sexta-feira, maio 15, 2009

A EPOPÉIA DE RAMA


Entre os primitivos ários, o povo que praticamente iniciou algum tipo de culto ao Divino, foi o dos citas ou celtas. Eram mitológicos e politeístas, que erigiram por toda parte, principalmente na Grã-Bretanha, muito antes do advento dos saxões, monstruosas pedras tumulares. Eles encontraram seus deuses nos fundos dos bosques, onde as druidisas, mulheres visionárias, profetizavam. Entretanto, estas, de boas profetisas, tornaram-se péssimas mágicas, ao instituírem sacrifícios humanos, fazendo o sangue dos herolls correrem continuamente sobre os dolmens.


Rama, jovem sacerdote druida, se revoltava contra esse culto sanguinário, pois compreendia que isso traria a perdição de sua raça. Foi então que uma terrível peste caiu sobre os brancos e o inspirado druida viu, nesse flagelo, um castigo dos Céus, pelo culto sacrílego. Um dia estava meditando Rama debaixo de um carvalho quando lhe apareceu em sonho o Deva Náhuxa, que lhe indicou um ramo de visco como o remédio miraculoso para o seu povo. Com essa planta ele começou a curar todos os enfermos. Após isso, Rama foi eleito chefe dos sacerdotes druidas. Imediatamente aboliu os sacrifícios humanos, carreando para si o ódio das druidisas e de outros sacerdotes, que não queriam perder seu instrumento de poder. O povo branco se dividiu, de um lado os partidários de Thor, símbolo do Touro, da força bruta, da era que estava terminando. De outro, os partidários de Rama, cujo símbolo era o Carneiro, indicando a nova era que se iniciava. A luta fratricida era eminente, quando em sonho aparece novamente a Rama, o Deva Náhuxa, que lhe diz: “Tu espalharás o Meu fulgor sobre a Terra e Eu acudirei sempre ao teu apelo - aponta para o Oriente e diz - Segue o teu caminho. Vai!” Rama mandou então acender fogueiras no alto das montanhas durante vários meses, indicando o sinal de emigração para todos que quisessem seguir o Carneiro. Começou, assim, o culto a Agni, o Fogo sagrado.


Guiados por Rama, os árias seguiram para o Oriente, aproximadamente no século XVIII AC. Estabeleceram-se inicialmente no Irã, onde fundaram uma civilização branca. Posteriormente reiniciam sua marcha para a Índia, conforme é narrado no Zend-Avesta, por Zaratustra. Este chamou Rama de Yima, o primeiro homem branco a quem falou Ormuz, o Deus Vivo.

A marcha dos adeptos de Rama era pacífica, porém se defendiam quando atacados. Ao longo do seu caminho, no Irã e no Afeganistão, eles lutaram contra os negros, descendentes dos rutas, com suas fortalezas ciclópicas. Os sacerdotes negros impunham seu domínio pelo terror. Manipulavam energias densas do astral inferior e eram ajudados por seres malignos que tinham a forma de serpentes ou lagartos, que se alimentavam da energia dos prisioneiros brancos dos quais eles exauriam energia. Rama surgia de improviso nos templos negros, subjugando os répteis astrais, soltando os prisioneiros e expulsando os sacerdotes. Foi um confronto da magia branca contra a magia negra.
No século III AC, o poeta Valmiki narrou a epopéia de Rama, no famoso poema Ramaiana, que conta sua luta contra o mago negro Rávana, que havia raptado sua esposa Sita (*). Rama venceu e perseguiu Rávana, até o seu último refúgio, antigo Ceilão, hoje Sri Lanka.

(*) Foi em homenagem á esse épico hindu que o mestre adotou o nome de RAMA-ATIS.

Os árias, guiados por Rama, estabeleceram uma poderosa civilização espiritual na Índia, o Bramanismo, cuja escritura sagrada, em sânscrito, é os Vedas, o Conhecimento Divino. Na sua pureza iniciática o Bramanismo era bastante abstrato e não permitia estátua de deuses e seus símbolos maiores eram Agni, o Fogo sagrado e o suco de Soma, usado cerimonialmente.

Após a morte de Rama, alegando proteger a nova etnia indo-ariana e os conhecimentos bramânicos, os sacerdotes dividiram o povo em castas, identificando perfeitamente a soberba de um tipo psicológico exilado. As principais castas eram as seguintes: sacerdotes-brâmanes; guerreiros-sakyas; agricultores, comerciantes e artesões-vaisyas; servos-shudras. As duas últimas castas eram formadas por não ários. Havia uma quinta casta, denominada de intocáveis ou sem casta.


O povo hindu apesar de seu elevado grau de desenvolvimento espiritual, não aproveitou como devia, o seu acervo de experiências sagradas, pois seus habitantes deixaram tornarem-se orgulhosos. A organização das castas separara o povo para sempre. Pois elas, além de refletirem a hierarquia e superioridade dos ários, dividiram irremediavelmente os habitantes da Índia, no campo social e religioso. Os arianos não se compadeceram das raças atrasadas que encontraram pela frente e, cuja evolução, deviam encarar como seu próprio trabalho regenerador na face da Terra, pelo contrário, desprezaram muitos descendentes dos rutas, como párias da sociedade.

Absurdos sociais continuaram no seio de um povo de Mahatmas, onde os párias, considerados ralé, são obrigados a dar um sinal de alarme quando passam, a fim de que os venturosos se afastem do seu contágio maléfico! O que é de admirar, pois nenhum povo da Terra possui mais conhecimentos sobre as Leis da Reencarnação e do Carma, do que o hindu. E é sob essas mesmas Leis, que o carma se faz sentir. Os soberanos rajás e os vaidosos bem nascidos voltam às mesmas estradas que transitaram sobre elefantes ricamente ajaezados, como mendigos desventurados, exibindo suas misérias e suas indigências e colhendo o mesmo desprezo que ajudaram a semear.


A Índia é, sobretudo, uma terra de contrastes. Os iniciados, os místicos e os Mahatmas, através de seus exemplos de abnegação, paciência, tolerância e pelos seus altos ensinamentos religiosos, criaram um ambiente de enorme grandeza espiritual para seu povo. Até os dias de hoje, todo estrangeiro que visita a Índia leva profundas impressões acerca de sua sagrada atmosfera psíquica.

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TOLTECAS AMERICANOS



Parte dos toltecas que se dirigiu à América Setentrional tinham a sede do seu império no Peru, que foi onde melhor se refletiu o antigo apogeu atlante. Os peruanos, ou os Filhos do Sol, como se autodenominavam, tinham amplas mandíbulas, sua cor era vermelho-bronzeada. Eram de índole franca e alegre e de agudo intelecto. O povo se mostrava, em geral, feliz e pacífico. O regime de governo era a monarquia teocrática, de absoluta responsabilidade por parte da classe dominante.

