo menos há 5 mil anos, pelo Amazonas, infiltraram-se outros povos vindos pelo noroeste.

Os tupis saíram da Amazônia, dirigiram-se para o vale do Mamoré, há seis milênios atrás. Baseados na crença de que à leste havia um lugar chamado Terra Sem Males, no ano 500 AC, nova levas de tupis partiram em longa migração. Um ramo desce o rio Madeira e localiza-se na Amazônia. Outras tribos tupis subiram o rio Ji-paraná, atravessaram a bacia do rio Prata, chegam ao litoral e são os pioneiros no enfrentamento da colonização. Com a chegada dos europeus, os tupis são forçados à novo êxodo para o oeste. Os tupis são povos aquáticos, excelentes pescadores, nadadores e canoeiros. Em sua expansão, ao largo do litoral brasileiro, os portugueses foram sempre antecedidos pelas extensas migrações do povo Tupi, o que facilitou sua colonização.


Os povos jês chegaram ao sertão do nordeste brasileiro, há quatro mil anos, vindos da costa do Pacífico. Espalharam-se pelo Planalto Central, desde a serra gaúcha e até as margens da Amazônia. Alguns povos jês cultuavam os mortos, o sol e a lua. Os bororos e xavantes cultuavam o milho, como alimento sagrado. Os tapajós ocuparam o baixo Amazonas, desde o ano 1300, sendo dizimados por volta do século XVII. Os marajoaras habitaram a ilha de Marajó, desde 3000 AC. Foi a sociedade mais desenvolvida do período pré-colombiano brasileiro. As incursões dos colonizadores europeus dizimaram essas populações indígenas. As doenças trazidas pelos invasores, a desagregação das tribos, levaram a uma redução drástica destes povos, sendo que centenas foram aniquiladas em sua totalidade.

Em 1511, com a ocupação das terras do litoral brasileiro, o cativeiro dos indígenas se intensificou. Santos torna-se Porto dos Escravos, capturados no litoral e no sertão. A imagem de que os índios são seres falsos, preguiçosos, estúpidos, covardes, sem lei, sem rei e sem um Deus e, principalmente canibais, era divulgada com veemência pelos seus algozes. A escravidão era vista como uma oportunidade para aqueles quase animais serem catequizados e civilizados. Em 1570, a escravidão indígena é vedada por lei, mas o manuseio da mesma lei permitiu que o cativeiro continuasse em ampla escala até o século XIX. Ainda em 1806, na Amazônia, um índio valia tanto quanto um machado. Os Jesuítas combatiam com toda energia a escravidão indígena, e por isto foram hostilizados e até mortos, pelos interessados na continuação do vício da escravidão.

Começam as guerras indígenas contra a escravidão. Os tupis aliaram-se aos portugueses, na guerra contra os franceses, que sugavam do Brasil, todo o pau-brasil. De 1555 até 1567, desencadeia-se a guerra dos tamoios, do Rio de Janeiro a São Paulo, de Cabo Frio a Itanhaém, passando por Ubatuba, Angra dos reis, Uruçumirim, hoje Morro da Glória. Os guayanás, carijós, parte dos tupiniquins, aliaram-se aos portugueses para enfrentarem a revolta dos tamoios. Houve um acordo de paz em 1563, mas um ano depois reiniciaram as guerras, por que continuou a escravidão vermelha (dos índios).

Posteriormente, as guerras indígenas contra o branco escravizador continuaram, conforme segue:
- Guerra da Fundação do Rio de Janeiro, envolvendo os índios da Bahia e Espírito Santo.
- Guerra dos Potiguares, envolvendo índios do Rio Grande do Norte.
- Guerra dos Aimorés, envolvendo índios da Bahia, Espírito santo e Minas Gerais.
- Guerra dos Bárbaros do Açu, envolvendo índios do Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.
- Guerra dos Tupinambás, envolvendo índios do Pará.
- Guerra dos Manaus, envolvendo índios do Amazonas.
- Revolta de Manu Ladino, envolvendo os índios do Piauí, Maranhão e Ceará.
- Guerrilha Mura, envolvendo índios do baixo Amazonas.
- Resistência Guaicuru, envolvendo índios do Mato-Grosso.
- Guerra Guaranítica, envolvendo os índios do Rio Grande do Sul.


Entre os índios brasileiros semi-civilizados, temos os Carajás, que se fixaram nas imediações de Aruanã, rio Araguaia, na região do Bananal, no estado de Goiás. Entre os índios escravizados pelos brancos, estão os remanescentes dos tupis-guaranis, que vivem ainda no litoral de estado de São Paulo. Na serra de Itariri, vivem os derradeiros exemplares das tribos tupis-guaranis. Nos estados de Goiás e Mato-Grosso, viviam enormes populações de aborígenes, os boes-ou-oraris, mais conhecidos por bororos. Esses aborígenes já estão praticamente extintos. No estado de Mato-Grosso, ainda habitam os índios: umutinas, rio dos Bugres e Cuiabá; meinacos, rio Curisevo, afluente do Xingu; caimás, Dourados, sul de Mato-Grosso; xavantes, rio das Mortes; carajás, rio Araguaia; chicuro, rio Culuene e Curiservo.

Finalizando esta primeira parte, podemos dizer que a Europa desenvolveu os valores mentais, relacionados à vida prática, à arte e à beleza. Refinou no homem tudo que pudesse elevar seu nível, distanciando-o, o mais possível, das condições rudimentares de uma civilização primária. O Oriente intensificou as forças subjetivas da mente, despertando nos indivíduos a consciência da elevação mental, que pudessem conquistar como seres viventes. O continente americano, com sua força renovadora, recolheu esses valores de ambas as procedências e cobriu-os como uma casca protetora, preservando e sustentando o grão para o terceiro milênio. A nova mente humana, como que contida nesse grão, traz em potencial, os germens de uma nova vida, poderosa e bela!

Entretanto, para que ocorra esta Nova Era, é necessário que ocorram profundas mudanças no homem e no seu habitat.

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