O reinado tolteca era dividido em províncias, governada por um vice-rei. Estas províncias eram divididas em governos de cidades e distritos menores. Havia uma bem elaborada e rigorosa hierarquia de oficiais do rei. Cada oficial cuidava do trabalho, do contentamento e do bem estar dos habitantes sob sua jurisdição. A tônica do regime era a responsabilidade. Havia forte compenetração do cidadão para com seus deveres com o estado tolteca e para com a coletividade. A maior pena, para reincidências em irresponsabilidades, de quem quer que fosse, seria o desterro.

Os antigos peruanos dedicavam-se à agricultura e detinham bons conhecimentos de agronomia, irrigação e astrologia, a fim de determinar os melhores tempos de plantio e colheita. Tinham celeiros públicos e uma bem elaborada rede de aquedutos para suas lavouras, assim como, uma rede estradas que cobria todo o império. Tinham conhecimentos de metalurgia, com o quais fabricavam suas lanças e espadas, para o exército. Empregavam ferro, cobre, latão e bronze. Possuíam também uma delicada ourivesaria, além de bons conhecimentos de cerâmica. A educação das crianças e o cuidado com os idosos e dos doentes ficavam a cargo dos sacerdotes do Sol.

Os toltecas de maior evolução cumpriram sua missão expiatória na Terra e acabaram retornando para Capela. Seus remanescentes, com o passar dos milênios, entraram em franca decadência de costumes. O que mais pesou na sua decadência foi a crueldade para com os povos limítrofes, tornados seus escravos e a introdução de sacrifícios humanos em seus rituais. Os povos que melhor refletiram o antigo apogeu tolteca foram os maias, astecas e incas.


OS MAIAS

Das três grandes civilizações pré-colombianas conhecidas, os maias são considerados os mais misteriosos devido à sua cultura estar em franco declínio quando da chegada dos espanhóis e também devido a maior parte de sua escrita ter sido destruída pelos frades catequizadores (*). Razão pela qual, as inscrições hieroglíficas deixadas em seus monumentos até hoje não foram totalmente decifradas.

Os historiadores dividem a história maia em dois períodos: de 1000 AC até 600 DC, que foi o período de seu apogeu, onde, da península de Yucatán estabeleceram uma brilhante civilização que se expandiu até a Guatemala, Costa Rica e El Salvador. E de 600 DC, quando começou sua decadência, até a invasão espanhola em 1523.

Os maias desenvolveram suas construções em forma de pirâmides escalonadas, encimadas por templos, que eram também observatórios astronômicos. Em volta das pirâmides desenvolviam-se grandes esplanadas, palácios e necrópoles para a aristocracia, mais adiante se distribuía o restante da população, em habitações de madeira e de barro, com tetos de palha. Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia e matemática lhes permitiu criar um calendário de notável precisão.


Os maias acreditavam descender de um totem, eram politeístas e adoravam a natureza. Cuidavam de seus mortos, colocando-os em urnas de cerâmica. A introdução de práticas cerimoniais sangrentas, a crueldade para com seus escravos e até com seu próprio povo, onde um simples jogo de bola terminava com a decapitação time perdedor, precipitou sua decadência. Além dos seus cerimoniais, eles acreditavam que a autoflagelação dos seus reis os protegeriam nas guerras e os ajudariam a obter boas colheitas. Entretanto nos altiplanos onde se encontravam suas cidades a terra se exauriu e não conseguiu proporcionar a quantidade de milho suficiente para alimentar suas populações, obrigando-as a abandonarem suas cidades e descerem para as planícies, em busca de clima mais quente e úmido.

Quando se deu a conquista dos maias, existiam dois estados distintos: os da península de Yucatán e os da atual Guatemala. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos pelos espanhóis. Os maias de Yucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.



OS ASTECAS

Procedente do noroeste do México, onde viviam como tribos nômades, os astecas chegaram ao vale do Anahuac no início do século XII, fixaram-se em pequenas ilhas do lago Texoco, dominaram as noções de agricultura e absorveram todo o patrimônio cultural dos impérios meso-americanos que o precederam, principalmente dos maias.

Em 1325 fundaram Tenochtitlan, hoje cidade do México, na ilha de Tlatelolco. Até 1340 pagaram tributos à tribo tepaneca, mas formaram uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlan, Texoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas e iniciou sua expansão pela zona ocidental do vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o velho, os astecas tornaram-se um povo temido e vitorioso, seus sucessores ampliaram os limites do império até parte da Guatemala. A confederação asteca organizava-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por parte dos estados submetidos. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, cresceu o descontentamento entre os povos submetidos pela Tríplice Aliança e houve o primeiro contato com os conquistadores espanhóis. Naquela época, o império asteca se estendia por uma superfície de mais de 200.000 km2 e tinha uma população de cerca de seis milhões de habitantes. A capital asteca, Tenochtitlan, era uma vasta metrópole com cerca de 100.000 habitantes, cercada de água e cortada por um labirinto de canais. Possuía casas caiadas, jardins suspensos, grandes templos, edifícios públicos monumentais e enormes praças de mercado.


Os astecas eram seres pequenos e deformavam a cabeça, como os chinuques, mas sem dúvida eram povos inteligentes. Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. O regime asteca era teocrático, governado por um soberano, que era eleito por um conselho de nobres. A sociedade asteca era a dividido em castas, a dos nobres formada pela família real, sacerdotes e chefes militares; o resto da população constituída por lavradores, artesãos e escravos. Alguns membros das baixas camadas livres podiam ascender à categoria de dignitários, graças à bravura nos combates.

Economicamente a civilização asteca se baseou na agricultura e no comércio. Grande parte do vale mexicano apresentava colinas, lagoas e zonas pantanosas que foram adaptadas pelos astecas à agricultura, mediante técnicas engenhosas de drenagem e aterro do terreno. Alimentava-se essencialmente de milho (era tão importante essa cultura que existia até um deus-milho), feijão, abóbora, pimenta e tomate. Em torno do lago Texoco, consumiam-se peixes, crustáceos e batráquios. O chocolate só era consumido pelas classes mais altas.


Os astecas conheciam uma escrita hieroglífica, mas a transmissão de sua cultura se realizou principalmente de forma oral. O seu calendário era herdado dos maias. Seus templos eram de estrutura piramidal, construíram também monumentos diques e aquedutos. Os astecas foram também hábeis artesãos e mestres na ourivesaria. Destacavam-se também no artesanato, na pintura de tecidos e mosaicos, e na lapidação de pedras semipreciosas. Os sacerdotes eram encarregados de orientar a educação dos nobres, estudarem os astros e dirigir as cerimônias rituais. Os astecas acreditavam que só um culto duro e severo podia oferecer segurança, isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras onde capturavam inimigos para sacrificá-los aos deuses. Os principais deuses astecas eram: Tonatiuh, o deus Sol, Quetzcoaltl, a serpente emplumada e Huitzilopochtli, o deus da guerra.


OS INCAS

O império inca se desenvolveu também baseado no legado de antigas culturas andinas, como a de Chavin, Paracas, Huari e Tiahuanaco. O primeiro soberano inca conhecido foi o lendário Manco Capac, que no séc. XIII se estabeleceu no vale de Cuzco e dominou os povos que ali habitavam. Seus sucessores construíram a capital Cuzco, edificaram o templo do Sol e adotaram o sistema de cultivo em terraços, posteriormente conquistaram todo o planalto andino e territórios setentrionais da Argentina e do Chile atuais.


O império inca consolidou-se com a unificação de antigos povos autônomos, que gozavam de relativa liberdade, unidos pela língua quíchua, o pagamento de tributos e culto ao Sol. Ao longo de três séculos os incas estenderam gradualmente o seu poder para o sul até às águas do Pacífico e para leste até às selvas do Brasil. Sendo aparentemente impossível ir além destas barreiras naturais, deram a este império assim delimitado a designação de o Império dos Quatro Confins. No seu apogeu, o império abrangia quase 1 milhão de km2, com 4800 km de extensão ao longo dos Andes, chegando a uma população de aproximadamente 12 milhões de habitantes.


Os edifícios incas se caracterizam pela monumentalidade e sobriedade, com blocos tão perfeitamente talhados que dispensavam argamassa. Suas cidades eram verdadeiras fortalezas, construídas com grandes muralhas de pedra. Entre os principais monumentos consta o Templo do Sol, em Cuzco, uma enorme estrutura de pedra que tinha todo o interior resplandecendo de ouro e prata. A construção dos edifícios da cidade de Machu-Picchu foi feita de grandes blocos de granito, alguns dos quais chegando a pesar três toneladas. É um mistério como os incas que não conheciam a roda e não possuíam ferramentas de ferro ou aço, puderam transportar e montar tais blocos. Milhares de quilômetros de estradas ligavam todos os recantos do império a Cuzco, favorecendo sobremaneira a eficiência da administração.


Os Incas construíram obras que seriam uma árdua tarefa mesmo para a engenharia moderna. Seus belos trabalhos em cobre, bronze, ouro e prata foram, na maioria, pilhados pelos espanhóis. Excelentes tecelões faziam tecidos de vicunha e algodão decorados com penas coloridas. Como não tinham escrita, a cultura era transmitida oralmente, mas inventaram um sistema de cordões com nós a intervalos regulares, tanto para contar, como para registrar os acontecimentos. Dirigida pelo estado, a economia inca era acima de tudo agrária, o comércio não era importante e não existia moeda. Para conseguirem plantar nos altiplanos os incas construíram terraços, formando patamares sucessivos, cortados por longos canais e aquedutos subterrâneos que irrigavam o solo e permitiam o cultivo do milho e da batata. As terras pertenciam ao imperador e eram repartidas, a cada ano, entre os vários segmentos sociais. Nas áreas mais elevadas os incas criavam rebanhos de lhamas, alpacas e vicunhas, que forneciam carne, leite e lã, além de serem usadas no transporte. Os excedentes produzidos eram armazenados em celeiros públicos, abastecendo a população em períodos de fome ou durante os festejos públicos.

O imperador inca era venerado pelo povo como filho do Sol, exercia o poder supremo. A ele seguiam-se os governadores de províncias, a nobreza, o clero e os chefes militares. Os artesões e camponeses deviam servir periodicamente nas forças militares ou na construção de estradas e templos, além de pagar um tributo em produtos agrícolas. Os servos e os prisioneiros de guerra formavam a camada social mais baixa, eram encarregados de proteger seus senhores, cuidarem das terras do templo do Sol e dos armazéns de abastecimento.

Os incas eram adoradores do Sol, fonte de toda a vida, acima do qual reconheciam um Deus, invisível criador de tudo que existe e que os eles denominavam Pachacamac e também havia Viracocha, deus da civilização inca. O principal culto religioso era dirigido ao Sol, fonte de toda a vida, em honra do qual se ergueram numerosos templos. Nas ocasiões importantes, exigiam-se sacrifícios de animais e mais raramente de pessoas, mas o comum era as oferendas de flores, bebidas, folhas de coca e vestes, lançadas ao fogo sagrado. As diversas festividades, em que se realizavam procissões e danças rituais, eram estabelecidas de acordo com os ciclos agrícolas. Atribuíam-se as calamidades públicas à inobservância de algum preceito ou ritual, que devia ser confessada e expiada para acalmar a cólera divina. Os sacerdotes detinham grande poder e desempenhavam a função de curandeiros, instrutores dos jovens nobres, responsáveis pelos sacrifícios e de efetuar previsões.

A derrocada desse império constituiu um dos fatos mais assombrosos da história. Em 1532, o espanhol Francisco Pizarro chegou à região com apenas 180 homens. Bem recebido e aproveitando-se da luta entre os dois herdeiros, Huascar e Ataualpa, quase sem combater, Pizarro conquistou o império inca. Isso se deveu principalmente ao excessivo endeusamento do imperador pelo povo e também à uma lenda de que Viracocha viria pelo mar na forma de um homem branco. Assim, quando Pizarro preparou uma cilada para Ataualpa e o prendeu, pareceu aos incas que o próprio Sol estava castigando seu filho, por isso apressaram-se a pagarem o resgate solicitado. Mas não adiantou, Ataualpa acabou sendo morto e o império devastado.

Observando-se os três maiores impérios pré-colombianos constata-se muitos pontos em comum entre eles: o plantio do milho como alimento base; os astecas e os incas eram simples tribos nômades, que, segundo os historiadores, em apenas trezentos anos (!?), construíram grande civilizações, demonstrando que eram herdeiros de uma cultura anterior; grande equívoco da casta sacerdotal que incutiu nos povos lendas e previsões equivocadas; excessivo endeusamento dos reis Montezuma e Ataualpa, que na verdade eram personalidades fracas e indecisas; os impérios dedicavam cultos ao Sol; os seus templos eram sempre em forma piramidal; suas pinturas apresentavam cenas de motivos religiosos ou históricos, demonstrando que há uma perfeita correspondência da vida, construções e símbolos dos toltecas da América com os do Egito.

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TOLTECAS EGÍPCIOS



Parte dos toltecas foram para o Norte da África, instalaram-se ao longo do Vale do Nilo, na Idade Neolítica, em cerca de 5000 a 3000 a.C. Divididos em pequenos estados independentes, denominados nomos, gradualmente unificados em dois territórios: o Baixo e o Alto Egito.

A agricultura era a base econômica dos egípcios, o povo era basicamente formado por fazendeiros, artesãos e mercadores. Os funcionários reais eram encarregados da arrecadação dos impostos e da fiscalização das grandes construções e trabalhos agrícolas. Os governadores (nomos) cuidavam da administração e da manutenção da ordem nas províncias. As classes sociais seguiam a seguinte ordem: família real, sacerdotes, nobres, guerreiros, escribas, mercadores, artesãos, lavradores, servos e escravos. Os sacerdotes tinham grande influência e poder; monopolizavam a cultura das ciências e possuíam grande fortuna.

A falta de perspectiva e a posição dos personagens nas pinturas, descritivas e movimentadas, sempre de perfil, resultaram do respeito que sentiam pela tradição artística, especialmente no trato de temas religiosos. A astronomia foi a mais importante das ciências desenvolvidas pelos egípcios. Impulsionados pela necessidade de medir o tempo das inundações do Nilo, inventaram o relógio de sol e o de água. Traçaram mapas celestes, situaram os pontos cardeais e foram os autores do mais antigo calendário que se conhece. Lançaram os fundamentos da aritmética e da geometria, inventaram a soma, a subtração e a divisão. Determinaram triângulos e retângulos. Desenvolveram também os primórdios da medicina, física, metalurgia, hidráulica e a química.


O Faraó exercia as funções máximas de sacerdote, juiz e chefe militar, era venerado como filho de Hórus. Para os faraós a vida eterna era o princípio fundamental da civilização egípcia, ele era também o mediador supremo entre o povo e panteão egípcio. O Egito, em todos os seus aspectos, girava em torno da fé, sendo a religião o elemento cultural que mais atuou na vida do povo egípcio.

Era extremamente importantes que vários templos fossem erigidos e mantidos para a glória dos deuses. Entre os inúmeros deuses cultuados destacam-se os seguintes: Amon - rei dos deuses; Rá- identificado com deus-sol; Osíris – pai de Hórus e Anúbis, senhor dos mortos e do renascimento; Seth – irmão de Osíris, deus das trevas, Anúbis - Deus do embalsamento e da morte; Ísis – esposa de Osíris, rainha do céu e da terra, deusa modelo para mães e esposas; Hórus – filho de Ísis e Osíris, era a encarnação do dia, combateu Seth e teve o direito de governar o Egito; Atum – o criador do universo.

O Império egípcio histórico é registrado de 3200 AC até 30 AC, quando foi anexado por Augusto ao Império romano. Sua divisão é basicamente a seguinte:


Época Tanita 1ª à 3ª Dinastia 3200 - 2575 AC.
Os primeiros homens a se fixarem no vale do Nilo se organizaram em comunidades agrícolas rudimentares e autônomas chamadas nomos. Visando aproveitar melhor as águas do Nilo, os nomos se uniram para construir diques e canais de irrigação. Essa reunião dos nomos deu origem a dois reinos: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, no delta do Nilo. O chefe do Alto Egito, Menés, unificou os dois reinos, tornando-se o primeiro faraó.


Antigo Império 4ª à 8ª Dinastia 2575 – 2134AC.
O governo do Antigo Império não era militarista, não tinha exército permanente, devido à fertilidade da terra e a superioridade religiosa. O faráo centralizava em suas mãos todo o poder. A história oficial credita ser dessa época a pirâmide construída pelo arquiteto Imhotep, bem como, aos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, a construção das grandes pirâmides do complexo de Gizé. Entretanto, o conhecimento ocultista informa que a construção das grandes pirâmides é anterior aos egípcios, não eram simples túmulos e sim centros iniciáticos(*) . Nessa época os egípcios já consideravam o sol como centro do sistema solar, heliocêntrico, ao contrário da era Ptolomaica, que considerava a terra como centro do universo, geocêntrico.



(*) As três grandes pirâmides não obedecem a um alinhamento perfeito entre si. Uma vez que os construtores de tais monumentos tinham perfeito conhecimento de geometria, matemática, engenharia e arquitetura, conclui-se que tal defasagem não foi acidental. A distância entre as três pirâmides e o seu posicionamento entre si, é coincidentemente proporcional às estrelas da constelação de Órion (O Caçador Celeste). A correlação das pirâmides com Órion, segundo os ocultistas, indica que elas foram construídas pelos exilados de Órion e não os de Capela, ou seja, são anteriores aos egípcios. Outro fato curioso é que, nos séculos subseqüentes, os egípcios não construíram (ou não conseguiram construir) mais pirâmides


Muitos cientistas admitem ainda, uma idade mais antiga para a Esfinge que as próprias pirâmides. Originalmente a esfinge tinha a cabeça de um leão, em cima da qual o faraó Quéfren mandou esculpir seu próprio rosto. Isto é fácil de comprovar pela desproporcionalidade entre a cabeça da esfinge em relação ao corpo.



1° Período Intermediário 9ª e 10ª Dinastia 2134 - 2040 AC.
Médio Império 11ª á 14ª Dinastia 2040 - 1640 AC.
Mudança da capital para Tebas. Os príncipes de Tebas terminaram com a época feudal.


2° Período Intermediário 15ª à 17ª Dinastia 1640 - 1550 a.C.
Dominação dos hicsos, de origem semita, que invadiram o país. Eram considerados “pioresque a peste, ímpios que governaram sem Rá”. Introduziram no Egito o cavalo e o carro de guerra. Por volta de 1550 a.C. os príncipes de Tebas expulsaram os invasores, restabelecendo a unidade nacional. Foi durante o domínio dos hicsos, que os hebreus, também semitas, entraram no Egito.


Novo Império 18ª à 20 Dinastia 1550- 1070 AC
Após a expulsão dos hicsos por Amosis I, os israelitas foram escravizados. Os faraós do Novo Império iniciaram uma série de conquistas militares, transformando o Egito num poderoso Império. Um dos maiores expansionista foi Tutmés III, que estendeu os domínios egípcios sobre a Síria, a Fenícia e a Palestina. Amenófis IV (Akhenaton) governou desde 1364 até 1347 a.C, promoveu uma grande reforma religiosa no Egito. Proibiu o culto aos antigos deuses, estabeleceu o culto monoteísta à Aton, representado pelo sol, como um Deus Supremo e Universal.


Entretanto, o culto a Aton foi de curta duração no Egito. Terminou logo após a morte do grande faraó, assassinado por uma conspiração liderada pela antiga casta sacerdotal de Amon que restabeleceu todos seus Privilégios. A múmia de Akhenaton foi jogada no rio Nilo, seu nome foi apagado de todos os monumentos e foi instituída uma maldição para que seu nome jamais fosse pronunciado. Os sacerdotes fizeram o novo faraó, de apenas nove anos de idade, mudar seu nome para Tuth Ankh Amon (*), que restabeleceu o antigo culto politeísta à Amon. O Egito teve seu auge expansionista durante o reinado de Ramsés II da 19ª dinastia. Bom administrador e diplomata reinou por 67 anos. Com as riquezas arrebatadas aos povos vencidos, transformou Tebas numa esplendorosa cidade, com palácios, templos e estátuas magníficas. No Novo Império o Egito presencia seus últimos momentos de esplendor como nação independente. No final desse período, o país volta a ser invadido pelos assírios, consegue uma curta independência, mas chegam os persas, macedônios, gregos, romanos e, finalmente, os árabes. A partir desse período passou a se delinear com mais exatidão a profecia de Hermes Trimegistos: “Os deuses, abandonando a terra, volver-se-ão para o Céu, abandonarão o Egito... Estrangeiros virão a habitar este país... Oh Egito! Egito! De teus cultos restarão apenas mitos e nem sequer teus filhos, mais tarde, crerão neles, nada sobreviverá, a não ser as palavras gravadas sobre as pedras, que contam tuas piedosas façanhas”.


(*) O reinado de Tutankhamon foi ate ele alcançar a maioridade, quando também foi morto por ordem do grão-vizir Aye, que, para subir ao trono, acabou dizimando toda a família imperial. Esse ser sinistro reinou por apenas três anos, quando foi substituído pelo general Horemheb, que reinou por vinte e sete anos. Nomeou como seu sucessor também um general, Ramsés I, que foi seguido por seu filho Seti I e depois por Ramsés II.

(**) Os hinos e invocações de Akhenaton indicam que a sua a missão era estabelecer um culto monoteísta entre os egípcios. Entretanto, devido à ação das forças da ignorância, isto teve que ser adiado até o advento de Moisés entre os hebreus. Foi no reinado de Ramsés II que Moisés liderou o êxodo do povo hebreu. Moisés, Iniciado pelos sacerdotes remanescentes de Aton (do Baixo - Egito, cuja capital era Mênfis) derrotou os sacerdotes de Ramsés II, seguidores de Amon (Alto - Egito, cuja capital era Tebas).


3° Período Intermediário21ª à 24ª Dinastia 1070 - 712 AC.
Dinastia Tanita – Domínio da Líbia


Baixo Império 25ª à 30ª Dinastia 712 - 332 AC.
O Egito estava em grande declínio, pois os povos vizinhos descobriram o ferro, um metal bem mais forte metal que o bronze. Durante a 25ª Dinastia o Egito foi governado pelos negros vindos da Núbia, hoje Sudão. Em 525 AC Cambises da Pérsia invade o Egito. Dario, também da Pérsia, volta a dominar o Egito de 342-332 AC, quando é derrotado por Alexandre Magno.


Época Ptolemaica 332 -30 AC - Ptolomeu I à XIII e Cleópatra.
Cleópatra nasceu em 69 AC, filha de Ptolomeu XIII, cresceu entre as intrigas e violências palacianas. Embora Kleophatra fosse uma das mais famosas rainhas do Egito, não corria nas suas veias uma só gota de sangue egípcio. Ela era grega e o idioma falado na sua corte era grego. Foi muito engenhosa, mas suas investidas fracassaram, após seu reinado, o milenar Império egípcio foi transformado numa simples província romana.


Anexação do Egito por Augusto ao Império romano em 30 a.C.
O único elo entre a cultura egípcia original e o romano era a o culto à deusa Ísis. Em 325 d.C esse único elo restante foi finalmente apagado, quando o imperador Constantino impôs o cristianismo como a religião oficial do estado romano. Assim, o Egito foi considerado uma província pagã. Templos foram destruídos, imagens de deuses apagadas, seus sacerdotes
remanescentes foram mortos ou silenciados e a língua egípcia com eles. Os romanos ocuparam o Egito até a conquista árabe em 640 DC. Em 1517 Selim reuniu o Egito ao Império Otomano. A expedição francesa comandada por Napoleão em 1799 encontrou a famosa Pedra de Roseta, escrita em hieroglífico, demótico e grego, decifrada por Champollion, foi a base para o conhecimento sobre o Egito.

Ramatis nos relata o seguinte sobre os egípcios: “A civilização egípcia, por possuir memória etérica mais lúcida na recordação de seu planeta de origem, foi a que deixou na Terra, maiores registros de sua emigração compulsória. Essa civilização foi constituída pela mentalidade mais avançada dos exilados de Capela. Foi também o que mais se destacou na prática do Bem e no culto da Verdade. Os egípcios traziam consigo um avanço científico, que a evolução da época não comportava. Em todos seus habitantes persistia o saudoso desejo de retornarem ao Céu, e, após cumprirem seus tempos de provação, voltaram ao seu planeta de origem. Seus profundos conhecimentos ficaram circunscritos aos sacerdotes mais graduados, observando-se o máximo de cuidado na seleção dos eleitos para a Iniciação. Os sábios egípcios conheciam a inoportunidade das grandes revelações, naquela fase do desenvolvimento terrestre. Os próprios gregos, que foram beber no Egito suas altas concepções filosóficas, não receberam todas as verdades dos mistérios das ciências egípcias. Os egípcios, depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, e retratarem na pedra viva sua Bíblia suntuosa, retornaram à sua pátria Sideral.”


EXILADOS DE ÓRION

Ramatis: “As emigrações em massa dos satélites de Capela e de Órion constituíram no nosso globo, civilizações faustosas, reunidas aqui na Terra segundo suas afinidades psicológicas. Ou seja, os exilados de outros planetas, ao reencarnarem em um determinado grupo não eram aglutinados segundo seu nível social ou caracteres étnico-raciais que porventura ostentassem no seu planeta de origem, mas segundo suas paixões e idiossincrasias, onde semelhante atrai semelhante. Os Filhos do Céu revelaram elevados conhecimentos de ciência, arte e religião. Criaram inúmeros cultos religiosos exclusivistas, com sangrentos sacrifícios expiatórios do pecado original, e ritos evocativos de sua superioridade racial. Em decorrência disso, a maioria dos emigrados se deixou dominar por uma perniciosa egolatria, considerando-se no direito do gozo de privilégios que não atingiam seus irmãos, os Filhos da Terra, que permaneciam no primitivismo das tribos atrasadas”.



CALDEUS

Os exilados de Órion se estabeleceram na Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates, onde fundaram a civilização de Caldeus, cuja capital foi Babilônia. A civilização caldaica era guerreira e orgulhosa como todos os outros exilados. Notabilizou-se por possuir adiantados conhecimentos de magia, de arquitetura e de astrologia. Mas também, na sua fase mais decadente, de serem extremamente devassos. Babilônia, uma das maiores cidades da Antigüidade, até hoje é famosa pela sua devassidão e pelo seu apocalipse particular.

Os caldeus não só adoravam o Sol, mas também as hostes dos céus: os Espíritos Planetários e os Anjos das Estrelas. A Astrologia dos sacerdotes babilônios teve por principal objetivo o cálculo da posição dos astros e achar suas esferas de influência, de maneira a estabelecer regras de vida para seus habitantes.



ASSÍRIOS

Outro povo originário de Órion foi o assírio. Devastadores implacáveis, eles foram um dos povos mais cruéis da Antigüidade. Fixaram-se ao norte da Mesopotâmia, próximo ao curso do rio Tigre, onde constituíram inicialmente, sua cidade mais importante, Assur. Por volta do século VIII AC, os assírios começaram um movimento expansionista, graças à superioridade bélica sobre seus vizinhos, devido ao uso de armas de ferro. Tornaram-se um Estado militarizado, onde era enaltecida a importância do exército e dos chefes militares, enquanto a massa da população sofria muito, pois eram obrigados a pagarem altos impostos, além de prestarem serviços gratuitos ao Estado.

Os assírios conquistaram a Babilônia, a Síria, a Palestina, fazendo as fronteiras do seu império chegarem até o Mediterrâneo. Sob Sargão II, o Estado assírio, já com capital em Nínive, continuou suas guerras de conquistas, onde, não raro, populações inteiras eram transplantadas para a Assíria, como escravos, a fim de que os próprios habitantes assírios pudessem se dedicar exclusivamente à guerra. A repressão sobre os vencidos era a mais feroz possível: incluía desde o massacre, deportação em massa e confisco de todos os bens de valor. Tudo isso visava destruir toda e qualquer resistência dos povos conquistados. No século VII AC, o império assírio atingiu o máximo de sua extensão: abrangia todo o Oriente Médio, desde a Ásia Menor até o Golfo Pérsico e do Egito até o rio Tigre. O poder da Assíria era todo baseado na economia de guerra. Ainda nesse século, contudo, iniciaram-se as revoltas internas e as dos países subjugados, que não agüentaram mais tanta opressão.

Devido à contínua mobilização de camponeses para o exército, o violento saque das riquezas das cidades vencidas e as guerras intermináveis com o uso do seu exército mercenário, fizeram com que os povos vizinhos se aliassem contra os assírios. Os países conquistados, revoltados, deixaram de pagar os pesados tributos. As contínuas revoltas internas, e as invasões das tribos mongóis, nômades da Ásia Central, apressaram a derrocada do poder Assírio. Em 612 AC, a aliança entre os iranianos e caldeus, através de seus reis Ciáxares e Napolassar, resultou na tomada de Nínive, chegando o momento de pôr fim ao reinado de desgraças dos assírios.


BERBERES

Os exilados de Órion, logo após o afundamento da Lemúria, encarnaram-se também entre os berberes, povo que originou os numidas e os mouros. Habitavam a Berbéria, antiga Barbaria, situada na região do Monte Atlas, no Norte da África. Os berberes combateram contra os cartagineses, romanos, vândalos, árabes e turcos. Pertenciam a esta raça os sarracenos, que invadiram a Espanha e o sul da França. Após a grande invasão árabe no século XI, os berberes se separaram em vários povos, sendo seus mais puros representantes, os tuaregs, os kabilas e os nzabitas.
Os tuaregs ou imucharis, orgulhosos habitantes do deserto, foram nômades que viviam no centro do deserto do Saara e nas estepes do Sudão. Dedicavam-se à pilhagem das caravanas, criação de cabras, zebras, carneiros e camelos, através dos quais se locomoviam rapidamente pelo deserto. Posteriormente, os tuaregs tornaram-se menos agressivos, passando a deixarem as caravanas passarem em segurança pelo deserto. Continuaram, porém, praticando seu esporte preferido: corrida de camelos, o que lhes garantia mobilidade superior a todos os demais povos no deserto. Os orgulhosos nobres tuaregs procuravam não se misturar etnicamente, nem com os conquistadores árabes nem com os escravos negros. Como bons descendentes de Órion, os tuaregs eram muito apegados às suas tradições, entre elas o culto à honra e à hospitalidade do deserto, mas também, à devassidão, à crueldade e à vingança.

Fonte :http://www.luzcosmica.com.br/ebook_revelacao/capitulo3.php

MOSAÍSMO - ISLAMISMO



SEMITAS HEBREUS - MOSAÍSMO

A tradição Bíblica ensina que Abraão saiu da cidade de Ur, atual sul do Iraque por volta de 1800 AC. Mais tarde Jacó, neto de Abraão, gerou doze filhos, dos quais geraram as doze tribos de Israel. A história de José, um dos filhos de Jacó, narra como os israelitas foram parar no Egito, onde acabaram sendo escravizados. A Bíblia conta como Moisés os retirou dali e levou-os a vagar durante quarenta anos pelo deserto até alcançarem Canaã, a Terra Prometida.

Moisés, iniciado pelos sacerdotes nos mistérios dos templos egípcios, guiou o Êxodo de seu povo pelo deserto, em direção à Palestina. Para poder controlar aquela turba agitada e belicosa, às vezes, utilizava seus poderes ocultos, oriundos dos seus próprios conhecimentos das forças da natureza, como se fossem outorgados diretamente por Deus. Através das Tábuas da Lei, contendo os Dez Mandamentos, Moisés foi o primeiro a rasgar os pesados véus, que cobriam os elevados conhecimentos antigos, filtrando a Luz da Verdade, de modo a ser compreendida pelo povo hebreu, e, mais tarde, pelo mundo.



Por volta de 1000 AC Saul introduziu a monarquia, mas foi no reinado de Davi e Salomão que Israel se tornou uma grande potência política. Foi Salomão quem construiu o grande Templo de Jerusalém, em cujo santuário interno estava depositado a Arca da Aliança, que continha os Dez Mandamentos. O reino de Israel começou a entrar em decadência moral e política, isto provocou severa condenação dos profetas, principalmente Amós, que viveu cerca de 750 AC. Os profetas davam mais peso á justiça e aos ideais morais e éticos, do que aos rituais e sacrifícios sangrentos no Templo.

Posteriormente a civilização hebraica foi dividida em dois reinos: o reino do Norte, Israel, que foi devastado pelos assírios em 722 AC; o reino do Sul, Judá, que tinha Jerusalém como capital, foi conquistado pelos babilônios em 587 AC, quando o grande Templo foi destruído e a maioria da população judaica foi deportada em exílio para a Babilônia.


Após o exílio babilônico, em 516 AC os judeus reconstruíram o grande Templo, o sumo sacerdote se tornou líder do Sinédrio, o conselho dos anciãos e dos homens instruídos. A maioria dos homens instruída vinha das fileiras dos fariseus, que davam muita importância às normas de asseio e limpeza externa e também á lei escrita, contida no Pentateuco, os cinco primeiros livros de Moisés. Os judeus caíram seguidas vezes sob o domínio estrangeiro, em 70 d.C., uma revolta contra os romanos levou ao saque de Jerusalém. O Templo que fora recentemente reformado por Herodes, foi novamente arrasado, e os judeus dispersos pelo mundo. Este episódio ficou conhecido com diáspora, palavra grega que significa dispersão.


As Sagradas Escrituras judaicas compreendem o Antigo Testamento e demais livros, divididos da seguinte forma:
- A Lei: o Torá, o Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés. Contém as normas judaicas legais e morais, escritos por um longo período e que se completou por volta de 400 AC.
- Os Livros Históricos e Proféticos: Compreende toda história do povo hebreu, o destino de Israel é constantemente interpretados à luz das exigências divinas. Os Livros Proféticos são de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores.
- Os demais Livros: Os Salmos de Davi, compostos sobretudos para os serviços e as festas do Grande Templo. São divididos em três principais tipos: os cânticos de louvor, de lamentações ou orações e de ação de graça. O Livro de Jó aborda o sofrimento do homem e a Justiça de Deus. O Livro de Daniel é a mais recente escritura do Velho Testamento, é a Revelação de Deus para os destinos do mundo. O Talmude ou Lei Falada – contêm leis, regras, preceitos morais, comentários, conjunto de regras e mandamentos transmitidos oralmente pelos rabinos seus ensinamentos.

O credo judaico é baseado principalmente na seguinte frase: “Ouve, ó Israel: Iahveh nosso Deus é o único Iahveh”. O Deus único é o criador do mundo e o senhor da história. Toda vida depende Dele e tudo que é bom flui Dele. O nome de Deus é representado pelas letras IHVH, um acrônimo hebraico que significa “Eu Sou Quem Sou”.
Numa sinagoga judaica não há imagens religiosas, o ponto mais importante de uma sinagoga é a Arca, que fica na parede oriental, na direção de Jerusalém. Ali se guarda os rolos de pergaminho que contém o Torá, A Lei. Os judeus guardam o Shabat, que dura desde o pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado. Os judeus têm regras de alimentação próprias, onde existem os alimentos permitidos, os kosher, e os não permitidos.


Basicamente o que Ramatis diz sobre os hebreus é o seguinte:

A história desse povo está contida no Velho Testamento, que é também uma Revelação Religiosa. Todavia, não se pode atribuir, ao seu texto, o caráter vertical de Palavra de Deus, como se proviesse realmente da Mente Divina. No Velho Testamento os hebreus misturaram seus costumes, sistemas de governo e sua vida profana, com a Revelação Divina. Atribuíram sua insanidade e a violência fanática de seus líderes religiosos à própria Vontade de Deus. Expuseram em público suas mazelas íntimas. Proclamarem que Jeová protegia as tribos de Israel contra outros povos e que Deus apreciava o cheiro de sangue dos animais sacrificados em holocausto. Mas ainda assim, a Bíblia reflete a fé daquele povo, seu monoteísmo e sua preocupação com o reinado espiritual, ao contrário de outros povos da época, cuja moral mais comum se alicerçava na rapinagem, na escravidão e em orgias”.

“As raças adâmicas, de maneira geral, guardam vaga lembrança de sua vivência em Capela, passando de gerações a gerações as tradições de um paraíso perdido, mas foi na Bíblia que essas reminiscências ficaram gravadas para sempre. A Bíblia, principalmente o Gênese, é um conjunto de antigos livros, que descreviam a vida e os costumes de vários povos antigos, mais tarde esses livros foram agrupados e atribuídos a um só povo: o hebreu. Entre os exilados de Capela, foram os hebreus que até hoje constituíram na Terra, a raça mais homogênea, mantendo seus principais caracteres, ao longo de todas as mutações. Apesar de nômades, inquietos e indolentes, mantinham intacta sua fortaleza monoteísta, acreditando somente na existência de um Deus Todo-Poderoso, por temor e amor ao qual sofriam todas as injurias e toleravam todos os martírios. O antigo povo de Israel era constituído de seres inquietos, egocêntricos, fanáticos e orgulhosos, porém tenazes no sofrimento e inamovíveis na sua fidelidade religiosa. Consciente de seus valores espirituais, o hebreu sempre se mostrou arredio a se misturarem com outros povos”.


“Moisés recebeu no Sinai, a tábua dos Dez Mandamentos, que até hoje representam a base de toda Justiça no mundo. Este, ao unificar a Revelação Espiritual para um só Deus, Jeová, lançou as bases preliminares do Cristianismo, aplainando o caminho do Mestre Jesus, dispensando-o do trabalho de fundir diversos deuses pagãos numa só Unidade. Somente uma raça ardente e fanática em sua crença monoteísta, seria capaz de corresponder ao convite espiritual de Jesus, como fizeram os judeus, feitos seus seguidores e discípulos. Não seria possível ao Mestre alicerçar Sua mensagem entre a versatilidade dos deuses pagãos da Grécia, ou dos bárbaros da Germânia, dos fanáticos da Gália, dos selvagens da África, dos feiticeiros da Caldéia ou entre as castas orgulhosas da Índia, menos ainda, entre os conquistadores romanos. Jesus não teria êxito pregando o amor, a paz, a tolerância, o perdão e a renuncia, entre as sanguinárias legiões de César. Paradoxalmente, somente o povo hebraico seria capaz de realçar a figura de Jesus no cenário do mundo”.

“Entretanto, com o advento do Messias, os saduceus, os fariseus e o clero judaico, receosos de perder seus instrumentos de poder, principalmente os sacerdotes, que cobravam pesadas taxas para manter sua vida nababesca, insuflaram o povo judeu contra o Mestre. Ao contrário do messias que almejavam, uma espécie de conquistador triunfante, cujas vitórias enaltecesse o povo de Israel e humilhasse o romano opressor, o tão aguardado Salvador chegou doce e humilde, confraternizando com os simples, socorrendo os necessitados e pregando o perdão, o amor e a paz entre os homens. Isto não foi aceito pelos muitos que ansiavam por uma desforra contra os romanos”.

Emmanuel: “Antes mesmo de se instalarem no nosso mundo, as raças adâmicas ouviram a palavra do Cristo e Sua promessa de salvação, por isso elas receberam periodicamente Seus Emissários. Esta é a razão também, porque a vinda do Salvador foi prevista séculos antes, na China, no Egito, na Pérsia e na Índia. Em todos esses lugares já era vislumbrada a história Evangélica, que os eminentes profetas hebreus, também cantaram com séculos de antecedência”.



SEMITAS ÁRABES - ISLAMISMO

Entre os descendentes diretos dos semitas da Atlântida, estão também os árabes, que pouco a pouco foram se estendendo por todo o norte da África, que acabaram por dominar por completo, com exceção do Egito, formando a Arábia. Esta raça progrediu e aumentou, durante milhares de anos, fazendo os nativos negros de escravos. Por um breve tempo conquistaram até o Egito, sob o nome de reis Hycsos. Segundo a cronologia Bíblica os árabes são descendentes diretos de Ismael, um dos filhos de Abraão.


Os árabes tiveram um novo apogeu, com o advento de Maomé, da tribo dos Quorayshitas, nascido em Meca, no ano de 570 e morto em 632 d.C. Meca não era apenas um importante centro comercial, mas também um dos centros religiosos da Arábia. As tribos nômades que viviam próximas à cidade já consideravam sagrada a pedra negra de Meca, que recebia peregrinações bem antes do advento do islamismo. A conquista maometana foi efetuada através dos sheiks ou chefes das tribos nômades, os beduínos, que vez ou outra eram contratados para escoltar as caravanas no deserto, garantindo sua segurança. Todos eles sentiam profunda atração pela atividade mais lucrativa da Arábia: o comércio.

A unificação da Arábia passou a ser o sonho de alguns membros das aristocracias mercantis urbanas. Maomé ganhou projeção, representando os ideais das aristocracias mercantis, enquanto pregava o islamismo. Surge então, o ideal do Jihad, a guerra santa: lutar, combater para acumular mais riqueza, nas mãos dos grandes comerciantes árabes. As guerras santas islâmicas começaram com Maomé, ao assaltar as caravanas que pertenciam às famílias ricas de Meca, a fim de obter o controle dessa cidade e da pedra sagrada Caaba. O ideal do Jihad não era para difundir a nova religião, conforme foi pregado, mas sim para alargar os domínios árabes e aumentar a possibilidade de comércio.
A pregação islâmica representava a influência de outras religiões, como o cristianismo, o judaísmo e crenças pré-islâmicas. Em 622 d.C., começou para a cronologia ocidental, o marco inicial da religião muçulmana. A partir desta época, com o apoio dos comerciantes, e utilizando os beduínos como soldados, Maomé transformou-se em chefe guerreiro, que fez valer suas idéias religiosas através de conquistas. A principal característica de Maomé era a sua determinação de levar a frente o seu intento e em sua própria capacidade de vencer batalhas, pois, começou chefiando apenas algumas tribos nômades e terminou por derrotar impérios. Ao desencarnar, Maomé era considerado um dirigente vitorioso, por ter estabelecido a unidade política e religiosa na Arábia.


O islamismo era uma religião de grande simplicidade, baseada em princípios de fácil compreensão. Seu credo está resumido nesta curta declaração de fé: “Não há Deus senão Alá, e Maomé é seu Profeta”. Esses dois pontos constituem o núcleo da doutrina islâmica; o monoteísmo e a revelação através de Maomé. Estes foram dois dos principais fatores que garantiram sua propagação.

Os muçulmanos sempre utilizaram a religião, segundo seus interesses políticos, que por sua vez, dependiam do comércio internacional. Com o objetivo de garantir o processo de expansão do império muçulmano, todo árabe convertido ao islamismo seria isentado de impostos, passaria a guerreiro ou funcionário do Islã, com direito a salário e uma vida sem problemas financeiros. Os habitantes das regiões dominadas podiam manter suas propriedades, costumes e a própria administração, entre outros benefícios e algumas obrigações. Inicialmente os vencidos podiam conservar suas crenças, desde que pagassem um imposto referente a esse direito. Por essas e outras razões, a adesão ao islamismo sofreu grande crescimento, sendo adotado majoritariamente pelos árabes e alguns povos da região.


O califa Omar, que tomou Jerusalém, expulsando os romanos por volta de 642 d.C. conquistou sucessivamente a Síria, o Egito e a Pérsia. Partindo do norte da África, ao morrer, o califa tinha consolidado o Império muçulmano do Afeganistão até a Espanha. O quarto califa, Ali, filho de Abu Talib, tio de Maomé, morreu assassinado e sua liderança foi cheia de controvérsias. Desde a sua gestão ocorreu o cisma no islamismo. A facção xiita (Shiat Ali) acreditava que o líder deveria ser um descendente direto do profeta, ao passo que a facção maior, sunita, achava que a liderança deveria caber a quem de fato controlava o poder.

Na idade média, durante as cruzadas, os francos reconquistaram Jerusalém, onde judeus e muçulmanos viviam em relativa harmonia. Em 1187 Saladino, hábil guerreiro, reconquistou Jerusalém para os muçulmanos.

Muitos muçulmanos se indignaram com a vida luxuosa que passara a reinar na corte do califa de Bagdá e se retiraram para o interior do deserto para levar uma vida puritana, formando o movimento sufista. O sufismo não é uma tendência organizada, pois podem ser tanto xiitas como sunitas.


As obrigações religiosas dos muçulmanos estão fundamentadas em cinco pilares:

1- Credo: “Não há outro Deus senão Alá, e Maomé é seu profeta”. Esse credo é repetido pelos fiéis várias vezes todos os dias e proclamado do alto dos minaretes nas horas de oração.
2- Oração: O islã requer que seus fiéis digam suas preces cinco vezes ao dia, preferencialmente nas Mesquitas, mas podem ser feitas em qualquer lugar, voltadas para Meca.
3- Caridade: É uma taxa ou imposto formal sobre a riqueza e a propriedade, com o objetivo de diminuir as desigualdades entre ricos e pobres.
4- Jejum: O Corão proíbe o álcool e comer carne de porco, por ser um animal impuro. Prega o jejum durante o Ramadan, o nono mês do ano lunar, entre o nascer e o por do sol.
5- Peregrinação à Meca: Todo muçulmano adulto deve fazer uma peregrinação à Meca, ao menos uma vez na vida.


O islã se espalhou pela Ásia e pela África e entre os séculos VIII e XV, os árabes dominaram a parte sul da Espanha. Eles romperam com o califa de Bagdá e estabeleceram seu próprio califado em Córdoba, tornando essa cidade em um grande centro cultural. O islã predomina por vastas áreas da África Oriental e Ocidental. Avançou também em direção ao Oriente, dominando parte da antiga Índia, hoje Paquistão e Bangladesh.


Fonte :http://www.luzcosmica.com.br/ebook_revelacao/capitulo3.php

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